Nos dias de hoje assim como sempre foi, o sistema de saúde brasileiro vem sofrendo com a defasagem de recursos financeiros, e com isso resulta na má qualidade de atendimento ao publico de baixa renda. Entretanto tal situação na falta por médicos, enfermeiros, gestores e outros, reflete em um atendimento não tão eficaz quanto se espera de um plano de saúde, mesmo que seja muito melhor ao SUS e quando não existe a demora por consultas, exames e cirurgias, esbarra-se na burocracia dos convênios. Mas isso é um problema bem mais flexível de se resolver. Assim como em qualquer organização a boa gestão, eleva o desenvolvimento das pessoas e da empresa, e conseqüentemente trás bons retornos financeiros e sociais, aumentando sua competitividade, credenciando-a como confiável em termos de qualidade de produtos e serviços. Nos hospitais essa realidade não é diferente, isso quando se trata do mesmo ser particular, porém quando se muda de público a prestar um serviço, e esse público é a maioria do país sendo ela incapaz de possuir um plano de saúde por motivos antropológicos, deparamo-nos com a realidade que se prolonga por vários e longos anos, as imensas filas de espera por consultas, exames, cirurgias, e um atendimento talvez não muito receptivo. Oriundo das baixas remunerações, condições de serviço sem perspectiva, falta de habilidades e competências, comodismo entre outros, essa situação muito dificilmente terá um destino diferente se na gestão hospitalar não houver estratégias que possam primeiramente valorizar e desenvolver seus colaboradores, com hábitos onde os mesmos poderão adquirir durante seu cotidiano, além da tão merecida valorização financeira. Logo a questão da valorização financeira deve ser abordada com cautela, e para que isso aconteça o funcionário deverá por regra ser altamente competitivo, e apresentar resultados a empresa, caso contrário o apenas “bom” funcionário geralmente nunca será um “ótimo” funcionário. Portanto antes de entrarmos nos dogmas do mercado e perguntar a ele; Alguém gostaria de contratá-lo, para que eu possa valorizá-lo? É interessante realizar um Feedback da trajetória deste colaborador, e analisar o quanto ele é importante para a organização. Mas o que tem a ver a sustentabilidade com isso? Dizemos isso pois através desta ferramenta temos a oportunidade de melhorar os processos no hospital com mais integridade e responsabilidade social, e buscar algumas premissas antes não discutidas pela gestão, em elevar a capacidade do seu profissional, além de oferecer a ele um índice maior de perspectiva. Como sabemos esse é um assunto ainda novo, embora que muito falado ele tem por volta de uns 20 anos, e ainda não possuímos nenhuma empresa auto-sustentável no mundo inteiro, o que serve de incentivo para aquelas que possuem em sua cultura a responsabilidade social e o desenvolvimento da cultura e missão da empresa por parte daquelas que as deseja como fator de diferencial. Imaginem um hospital de alta complexidade, operando com 500 leitos o quanto se produz de lixo, e quanto ele consome-nos diversos tipos de insumos, desde um parafuso para apertar uma cadeira, até um aparelho de ressonância magnética um dos mais caros dentro de um hospital. Esse conceito aborda, desde a compra dos medicamentos onde se deve avaliar de onde é oriundo a matéria prima do fornecedor e como são os processos de manufatura, logística e como estes podem ser reduzidos para evitar-se desperdício dos recursos necessários para atender o hospital, até os processos de reciclagem e armazenamento dos materiais desprezados diariamente (que não são poucos), para após descarte serem transformados em utensílios úteis para outro tipo de stakeholder. A implantação de um projeto como esse deve ser muito bem analisada, sob responsabilidade da direção, pois certamente pode haver alguns empecilhos com relação a leis municipais, e adequações nas fiscalizações de vigilância sanitária e ministério do trabalho, contudo a definição de uma comissão responsável por tratar das diversas áreas que esse projeto requer, é o primeiro passo a ser tomado para que se estabeleça uma diretriz dentro do planejamento do projeto. Neste caso a viabilização necessita basicamente; – Gerente do projeto, neste caso geralmente será um membro da direção; – Recursos Humanos, SCIH, SEESMT, Enfermagem, Limpeza, Controladoria, CPD. O envolvimento que uma ação como esta trás a todos os funcionários, terceiros, alunos, pacientes e visitantes, acaba por influenciar na vida dessas pessoas, e ajuda a desenvolver uma percepção de que o papel individual que o cidadão exerce na sociedade pode obter reflexo se em um ambiente hospitalar ou em qualquer outro, houver esse tipo de sinergia. O grande dilema desta implantação esta em como colocar as pessoas prestadoras de serviço dentro do hospital, a desempenhar suas tarefas como se fossem seus próprios patrões, e criar um senso de responsabilidade e cultura para que, com suas atitudes até antes então, pelo simples fato de não se comprometerem com a situação do próximo. Os constantes treinamentos, feedbacks e disponibilidade dos multiplicadores do projeto em apresentar um “New Deal of Life”, deve ser constante e intenso, até que pelo menos dentro do hospital isso seja um habito, uma rotina como outra qualquer. O benefício da sustentabilidade esta em reforçar as parcerias e mostrar aos Stakeholdres mais próximos de sua empresa um novo conceito de gestão, e garantir desta forma maior credibilidade por parte da sociedade e setores ligados a sua prestação de serviços. Garantir uma qualidade de vida melhor, respeitar e valorizar as pessoas e não agredir o maior ambiente são umas das tantas vantagens oferecidas pela sustentabilidade, além de ajudar o crescimento de uma sociedade mais justa e com melhores oportunidades de crescimento pessoal, e empresarial. Um exemplo é que o profissional empregável não trabalha em empresas onde esta ausente, os programas de responsabilidade social, baixa credibilidade no mercado e falta de desenvolvimento e carreira dentro da empresa. Claramente a questão de ser sustentável ou não, e a escolha pelos profissionais é de acordo com o as necessidades da empresa e seus valores culturais, porém levando em consideração que atualmente podemos contar nos dedos às multinacionais que não desenvolvem projetos sustentáveis, a decisão de implantar essa condição torna-se um enorme atrativo não apenas para os gestores, mas como para a obtenção de creditações, e institutos que desenvolvem indicadores de qualidade, o que para qualquer empresa de qualquer segmento seria um motivo de mostrar que sua empresa é competitiva e dentro dela são realizadas os melhores processos e desenvolvimento profissional. Por fim, o uso desta estratégia visa projetar um modelo mais capacitado as instituições filantrópicas e dependentes dos recursos do governo para prestar um serviço de qualidade, e que através disso permite a possibilidade de se gerenciar com perspectivas de melhorias, um serviço tão essencial a qualidade de vida. A sustentabilidade parece ser um ótima oportunidade?