23 de fevereiro de 2010, às 17h22min
A hora da verdade
A crise brasileira é fundamentalmente também uma crise de gestão, de gerência profissional.
Há amores que nascem sob o signo do equívoco e acabam morrendo até mesmo trágica e tristemente porque as pessoas não souberam encontrar a raiz desse equívoco e arrancá-la com coragem. Então, de equívoco em equívoco, o amor vai se desgastando e até se transforma em raiva, contida ou incontida. E morre de morte nem sempre acidental.
É difícil, sim, mas o amor – como Cristo – também pode ressuscitar. Isso exige uma mudança radical. E a condição para qualquer mudança que toque na essência dos problemas que originaram os equívocos é o reconhecimento dos erros.
É terrível a hora da verdade, mas trata-se de um ato imprescindível para que possa haver mudança.
Dizer que mudou ou está mudando sem encarar a verdade e se colocar a nu para o outro não passa de ilusão e engano.
O que não assegura uma mudança séria e real. Apenas uma farsa ou dissimulação que logo se desmascara.
Só com a coragem de encarar a verdade, para si mesmo e para o outro, se pode ter esperança de acabar com os equívocos e ressuscitar o amor renascendo para o amor.
Essa é a realidade do país hoje: muitos equívocos ainda impedem o feliz casamento do Brasil com a administração profissional.
A crise, aguda e profunda, no entanto, não é irremediável. E o equívoco pode ser superado pela necessidade, parteira da mudança e da transformação das teorias e das práticas existentes em nossas organizações.
O Brasil precisa compreender que a sua crise também é de gestão.
Uma perversão econômica persistente por décadas deformou a capacidade de perceber das pessoas, como se uma hemiplegia ético-moral só nos fizesse acreditar no lucro fácil, na desnecessidade do trabalho árduo, nos ganhos financeiros improdutivos e desmesurados, na lógica corrosiva do sempre querer levar vantagem em tudo, no jeitinho desonesto, no pistolão e na malandragem.
Uma nação só sai da crise pelo trabalho. E o trabalho modernamente é o campo da gestão profissional.
A cultura brasileira é pródiga em dicotomizar o dizer e o fazer, a palavra e o gesto, a teoria e a prática.
Nunca se falou tanto em teorias e técnicas modernas de gestão quanto hoje, mas a realidade objetiva do mundo do trabalho é ainda bem distante em suas aplicações concretas.
wagners@attglobal.net
www.wagnersiqueira.com.br
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Autor
Administrador e filho de Belmiro Siqueira, Patrono da profissão.
É membro da Academia Brasileira de Ciências da Administração, Vice-Presidente da Escolinha de Artes do Brasil.
É o atual Presidente do CRA/RJ - Conselho Regional de Administração do Estado do Rio de Janeiro
Foi Secretário de Administração e também Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Foi membro do Conselho Consultivo da FGV Empresa Junior.
Foi Presidente do Riocentro e Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio.
Foi o responsável pela implantação e primeiro Presidente do IPLAN-Rio - Instituto Municipal de Planejamento da cidade do Rio de Janeiro.
Presidiu o Conselho Regional de Administração – CRA/RJ de 1983/1985 e de 1998/2003, onde atuou em defesa do mercado de trabalho da profissão e promoveu a criação de diversos serviços gratuitos para os administradores, tais como: a assistência jurídica, o banco de currículos e o serviço de orientação ao administrador.
Como presidente do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Administradores, chegou a assinar anualmente acordos coletivos com mais de 30 empresas, destacando-se os de Furnas, Cedae, Cerj, BNDEs, Telefônica e Petrobrás.
No governo federal, foi Secretário de Modernização Administrativa do Ministério do Planejamento. Ocupou ainda os cargos de Diretor de Administração da EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo, foi Membro do Conselho Nacional de Turismo/CNTur e Gerente de Administração e de Planejamento do BD Rio - Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.
Presidiu órgãos estaduais como o IPERJ, hoje Rioprevidência, a FESP - Fundação Escola de Serviço Público, e foi membro do Conselho Estadual de Educação.
Professor Universitário e Consultor de Organização, publicou 4 livros sobre administração de empresas e 4 livros sobre política e ação legislativa.
É membro da Academia Brasileira de Ciências da Administração, Vice-Presidente da Escolinha de Artes do Brasil.
É o atual Presidente do CRA/RJ - Conselho Regional de Administração do Estado do Rio de Janeiro
Foi Secretário de Administração e também Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Foi membro do Conselho Consultivo da FGV Empresa Junior.
Foi Presidente do Riocentro e Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio.
Foi o responsável pela implantação e primeiro Presidente do IPLAN-Rio - Instituto Municipal de Planejamento da cidade do Rio de Janeiro.
Presidiu o Conselho Regional de Administração – CRA/RJ de 1983/1985 e de 1998/2003, onde atuou em defesa do mercado de trabalho da profissão e promoveu a criação de diversos serviços gratuitos para os administradores, tais como: a assistência jurídica, o banco de currículos e o serviço de orientação ao administrador.
Como presidente do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Administradores, chegou a assinar anualmente acordos coletivos com mais de 30 empresas, destacando-se os de Furnas, Cedae, Cerj, BNDEs, Telefônica e Petrobrás.
No governo federal, foi Secretário de Modernização Administrativa do Ministério do Planejamento. Ocupou ainda os cargos de Diretor de Administração da EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo, foi Membro do Conselho Nacional de Turismo/CNTur e Gerente de Administração e de Planejamento do BD Rio - Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.
Presidiu órgãos estaduais como o IPERJ, hoje Rioprevidência, a FESP - Fundação Escola de Serviço Público, e foi membro do Conselho Estadual de Educação.
Professor Universitário e Consultor de Organização, publicou 4 livros sobre administração de empresas e 4 livros sobre política e ação legislativa.
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