O capital intelectual é a soma de tudo o que se sabe. Em termos organizacionais, o maior patrimônio de uma organização são as pessoas, ou seja, são os conhecimentos que elas trazem em suas mentes. Este capital intelectual não é físico e não pode ser visto, mas está transformando rapidamente o mundo dos negócios. Isto significa que ter as pessoas certas e saber aplicá-las, mantê-las e monitorá-las é vital para as organizações de hoje e de amanhã. Ao se referir ao conhecimento humano, Herckert (2009) destaca dois tipos de conhecimento: individual e coletivo. Para esse autor, o conhecimento individual é representado pela educação, experiência, habilidades e atitudes das pessoas, ou seja, são os fatores subjetivos, que não são propriedade da organização. A inovação do conhecimento humano nas organizações ocorre em razão da evolução tecnológica e da concorrência entre as empresas que se deparam com clientes cada vez mais exigentes e conscientes. A estratégia é manter esse ativo imaterial sempre atualizado e em constante evolução, para suprir as necessidades dos clientes e manter-se competitiva, ou seja, quanto maior o conhecimento, maior a probabilidade de eficácia e, somando o conhecimento individual dos elementos, obtém-se o conhecimento coletivo. O conhecimento coletivo é o conjunto formado por parcelas de conhecimentos individuais moldadas à filosofia da organização e enriquecido pela tecnologia. A informação que interessa à gestão está nas pesquisas e desenvolvimento, nos recursos humanos, na captação de recursos financeiros e materiais, nos processos produtivos e na capacidade de inovação e agregação de valor aos produtos e serviços. Comportamento organizacional Comportamento organizacional é o estudo de como as pessoas se portam em uma organização, levando em consideração os seus valores, atitudes e fundamentalmente o seu comportamento no ambiente de trabalho. Para Nascimento (2008) os valores são essenciais e devem ser levados em consideração no ambiente organizacional. Para entender as atitudes, as motivações e mesmo as percepções dos colaboradores é importante conhecê-los. Quando os valores de um colaborador no ambiente de trabalho são investigados, identifica-se a importância atribuída a estes, como por exemplo, o autorrespeito, a honestidade, a confiança, a responsabilidade, a justiça e outros. Os valores exercem uma influência significativa nas atitudes e no comportamento das pessoas e variam muito de um grupo para outro. A formação desses valores é influenciada pela cultura, processo educacional, ambiente organizacional e familiar. Para Robbins (2002) o comportamento organizacional é um campo de estudo que investiga o impacto que indivíduos e grupos têm sobre o comportamento dentro das organizações, com a intenção de utilizar esse conhecimento para gerar melhoria da eficácia organizacional. O sucesso na gestão do comportamento organizacional está em atentar-se as diferenças individuais desenvolvendo a capacidade de respeitar essas diferenças e diversidade de valores. É necessário aproveitar as habilidades e competências aplicando-as da melhor forma possível a fim de construir um clima agradável e participativo que contribua eficazmente no crescimento da organização e na satisfação dos seus colaboradores. Diferenças individuais Chiavenato (2005) explica que a diversidade nas organizações deve ser administrada sob duas premissas: a primeira diz respeito à 'imagem no espelho' e a segunda refere-se ao preconceito racial, étnico ou etário. Acreditar que todas as pessoas são semelhantes facilita o gerenciamento, porém elas são diferentes. As diferenças individuais ocorrem devido a diversos fatores, entre os quais podem ser citadas aptidões e a personalidade. A aptidão representa uma predisposição de cada pessoa em aprender determinadas habilidades e comportamentos. Assim, a aptidão pode ser desenvolvida ou não por meio de exercício ou prática. Personalidade significa o que a pessoa é. É uma tendência consistente a comportar-se de uma determinada maneira em situações diferentes. Embora nenhuma pessoa apresente consistência absoluta, essa qualidade de consistência em diferentes situações é essencial ao conceito de personalidade. Se todas as pessoas fossem iguais, a tarefa dos administradores seria muito simples e fácil, as organizações poderiam ser padronizadas com extrema facilidade. Mas como é impossível eliminar do mapa a diversidade e a diferenciação entre as pessoas, as organizações que desejam alcançar sucesso precisam tentar aproveitar ao máximo todas as diferenças individuais de seus parceiros de forma a aumentar a sua competitividade.