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Negócios e Gestão

A organização que cresceu em tamanho amadureceu?

O crescimento das organizações o mais das vezes arrasta disfunções culturais em sua trajetória evolutiva. O texto vislumbra algumas dessas disfuncionalidades.
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Enquanto o desenvolvimento dos recursos tecnológicos se faz à velocidade dos foguetes, a mentalidade prevalecente nas culturas organizacionais é contemporânea dos carros de boi.

Como se comporta o Homem em meio a tamanhas disparidades, convivendo em tal paradoxo?
Particularmente nessa era de tantas inovações tecnológicas, a maturidade organizacional requer adaptabilidade, flexibilidade, saúde e identidade. Acima de tudo, respeito ao DNA da organização.

A questão inclui um novo conceito, uma nova visão de poder, um novo sistema de valores organizacionais, uma filosofia gerencial baseada em ideais que dignifiquem o ser humano, que paulatinamente substituam a interação mecanicista e despersonalizada dos valores da burocracia e da tecnocracia insensíveis.

Göethe nos diz que “o técnico puro é mais perigoso do que um político leviano, porque é um alienado com poder”.
Como o gerente escapa dessa cilada, em que a mitificação da técnica possa lhe servir de fachada para justificar os seus desígnios de poder e de mando?

As pessoas estão cansadas de fingir e de representar. Anseiam por uma comunicação autêntica e aberta.
Querem influenciar no conteúdo de seu trabalho e no desempenho de sua organização. Querem uma oportunidade para contribuir. Exigem independência e autonomia e esperam ser recompensadas. São motivadas pelo prazer que o seu trabalho lhes proporciona, e esperam respeito e compreensão em virtude de suas necessidades de autodesenvolvimento. Querem uma oportunidade para aprender, mudar e crescer. São atraídas por situações de trabalho em que haja abertura e confiança, franqueza e autenticidade.Querem participar, integrar o time que vence, desejam colaborar, sentirem-se importantes e reconhecidas.

Os gerentes devem ser capazes de controlar as suas forças emocionais e conscientizar-se quanto aos pressupostos que determinam o seu próprio comportamento.

As ansiedades que muitas vezes parecem estar fora de nós, na verdade, estão dentro. O mundo percebido é fonte e limite do comportamento humano.
A forma como fotografamos a realidade que nos cerca define o nosso comportamento como indivíduos e profissionais.

Os gerentes de todos os níveis precisam aprender a administrar as próprias autoconcepções, as auto-imagens e, por que não dizer, as auto-ilusões que condicional o seu desempenho.
Quando capazes de identificar a sua própria realidade, passam a dispor de competência para controlar a sua própria sombra emocional.

Chegam, assim, ao autoconhecimento e compreendem as repercussões de seu comportamento e o impacto que elas produzem naqueles com os quais se relacionam – em seus subordinados, em sua equipe, na organização em que atuam, na família, na sociedade.

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