Ainda a Consultoria
....desenvolve seu trabalho também associado.... o que se compreende, haja vista (i) complexidade dos problemas- exigindo conhecimentos complementares-...
O prof. e consultor Paulo Jacobsen aqui, no Ouvimos por aí, nº8, com o artigo Afinal, consultor ou lobista, demarcou, com muita propriedade, os territórios da consultoria e do lobby.
Recado breve e entendível por todos e, agora, por oportuno, acrescento alguns comentários:
1. O que faz o Consultor, efetivamente, é pesquisar e tratar os dados e informações relevantes, transformando-os, em conjunto com o cliente, em diagnósticos, análises e recomendações pertinentes. Às vezes, envolve-se na implementação de mudanças, mais usualmente no acompanhamento e corrigindo desvios. É recomendável que o Consultor ensine métodos de diagnose para facilitar o diálogo.
2. Talvez sua maior valia seja justamente o planejamento estratégico e tático e a utilização eficiente dos recursos( pessoal e equipamentos), postos à disposição, e, sobretudo, a decisiva vantagem de um olhar descomprometido e externo à realidade das organizações, permitindo que, com tenacidade e experiência, perceba, nitidamente, os dois contratos: o formal e o psicológico.
3. De peculiar, temos observado que, com frequência, desenvolve seu trabalho também associado a outros consultores ou firmas de consultoria, o que se compreende, haja vista (i) complexidade dos problemas- exigindo conhecimentos complementares-, (ii) contratos sempre temporâneos e (iii) variedade de setores que, hoje em dia, procuram consultores.
4. Além disso, devem pressentir que, no mais das vezes, o cliente/contratante não sabe bem qual é o seu real problema ou, de pronto, não pode revelar. Com isso, a etapa inicial de um projeto será aclarar, pelo consenso, a Situação atual e a Desejada, e a melhor maneira de ir-se de uma para outra. Afinal, 50% da solução de um Problema depende da sua identificação exata(no Ouvimos por aí, nº7, Dado da Sabedoria).
5. Ademais, importante, muito mesmo, é obter-se o apoio, o endosso, de quem detém o poder na organização contratante, sem o que nada acontece, nada muda, e defender a transparência, para que fique claro a todos o que se pretende. Com cumplicidade chega-se melhor e mais rápido à Situação desejada.
6. Fato constante: o Consultor pode ter competência no seu ofício -conhecimento, habilidade, atitude-, mas, amiúde, lhe falta vocação para o marketing e a venda dos seus serviços. Desse modo, tanto mais importante passa a ser a constituição de sólida rede de relacionamento e comunicação, visto que nos serviços de consultoria, e de todos os intangíveis, a recomendação pessoal ( de cliente e/ou de outro consultor) é critério determinante na contratação.
7.Enfim, salientamos que, para assegurar bom êxito na profissão e contentamento pessoal, o Consultor- além de desenvolver permanentemente suas competências, zelar pelo comprometimento ético, administrar seu posicionamento no mercado, e ser assíduo em projetos de cunho social e comunitário-, deve ele, principalmente, tentar fazer aquilo que realmente gosta, o que lhe dá prazer e satisfação. Assim, fará melhor!
Quanto ao mais, um bom, útil e gratificante trabalho em Consultoria para todos os que, como nós, dedicam seu dia a dia a essa desafiadora atividade.
Luiz Affonso Romano Consultor e professor do Curso de Desenvolvimento de Consultores e editor do blogdoconsultor.com
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Consultor Organizacional( há 40 anos) e Coach de Consultores.
Professor dos Cursos de Desenvolvimento de Consultores e Planejamento de Vida e Carreira/Trabalho e do MBA Formação de Consultores.
Coordenador do Perfil da Consultoria no Brasil set. 2011
Diretor de Consultoria Organizacional do IBEF( 2010/12)
Colunista do Administradores.com.br
Coordenador da Comissão de Ética do IBEF (1998/2012).
Conselheiro da Comissão Ética da Associação Comercial do RJ (2006/12)
Conselheiro do IBEF (2009/12).
Conselheiro do IARJ Instituto de Administração do Rio de Janeiro (2009/12).
Conselheiro da FGV Jr (2008/10)
Consultor da FGV- IBRE Instituto Brasileiro de Economia e da Projetos/ Consultoria (2002/8)
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Diretor da Escola de Marketing da UniverCidade( IM e Consultoria 2002).
Editor do Informativo COP - análise econômico- financeira e gestão( décadas de 70, 80 e 90) e Ouvimos por aí (2010/12).
Autor do livro Intervenção e Regulação no Brasil (história do Controle de Preços no Brasil)- edição COP Editora e Febrafarma (em 1971, 1980 e 2005)
Idealizador, cocoordenador e professor do MBA da Indústria Farmacêutica EESP FGV Febrafarma (2005/6/7/8/ 9/10, 6 turmas)
Coordenador e coautor do Código de Ética do IBEF (1998 e 2004) e do da Confederação Brasileira de Voleibol –CBV (2001).
Coordenador das Análises de Desempenho Econômico- Financeiro do Setor Farmacêutico (publicadas ed. Febrafarma,em 2004 e 2007).
Palestrante e articulista, desde a década de 70.
Fundou e presidiu o instituto dos Consultores, em 1983/6, 1992/6 e 2006/10 e é conselheiro vitálicio( desde 1987).
Diretor de T&D do IBEFRio, chairman de T$D da AMCHAM (década de 1990).
Assessor, chefe de Gabinete e Diretor, na década de 60, da COFAP, CONEP/CIP e SUNAB.
Atuação exclusiva e ininterrupta em Consultoria, desde a década de 70.
site: www.jacobseneromano.com
blog: www.blogdoconsultor.com.br
email: romano@luizaffonsoromano.com







