05 de abril de 2009, às 23h47min
A Descoberta da Subjetividade pela Livre Associação
Dentre meus afazeres ministro aulas de Metodologia. O que a princípio pode parecer ser algo um tanto chato, pode se transformar em satisfação quando se adquire o gosto pelo conhecimento. Uma grande dificuldade dos alunos é entender a idéia de subjetividade e objetividade, preceitos essenciais para o aprendizado da metodologia científica. Pois bem, o resultado deste trabalho está em meus artigos e produção acadêmica; neste espaço gostaria de usar o método da liberdade, assim visando ensinar um pouco sobre a subjetividade para quem quiser exercitar proponho um jogo poético. Em busca da livre associação de idéias, se propõe um objeto, e deste se passa a produzir as ligações de idéias que vem à mente. Isto possibilita trazer para a concretude do mundo, uma faceta da subjetividade de cada um, esta idéia é antiga, e esteve em texto que produzi quando ainda fazendo a universidade me divertia divagando em idealizações; eis aí o " O Ser e as Bolas", que teve como objeto de partida uma bolinha de gude.
O SER E AS BOLAS
Uma bolinha de gude a rolar entre os dedos.
Aguçando as células táteis, inquietando os pensamentos.
Sensibilizando o cérebro, desenvolvendo muitas imagens.
Rola pequena bolinha de vidro, com seu brilho falso de pedra preciosa.
Com sua superfície lisa tocando o acidentado relevo da geografia mental.
Rola como que rolo compressor,
como força viva cheia da própria onipotência.
Rola singela e pura,
como que os dogmas indigestos pelas gargantas dos retraídos
Invadindo o passivo e pobre esôfago,
indefeso ante a força ativa do reles cotidiano.
Rola cheia de astúcia, imitando o mito do “Cavalo de Tróia”,
penetrando no interior,
Explodindo em muitos pedaços,
fingindo-se de presente, enquanto rouba a saúde.
Fazendo-se mãe de outras tantas minúsculas bolinhas,
incômodas e ínfimas esferas,
A bolinar a cabeça daquele que pensa-se poeta,
criando conclusões geniais ou obtusas.
Levando a crer, que quem nasce bola será sempre bola,
confundindo e intrigando,
Gerando um enigma tão discreto que é indecifrável,
uma redundante redundância.
Mas que em meio ao caos, um ponto fixo,
a bola das pupilas dos imensos olhos,
Com suas belas e suaves curvas,
trazendo a lembrança do contorno das montanhas,
Despertando para a inspiração
das mágicas e artísticas curvas do perfil feminino.
Fazendo assim o sentimento ser o feroz feitor da razão,
escravo das doces sensações.
Debelando a criação que desejava ser filosofia
transformando-a em pretensa poesia.
E a poesia transformando o poeta em pintor,
tendo a visão de um quadro de muitas bolas.
Um vivo e constante mesclar de muitas cores,
uma impulsiva atração entre as tantas tintas.
Perdendo-se assim do dia a dia,
perdendo o olhar na visão do céu e seu fervilhar de estrelas,
Vendo a imagem da bola planetária
a girar perdida em meio a tantas outras bolas.
Sentindo que os pés fogem do chão,
pensando ganhar asas que efetivamente não tem.
Ficando obstinado pela importância tão essencial
que esta oculta nestas tantas bolas.
Naquilo que elas têm de ínfimo
a contrapor-se a sua impalpável alma mergulhada no infinito.
Uma bolinha de gude a rolar entre os dedos.
Aguçando as células táteis, inquietando os pensamentos.
Sensibilizando o cérebro, desenvolvendo muitas imagens.
Rola pequena bolinha de vidro, com seu brilho falso de pedra preciosa.
Com sua superfície lisa tocando o acidentado relevo da geografia mental.
Rola como que rolo compressor,
como força viva cheia da própria onipotência.
Rola singela e pura,
como que os dogmas indigestos pelas gargantas dos retraídos
Invadindo o passivo e pobre esôfago,
indefeso ante a força ativa do reles cotidiano.
Rola cheia de astúcia, imitando o mito do “Cavalo de Tróia”,
penetrando no interior,
Explodindo em muitos pedaços,
fingindo-se de presente, enquanto rouba a saúde.
Fazendo-se mãe de outras tantas minúsculas bolinhas,
incômodas e ínfimas esferas,
A bolinar a cabeça daquele que pensa-se poeta,
criando conclusões geniais ou obtusas.
Levando a crer, que quem nasce bola será sempre bola,
confundindo e intrigando,
Gerando um enigma tão discreto que é indecifrável,
uma redundante redundância.
Mas que em meio ao caos, um ponto fixo,
a bola das pupilas dos imensos olhos,
Com suas belas e suaves curvas,
trazendo a lembrança do contorno das montanhas,
Despertando para a inspiração
das mágicas e artísticas curvas do perfil feminino.
Fazendo assim o sentimento ser o feroz feitor da razão,
escravo das doces sensações.
Debelando a criação que desejava ser filosofia
transformando-a em pretensa poesia.
E a poesia transformando o poeta em pintor,
tendo a visão de um quadro de muitas bolas.
Um vivo e constante mesclar de muitas cores,
uma impulsiva atração entre as tantas tintas.
Perdendo-se assim do dia a dia,
perdendo o olhar na visão do céu e seu fervilhar de estrelas,
Vendo a imagem da bola planetária
a girar perdida em meio a tantas outras bolas.
Sentindo que os pés fogem do chão,
pensando ganhar asas que efetivamente não tem.
Ficando obstinado pela importância tão essencial
que esta oculta nestas tantas bolas.
Naquilo que elas têm de ínfimo
a contrapor-se a sua impalpável alma mergulhada no infinito.
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Autor
Professor da UNIFAE, centro universitário em São João da Boa Vista-SP. Ex-Presidente do IPEFAE (2007/2009), instituto que promove estágios, pesquisas e concursos. Formado Economista pela UNICAMP, pós-graduado em Economia de Empresas UNIFAE, com Mestrado Interdisciplinar em Educação, Administração e Comunicação pela UNIMARCO, e doutorando em Educação pela UNIMEP de Piracicaba, além de ter desenvolvido atividades complementares, por quatro anos, em Comentário Econômico da TV local.
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