29 de maio de 2011, às 12h16min

AUMENTO DA INFLAÇÃO E TAXA DE JUROS

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Iniciado o novo governo, a caminho de completar seu primeiro semestre, a situação atual é de inflação insistindo em alta como herança do período anterior. No acumulado dos últimos doze meses, em abril, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da FGV, denominado ‘classe 1’ que é aquele que mede a inflação para as pessoas de renda mais baixa, foram acusados 5,69%. A situação confirma-se a partir da mensuração de outro índice de inflação, este calculado pelo IBGE, o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) que vem trabalhando com uma estimativa que já atinge os 6,37%, neste início de maio. Não por acaso as previsões em relação à Taxa Selic, em torno da qual se refletem as demais taxas de juros da economia, seja para 2011, assim como para 2012, se expressem no sentido de alta, o que confirma a continuidade da tendência de alta consolidada com o aumento de 0,25% no abril último guindando-a para 12%. Porém, existem perspectivas generalizadas de alta no mercado, de modo que se projeta algo em torno de 12,5% para 2011, ao mesmo tempo que se admite uma inflação menor para 2012, de modo a ser possível projetar uma redução para algo em torno de 11,75%, para uma inflação entre 4,5% a 5,0%, inferior a deste ano que parece querer insistir em ultrapassar os 6,0%. De positivo é que o governo continua mantendo a sua previsão de crescimento para 2011 e 2012, respectivamente 4,0% e 4,25% do PIB, entretanto distante dos 7,5% referentes ao ano de 2010, o que significa em tese desacelerar a economia, mas mantendo sua evolução. Para aquele que é leigo em economia estes números por vezes não têm significado, mas infelizmente não é assim, a tendência de alta nos juros já chegou ao mercado como tendência desde o início de 2011, assim a ANAFEC (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade) calculou, em relação à pessoa física, que em média os juros atingiram 6,78% /mês, o que equivale a 120,47%. O destaque negativo foi o cheque especial bem acima da média, com 7,97%/mês ou 150,98%/ano, de modo que se for usá-lo faça somente em caso de urgência, e por período muito curto. Se for alongar o prazo, existem opções mais baratas no mercado, tais como o crediário das lojas em 5,68%/mês ou 94,05%/ano, ou empréstimos pessoais dos próprios bancos em torno de 4,70%/mês e 73,52%/ano. Por enquanto escapou da alta, até por conta da percepção de certo esfriamento do mercado, o crédito direto ao consumidor, o (CDC), onde inclui-se o crédito para compra de automóveis, 2,39%/mês e 32,77%/ano. Todos estes merecedores de atenção, dado que mesmo neste último, mais em conta, se tomado para 36 meses praticamente, o consumidor adquirirá um automóvel, mas pagará por dois. Concluindo, não é momento ideal para expandir gastos, quando muito manter o orçamento em equilíbrio e evitar endividamento, dado que os juros estão em alta e a economia, embora destinada a crescer, terá menor crescimento. Enfim, prudência para o momento é a melhor das opções.

 

 

 


Professor da UNIFAE, centro universitário em São João da Boa Vista-SP. Ex-Presidente do IPEFAE (2007/2009). Economista pela UNICAMP, pós-graduado em Economia de Empresas UNIFAE, com Mestrado Interdisciplinar em Educação, Administração e Comunicação pela UNIMARCO. Doutorando em Educação pela UNIMEP Comentarista Econômico da TV UNIÂO. Membro da Academia de Letras de São João da Boa Vista-SP, Cadeira nº06, Patrono Mario Quintana.

 

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Professor da UNIFAE, centro universitário em São João da Boa Vista-SP.  Ex-Presidente do IPEFAE (2007/2009),  instituto que promove estágios, pesquisas e concursos. Formado Economista pela UNICAMP, pós-graduado em Economia de Empresas UNIFAE, com Mestrado Interdisciplinar em Educação, Administração e Comunicação pela UNIMARCO, e doutorando em Educação pela UNIMEP de Piracicaba, além de ter desenvolvido atividades complementares, por quatro anos, em Comentário Econômico da TV local.
 
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