14 de outubro de 2008, às 17h03min
Adminstração & Economia
Confesso que daria um tratado, mas, vou assumir o desafio de, em poucas palavras, citar alguns.
Podemos começar citando nada menos do que o criador da Escola Clássica da Economia.
Adam Smith.
Poderíamos afirmar sem medo que sua obra tornou-se um divisor de águas entre duas épocas distintas.
Adam Smith nasceu em 1723, na pequena cidade escocesa Kirkcaldy de Fife que abrigava apenas 1500 habitantes, numa época em que se usavam pregos como dinheiro.
Ainda menino, foi protagonista de um fato curioso que marcou para sempre sua vida: aos quatro anos foi seqüestrado por um bando de ciganos que passava por Kirkcaldy.
Graças ao esforço de seu tio, os ciganos foram localizados, perseguidos e, na fuga, abandonaram o pequeno Smith. “Temo que seria um péssimo cigano”, escreveu mais tarde um de seus biógrafos.
Apesar das muitas singularidades em sua história de vida pessoal, estas não interferiram em suas habilidades intelectuais.
Em 1776, no limiar da Revolução Industrial, publicou sua principal obra, A Riqueza das Nações.
Transformou toda uma época com suas “Leis de Mercado”, que, apesar de simples, fazem mais do que impor preços competitivos aos produtos (lei da oferta e da procura), levando os produtores a dar maior atenção às exigências da sociedade.
Ainda que de uma maneira primitiva, não é nenhum sacrilégio afirmar que surgiu, junto com ele, a administração de produção e o marketing.
Formou-se na Universidade de Glasgow, onde mais tarde foi professor de lógica e filosofia.
Foi ainda, nesse período, que propôs a especialização dos operários com o objetivo de racionalizar a produção.
Além desses, sugeriu também, outros conceitos, entre eles, o de controle e de produção.
Dizia que o administrador, para obter sucesso, deveria cultivar a “ordem, a economia e a atenção”.
Para muitos, o estudo de tempos e movimentos é uma inovação de Taylor, porém, quando lemos o primeiro capítulo de Riqueza das Nações, iremos perceber que Smith dedica todo ele a essa questão.
O interessante é que apesar de ser considerado por muitos como defensor da empresa capitalista, ele pouco confiava em gerentes.
Depois de Adam Smith, muitos outros economistas opinaram sobre questões nitidamente administrativas.
John Stuart Mill, que escreveu Princípios de Economia Política, disse que, além da ordem, da economia e da atenção citados por Smith, o bom administrador não pode esquecer da fidelidade e do zelo como ingredientes importantes para o seu sucesso.
Alfred Marshal acrescentou a autoconfiança e a prontidão. Antecipando-se a Fayol.
Say, em 1817, já falava sobre o planejamento, que viria a ser considerado por todos como a mais importante função do administrador.
Bowker, em 1886, falou sobre a organização e a direção como funções importantes.
Podemos afirmar que, apesar das contribuições dos economistas clássicos não terem sido muito técnicas, foram importantes na medida em que estimulavam os novos estudiosos da administração que apareceriam depois.
Muitos outros personagens que não fazem parte do rol de estudos da ciência da administração também contribuíram em muito para o seu desenvolvimento.
Mas, esta também é uma outra história.
Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
Assuntos
podemos, afirmar, que, apesar, das, contribuicoes, dos, economistas, classicos, nao, terem, sido, muito, tecnica
Autor
Rubens Fava é formado em Ciências Econômicas e Administração com ênfase em marketing, especialização em Productivity Improvement pelo JPC – Japan Productivity Center for Sócio-Economic Development – Tokyo - Japan, Teoria das Restrições – Institute Goldratt – Saint Paul – USA., Management Study – Baldwin-Wallace College – Berea – Ohio – USA. Mestre em Administração pelo ESADE de Barcelona ES e doutorando em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina - USFC. Autor dos livros Caminhos da Administração, Arauto, Gestão Empresarial – Volume II, Um tributo a Peter Drucker – capítulo 2, Gestão & Administração – A trajetória de uma executiva de sucesso e Espiritualidade Organizacional.
É autor dos livros
1- Caminhos da Administração.
2- A trajetória de uma executiva de sucesso.
3- Espiritualidade Organizacional
É autor dos livros
1- Caminhos da Administração.
2- A trajetória de uma executiva de sucesso.
3- Espiritualidade Organizacional
Mais do autor
Deixe seu comentário







