24 de fevereiro de 2010, às 23h45min
Atributos essenciais da contabilidade: base da eficácia na gestão empresarial.
O lucro pode ser manipulado, mesmo dentro de critérios contábeis considerados adequados. Já o CAIXA, não tem jeito, o dinheiro tem que existir.
O lucro pode ser manipulado, mesmo dentro de critérios contábeis considerados adequados. Já o CAIXA, não tem jeito, o dinheiro tem que existir.
Diz o Professor Augusto Manfredini, da FGV, em reportagem da Gazeta Mercantil do dia 24-09-2001, com o título “Os rumos da contabilidade radical”, menciona que, como dizem em Wall Street “LUCRO É OPINIÃO; CAIXA É FATO”.
A revista FORBES chamou esta ansiedade de mudanças de CONTABILIDADE RADICAL.
Governos e reguladores também pressionam para que os padrões atuais sejam radicalmente modificados.
Em maio de 2001, por exemplo, o Parlamento Europeu aprovou alterações nas diretrizes contábeis européias a fim de facilitar a avaliação, e instrumentos financeiros chamados de VALOR JUSTO (fair value) em vez do custo histórico.
Como diz a revista The Economist, esta modificação desagrada grandes bancos e empresas, porque introduzirá maior volatilidade em seus ganhos, pois se for adotado o valor atualizado dos ativos, os ganhos precisam também ser proporcionalmente maiores para manter a margem percentual de lucro.
Os defensores dizem que a mudança trata de acertar o passo da contabilidade oficial à volatilidade dos mercados financeiros, que faz os ativos e passivos se alterarem constantemente.
A percepção do descompasso entre a realidade e os livros contábeis já foi percebida ainda em 1986 por H. Thomas Johnson e Robert S. Kaplan, de Harvard que consideraram os sistemas contábeis inadequados aos dias de hoje.
Em 1994, o Instituto Americano de Contabilidade (AICPA – American Institute of Certified Accountants) em relatório concluiu que as demonstrações financeiras usuais não refletiam a nova realidade da globalização, inovação tecnológica e desregulamentação financeira.
Nos últimos dez anos, a avaliação das empresas tem se concentrado no que se chama de ADIÇÃO DE VALOR À EMPRESA, isto é, a tendência de medir a geração de caixa correspondente ao valor que foi colocado no empreendimento.
Segundo Francisco Fernandes, da PriceWaterhouseCoopers, a idéia é que um ativo só vale se ele gera caixa e tem valor de revenda. Uma empresa é um conjunto de ativos que devem gerar caixa.
As grandes empresas de Auditoria Brasileiras pensam que, diante da realidade econômica brasileira, ou seja, a globalização, a desregulamentação e o fim da hiperinflação, a idéia é equipar a legislação brasileira de conceitos, padrões e normas que permitam comparar demonstrativos financeiros nacionais com o resto do mundo, e, isto avança lentamente.
O DEMONSTRATIVO DO FLUXO DE CAIXA, vastamente empregado em todo o mundo, desde o início dos anos 90, bem como o DEMONSTRATIVO DO VALOR ADICIONADO (DVA) que trata de institucionalizar o que a prática já consagrou, ou seja:
“ FAZER DA GERAÇÃO DE VALOR O FOCO CENTRAL DAS AÇÕES ESTRATÉGICAS E OPERACIONAIS DA EMPRESA, TENDO A GERAÇÃO DE CAIXA COMO PARÂMETRO DE DESEMPENHO”.
Existe por outro lado uma selva de siglas de indicadores e metodologias, tais como: VEA, ROI, (e outros) onde o senso comum adverte que nem o mais bem preparado administrador ou analista consegue dedicar total atenção a mais do que dois ou três fatores críticos.
SE A EMPRESA AUMENTOU O FLUXO DE CAIXA NUM PERÍODO, SUPÕE-SE QUE ELA AUMENTOU A GERAÇÃO DE VALOR, segundo o método GVA (Gestão do Valor Agregado), criado por Walter Piacsek Jr do Boston Consulting Group.
O acionista quer ver o RETORNO SOBRE OS ATIVOS investidos, sem que se compute a depreciação destes ativos, pois a depreciação leva em conta a necessidade de repor o ativo. O retorno calculado sobre os ativos depreciados cria uma ilusão, pois dá a impressão de que o retorno aumenta, quando na verdade são os ativos líquidos que ficam menores com as depreciações e amortizações.
Em fim, a questão levantada é: quais são os Atributos essenciais da Contabilidade como base da eficácia na Gestão Empresarial ?
Temos que ter consciência que nós profissionais da contabilidade, devemos estar atentos ao que é relevante para a gestão das empresas e para o estímulo dos investidores nos negócios.
Se gerarmos informações tradicionais somente, estaremos seguindo uma rotina que provavelmente não nos valorizará como CONTADORES e sim como GUARDA-LIVROS e somadores de RECEITAS E DESPESAS, ou também, apenas para satisfazer as questões relacionadas com RECOLHIMENTO DE GUIAS DE IMPOSTOS.
Na vida profissional de CADA UM DE NÓS, temos que considerar que os nossos RECURSOS DISPONÍVEIS são:
• O nosso tempo em horas em cada dia dedicado ao trabalho;
• O conhecimento adquirido na escola e na prática;
• A experiência conquistada ao assumirmos papéis nas empresas e na sociedade como profissionais;
• A energia física e mental para empreender: idéias que agreguem valor às nossas atividades;
• A capacidade de percepção dos negócios das empresas, suas forças e fraquezas, as oportunidades e ameaças;
• A sinergia que fazemos com nossa rede de contatos, com nossos clientes, com nossos parceiros.
O sucesso profissional do CONTADOR depende fundamentalmente desses fatores.
A Eficácia Empresarial depende da Efetividade com que os seus agentes: dirigentes, profissionais das diversas áreas e os CONTADORES, fazem acontecer o que está nos PLANOS DA ORGANIZAÇÃO.
Sempre devemos lembrar os 4 princípios fundamentais da Administração, que devem sempre nortear nossas ações na organização empresarial, que são: O PLANEJAMENTO, A ORGANIZAÇÃO, A DIREÇÃO (coordenar e comandar) e o CONTROLE.
Pensem e reflitam sobre isso tudo!
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Prof. José Carlos Panegalli, Empresário, Assessor Empresarial, Contador CRC/SC 7473, Administrador CRA/SC 571
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Autor
Doutorando en Administración pela UNAM - Universidad Nacional de Misiones, Argentina (inicio 2008); Mestrado em Administração Gestão Estratégica das Organizações pela UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (2003). Especialização em Finanças e Engenharia da Produção pela UFSC- Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil (1980-1981). Graduado em Administração e Ciências Contábeis pela Universidade Comunitária de Chapecó (1977, 1979) Atualmente é diretor da empresa Pace Assessoria e Projetos Corporativos e Diretor do IEDUCORP - Instituto de Educação e Consultoria Corporativa. Tem experiência na área de Administração, Contabilidade e Controladoria, com ênfase em Serviços de Assessoria em Projetos Empresariais, atuando principalmente nos temas: gestão estratégica, gestão financeira, planejamento e controle financeiro e orçamentário empresarial, diagnóstico, planejamento e gestão empresarial no processo denominado PaceFacilitador (de sua autoria), ampliação negócios, viabilidade negócio. Também exerce atividades de Perito Contador na área Cível/Financeira/Empresarial/Societária.
"Sou liberal, porque a palavra liberdade é a mais bonita que conheço". By Mario Vargas Llosa, escritor Peruano, Prêmio Nobel de Literatura.
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