08 de fevereiro de 2010, às 17h12min

Cérebro Eletrônico e o Briefing nos Tempos Modernos I

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Sim! Tenho conseguido chegar em casa antes da novela das sete e comecei o ano ouvindo Gilberto Gil na música de abertura. Anos atrás, Marisa Monte havia nos brindado com essa pérola de reflexão sobre os tempos modernos, que nos leva a pensar alguns momentos de nossa vida corporativa.

As empresas andam com seus cérebros eletrônicos a mil por hora. Executivos fazem tudo, quase tudo. Elaboram, planejam, cruzam dados, emitem planilhas, mas, muitas vezes, ficam mudos. Que os briefings estão mais econômicos e monossilábicos, todos já sabem. Que as empresas estão ansiosas por prazos e com foco excessivo no operacional, também deixou de ser novidade. O que me surpreende nesta cadeia produtiva é esse ruído entre o comandar, o desmandar, o mandar, cujo resultado final, não anda.

Sofremos muito com essa palidez de informações, por parte das empresas contratantes. Só ela pode pensar se Deus existe. Só ela pode chorar, se esforçar e obter informações capazes de gerar boas campanhas. É lógico que os fornecedores, com seus botões de ‘carne e osso’ ajudam na interlocução, no ‘falo e ouço’ mais objetivo e capaz de produzir um diagnóstico e um plano de ação. Para tanto, o bom roteiro de briefing torna-se fundamental e assegura boas ideias capazes de envolver toda a equipe, do Atendimento ao Criativo, da Produção ao Consumidor.

Toda vez que somos chamados a uma reunião de projeto, tentamos perguntar mais que responder. É uma postura de resistência que insistimos em manter para que possamos decidir se a campanha terá vida ou morte. E porque somos ‘vivos pra cachorro’, sabemos que nenhuma campanha mal planejada foge do caminho inevitável para a morte.

Nós acreditamos nos clientes. Acreditamos em seus cérebros que, mesmo eletrônicos, são temperados por emoções que os aquecem. Não cremos no impulso primitivo para a morte e entendemos que toda campanha tem seu começo, meio e fim. E que um bom fim é fruto de um bom começo. Por isso, mesmo conscientes dos botões de ferro e dos olhos de vidro que o mercado nos impõe, prosseguimos animados, dançando conforme a música e crentes de que a persistência, a paciência e a informação também são impulsos capazes de dar vida aos projetos.

Quer ouvir a música?

(meu artigo, publicado no site Cidade Marketing)
 

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Autor
Fernando Adas é diretor de atendimento e planejamento da Fine Marketing, especialista em Comunicação Dirigida e Varejo. Na Fine Marketing, desenvolve projetos de atualização cadastral, pesquisas, RSVP e relacionamento com clientes junto à empresas do segmento imobiliário, telecom, serviços e varejo. Atua também como consultor em treinamento de equipes comerciais. E-mail: fernando@fmarketing.com.br – Site: www.fmarketing.com.br – Blog: www.fmarketing.com.br/blog
 
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sou pne por acidente do trabalho posso, ha vagas para mom.
 
ta bom. mas preciso enderecos de microempresas da grande Para. Como posso conseguir? manda pro meu e...
 
Pertinente. Portugal está na merda mesmo.
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