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Com licença, por favor, obrigado

As tres palavrinhas "do coração" assim como a cortesia profissional são muito mais importantes hoje do que eram.
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Quando eu era pequena (quase na época em que os animas falavam rs), minha mãe dizia que essas eram as três chaves do coração e que sempre deviam ser ditas. Era comum na minha casa, a gente ouvir a frase: “filha, como é que se diz?” quando alguém levava um presente, ou fazia um elogio, e até mesmo à mesa ao passarmos pratos um ao outro.

Desde muito pequena fui ensinada a valorizar a cortesia como forma de convivência com as pessoas em geral – elogiar em público, repreender ou discutir em particular, sorrir, cumprimentar, dar passagem às pessoas, segurar a porta do elevador, dar retorno a telefonemas, emails, chegar pontualmente no horário combinado, etc.

Em nome da pressa, do excesso de trabalho ou qualquer outra desculpa, nas últimas décadas, era perceptível um certo ‘desapego’ à cortesia como regra de boa convivência.

Mas tenho sentido que ultimamente, essas questões que estavam desaparecendo ou perdendo o valor, estão voltando a ser consideradas, principalmente no mundo corporativo. O ser humano volta a ser o centro das atenções…

Ainda vejo “idosos” de 30 anos parando seus carros tranquilamente na vaga que não lhes pertence. Ou mesmo “deficientes” (provavelmente mentais…) desrespeitando as vagas estipuladas a pessoas com necessidades especiais. Na vida profissional não é diferente. Tenho visto profissionais que não retornam ligações, nem respondem a recados, mandam emails sem qualquer tipo de cortesia, tratam membros da equipe (abaixo deles, claro) com desprezo e até mesmo grosseria, na frente de quem quer que seja, utilizando-se da posição que têm para diminuir os outros. Relatos como esses ainda são freqüentes nas entrevistas de trabalho que conduzo, e isso é preocupante. Porém, as coisas estão mudando.

Aqui vai o meu alerta a você que pára o seu carro na vaga que não lhe pertence, fura filas, joga lixo pela janela do carro, destrata pessoas que considera de “pouca importância”e desrespeita subordinados e pares, entre outras descortesias: sua vida dentro das organizações está com os dias contados. O fator comportamental tem pesado muito nas contratações e sobretudo nas demissões. Por isso, é bom você colocar suas “barbas de molho” e rever sua posição diante das palavras cortesia, consideração e respeito que fazem eco às básicas ‘com licença, por favor, muito obrigado’. Elas valem muito mais do que qualquer MBA….

Celia Spangher é Diretora de Gestão do Talento da Maxim Consultores

www.maximconsultores.com.br

[email protected]

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