O exemplo de vida começa logo na chegada, com humildade e simplicidade, Rubinho atendeu a todos, tirou fotos deu autógrafos, cena que se repetiu no final da palestra. A organização do evento realizado pelo diretório Eugênio Gudin – DAEG com apoio do Mackenzie, se surpreendeu com tanta simpatia do piloto. Rubinho começou passando uma mensagem sobre objetivos, sonhos e persistência. Logo abriu a mochila e disse “Vocês vão gostar disso que eu trouxe. Eu queria que vocês sentissem na pele, vai passar na mão de cada um.” Um volante da FERARRI de F1 original, que deu a oportunidade a vários participantes de estarem perto de algo assim. A primeira pergunta foi sobre como ele lidou em 19 anos de fórmula 1 com a pressão existente na categoria. Rubens iniciou a resposta afirmando que é preciso entender que o medo, a pressão é feita por nós mesmos, e isso tem que ser trabalhado. Disse ainda que a maior pressão vivida na F1 foram os primeiros GPs Brasil, o que atrapalhou um pouco a atuação, mas que depois ele conseguiu vencer isto. ” Mas não tem jeito, quando você está na largada, seu coração vai a 180 por minuto, parece que vai sair pela boca, já medi e deu media de 187 na corrida, mas graças a deus era normal” Rubens deixou a dica de que é preciso focar em um sonho para ir mais longe, e a pressão é um dos percalços a ser batido. Depois falou sobre sua história, sobre seu começo e mudança para F Indy. Questionado sobre qual equipe gostaria de correr na F1 depois de passar por 2 gigantes (Ferrari e Williams), ele foi rápido na resposta, ” gostaria de correr pela Mclaren” equipe qual ele teve duas oportunidades na carreira, a primeira quando foi para a Ferrari, e a segunda quando em 2009 já tinha assinado com a Williams, foi procurado pelos ingleses. Sobre Schumacher barrichello disse que ele foi um grande companheiro em várias áreas, claro que não em todas, mas reiterou que sua velocidade sempre foi a altura do rival. A platéia quis saber sobre Ayrton Senna, ele contou algo que realmente impressiona. “Estávamos no hotel todos da F1, quando resolvi ir a Disney do Japão, quando abre a porta da frente e quem me aparece? Ayrton, o ídolo na sua frente do nada. Ele disse e ai ta indo onde? Respondi na Disney, e ele falou – Posso ir? Cara aquilo foi incrível. A pena foi que uma semana depois ele faleceu quando fomos para Imola. Ele foi um ídolo, e claro sentimos sua falta” Outro momento descontraído foi quando ele contou das travessuras com Tony Kanaan. “A gente apostou corrida até o banheiro, ele ganhou, então eu tranquei ele dentro do banheiro químico. É eu tentei derrubar o banheiro, mas como não consegui tranquei” A fala demonstra como é importante essa ligação entre os pilotos para o sucesso na equipe, e isto se reflete nas organizações em geral, um elo entre amizade e confiança pode levar muitas equipes a vitória. Depois de muitas brincadeiras com a galera, a palestra foi chegando ao fim com Rubens empolgado com tanta gente ali o prestigiando, tanto que praticamente tirou foto com mais de 200 pessoas, e assinou inúmeros papéis, e assim ele ganha o respeito de admiração de tantas e tantas pessoas. Um espelho do que deve ser um profissional, que não se deixou nunca abater ou mudar como pessoa apenas pelos holofotes das câmeras. Ao Rubens um grande abraço!