01 de julho de 2009, às 16h59min

Brasil não avança no combate à corrupção

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Em dez anos, os indicadores brasileiros de combate à corrupção não tiveram avanço significativo, diz relatório divulgado em 29 de junho pelo Banco Mundial (Bird). Embora tenha havido leve melhora nas estatísticas entre 2007 e 2008, a pequena variação, dentro da margem de erro, foi considerada "estatisticamente insignificante".

De 2007 para 2008, em uma pontuação que varia de -2,5 a +2,5 - os números positivos indicam os melhores resultados -, o Brasil passou de -0,21 para -0,03. A margem de erro foi de 0,14 ponto. Dez anos atrás, a pontuação do Brasil era +0,10 com margem de erro de 0,18 ponto. Em outro critério, o estudo indica que 58% dos países estão piores que o Brasil na questão de controle à corrupção - no ano passado, o país estava melhor do que 52% deles. Mas novamente a margem de erro, que vai de 50% a 63%, indica variação pouco significativa.

No quesito controle da corrupção, o Brasil estava, há dois anos, na posição 53,6 em um ranking de 0 a 100. Em 2008, o país subiu para 58,5. Mas o resultado ainda é pior do que há dez anos, quando ele estava na posição 58,7.

Apesar disso, o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop, disse que o país vive um "ambiente favorável" para o combate à corrupção: “ - A impressão é que o país tem feito avanços na última década, especialmente ao criar instrumentos de controle e um ambiente favorável para ações de combate à corrupção. Não há soluções rápidas e simples”.

Das seis categorias, o Brasil melhorou em todas de 2007 a 2008. Mas os resultados são piores do que há dez anos em dois casos (controle de corrupção e qualidade regulatória) e iguais ou similares em duas (estado de direito e eficiência administrativa). As melhoras mais significativas ocorreram na estabilidade política (passou da posição 29,3 em 1998 para 38,3 em 2008) e capacidade de ser ouvido e prestação de contas (da 55,8 para a 61,1).

Em termos de eficiência do governo, o país pontuou -0,01, ficando em melhor situação que 55% das nações avaliadas; já a nota para qualidade regulatória foi +0,19, melhor que a de 58% dos países. O desempenho brasileiro mais satisfatório foi na questão da participação cidadã e transparência do governo: pontuação de 0,51, ou melhor que a de 61% dos países.

A instituição ressalvou, porém, que nunca fez um estudo específico aprofundado sobre questões de governança no Brasil, e que a atual pesquisa "não mede ações governamentais diretamente, mas se baseia em pesquisas de percepção".

Análise dos números
O relatório do Bird usa 35 diferentes dados estatísticos de cada país para fazer sua análise. Das seis categorias - controle de corrupção; capacidade de ser ouvido e prestação de contas; eficiência administrativa; qualidade regulatória; estado de direito; e estabilidade política e ausência de violência -, o Brasil melhorou em todas entre 2007 e 2008. Os números, no entanto, não mostram que houve avanços significativos.

Mas os resultados são piores do que há dez anos em dois casos (controle de corrupção e qualidade regulatória); iguais ou muito parecidos em duas categorias (estado de direito e eficiência administrativa). As melhoras mais significativas ocorreram na estabilidade política (passou da posição 29,3 em 1998 para 38,3 em 2008) e capacidade de ser ouvido e prestação de contas (da 55,8 para a 61,1).

O controle de corrupção é definido pelo Bird como "a medida da extensão com que o poder público é exercido para ganhos privados, incluindo tanto pequenas quanto grandes formas de corrupção". No quesito estabilidade política o país ficou na frente de 38,3% dos países. No caso do estado de direito foi melhor que 46,3% e da qualidade regulatória, melhor que 58% das nações pesquisadas.

Este é o oitavo relatório sobre governança elaborado pelo Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento e pelo Time de Crescimento e Macroeconomia do Banco Mundial. A instituição mede a governança em 212 países e seus indicadores são reflexo da percepção dos governantes e cidadãos sobre o tema.

De acordo com os dados do relatório, o Brasil sempre ocupou a metade da tabela. A posição mediana pode ser vista em todos os indicadores de controle da corrupção apresentados.

Em 1996, o País atingiu nota -0,15 em controle da corrupção. Em seus avanços, saiu ligeiramente da margem de erro. A melhor marca foi anotada em 2003, quando anotou +0,13. A pior foi em 2007, quando o controle da corrupção caiu a -0,17.

O conceito de governança, para o Banco Mundial, significa a capacidade das tradições e instituições de um país exercerem sua autoridade. No relatório, o controle da corrupção é apenas um dos seis critérios analisados para estabelecer o nível de governança.

Para estabelecer um panorama completo, o Brasil também foi esmiuçado em termos de Estado de Direito, Eficiência do Governo, Ausência de Violência/Terrorismo e Estabilidade Política, Participação Civil e Transparência e Qualidade Regulatória.

Em todos esses critérios houve melhora, mas os indicadores apontam que, comparativamente, o Brasil está atrás da maioria dos países. O caso mais emblemático é do critério Estado de Direito, com indicador -0,30, semelhante ao da China (-0,33), levando-se em conta margem de erro de 0,13.

A melhor marca brasileira é no critério Participação Civil e Transparência, em que atingiu a marca +0,51, com margem de erro de 0,13. A avaliação, porém, está longe de ser a ideal. Alemanha e Dinamarca anotaram +1,34 e +1,48, respectivamente.

Bibliografia
Jornal Folha de S. Paulo de 30 de junho de 2009
Jornal O Globo de 30 de junho de 2009
Jornal Valor Econômico de 30 de junho de 2009
Jornal O Estado de S. Paulo de 30 de junho de 2009
 

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sou pne por acidente do trabalho posso, ha vagas para mom.
 
ta bom. mas preciso enderecos de microempresas da grande Para. Como posso conseguir? manda pro meu e...
 
Pertinente. Portugal está na merda mesmo.
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