Problemas causadores de estresse e frustração no trabalho Entre os diversos fatores que levam um colaborador à depressão ou a frustração é o não aproveitamento do seu potencial, onde sua criatividade, idéias e soluções são deixadas de lado. O ser humano por natureza deseja ser reconhecido, ser realizado como pessoa e profissional. Quando sua função não atinge suas perspectivas, quando suas idéias são rejeitadas, ou quando não há o reconhecimento de seus feitos, aparece a frustração e a depressão. Outro fator desgastante emocionalmente é a insegurança no trabalho. Em alguns casos é considerada como motivador de competitividade, mas em muitos casos acaba sendo prejudicial ao colaborador, quando ele se vê diante de pressões e ameaças constantes. Esses desgastes emocionais o alavancam para uma situação de estresse, que pode acarretar em depressão ou até sentimentos violentos, como raiva e fúria. Esse prejuízo provocado por medidas de pressão psicológica gera sobrecarga, tensão, desvalorização e sentimento de incompetência. Esse tipo de estresse pode gerar sérios problemas psíquicos. Um acompanhamento psiquiátrico, juntamente com uma gestão menos ríspida e mais atenciosa pode sanar o problema O estresse é uma tensão física, psíquica e social negativa, que decorre de um esforço desmedido do indivíduo para responder determinadas exigências externas. (MAGNÓLIA) Mas o ser humano não é uma máquina – mesmo a máquina tem um tempo de vida útil e não podem passar de seus limites de uso ditados em suas especificações. Com isso apontamos aqui, uma das causas de estresse no trabalho: excesso de carga de trabalho. Modernas políticas de gestão de pessoas A moderna política de gestão de pessoas, poderíamos dizer que seria a implantação de uma gestão que vê a organização como um todo, onde todas as áreas trabalham em sintonia uns trabalhos com os outros, trocando informações e buscando as soluções necessárias para atingirem um mesmo objetivo. Com isso apontamos aqui, uma das causas de estresse no trabalho: excesso de carga de trabalho. Segundo CAVALCANTI, o envolvimento das pessoas com o trabalho que executam e a motivação para executá-lo independem da importância da atividade no tocante a ser mais estratégica do que operacional, mais intelectual do que braçal. A motivação, quando presente, libera a energia fantástica que conduz pessoas à realização, tão pouco considerada no trabalho escravo. A motivação parece a partir deste nosso ponto de vista, um dos fatores importantes para neutralizar o estresse causado ao colaborador. Pesquisas científicas realizadas sobre o comportamento motivacional revelam que não somente as pessoas têm objetivos diferentes, como as fontes de energia que determinam seu comportamento são extremamente variadas. Assim, o estudo da motivação humana consiste na pesquisa dos motivos pelos quais as pessoas fazem o que fazem e se encaminham em direção a seus objetivos – objetivos que são, em última análise, escolhas de ordem interior ou intrínsecas à personalidade de cada um. (BERGAMINI). Posto este desafio apareceram várias teorias a que vem lançar luz sobre a relação do empregado e a corporação que o contratou. Motivação e comprometimento, regime de múltiplas tarefas, educação continuada, compartilhamento de responsabilidades, empowerment, teoria 'X' e 'Y' são algumas das modernas políticas de gestão de pessoas. Apesar de várias práticas serem aplicadas, o fato é que ainda estamos longe de resolver a equação entre os interesses dos indivíduos (colaboradores) e a empresa (patrão). Conclusão Podemos dizer que as saúdes físicas e mentais associada à qualidade de vida profissional e pessoal são indispensáveis ao se tratar de administração de recursos humanos. Sem incentivo ao desenvolvimento não há possibilidade de realização, de alcance de valores e vontades. Mas também podemos usar das modernas técnicas de gestão de pessoas, mas no sentido apenas de praticarmos nossa paciência e não sermos esmagados pelo estresse que o ambiente de trabalho sempre proporcionou e ainda continuará proporcionando. O trabalho deve ser associado ao prazer, e não meramente a obrigação. Deve-se identificar com sua função, buscar o desenvolvimento de novas habilidades, terem objetivos a serem conquistados. Mas, para que isso ocorra, o colaborador tem de se sentir à vontade e motivado para exercer sua função e contribuir para o crescimento da organização.