Como Fugir do Absenteísmo
Mas o que isso significa? Existe uma maneira desses funcionários se automotivarem?
Na minha opinião, a desmotivação pode até ser uma razão para o absenteísmo, mas não é desculpa. Enquanto as pessoas dependerem que algo mude no trabalho para se sentirem motivadas, continuarão vivendo a mesma situação! Porque a motivação provocada por fatores externos é fogo que apaga logo, não dura muito tempo. A única forma de motivação que se sustenta é a que se origina do nosso interior, da paixão por um objetivo de vida, da vontade de superar desafios, da gratidão ao Universo pelo ganhã-pão de cada dia. Por isso, a pessoa que se sente desmotivada no emprego tem duas saídas: mudar de trabalho para fazer aquilo que a apaixona ou criar formas de se automotivar e continuar fazendo o mesmo trabalho.
Algumas pessoas podem achar que mudar de trabalho é uma atitude radical, concordo. Mudar para o quê, para onde? E se não der certo? Mas esse tipo de dúvida só ocorre para quem ainda não reconheceu seu propósito de vida – ou seja, aquilo que veio fazer neste mundo. Propósito é algo que todo ser humano sobre a face da Terra possui, sem exceção, e duas coisas que ajudam a identificá-lo são o autoquestionamento e o autoconhecimento. Autoquestionar-se é perguntar-se coisas como “se eu não tivesse que me preocupar em pagar as contas, com o que gostaria de trabalhar?” ou “qual é minha meta?”. Já o autoconhecimento significa, entre outras coisas, identificar seus talentos, as habilidades individuais que possuimos para fazer determinada coisa de uma maneira que é só nossa. Escrevi um livro sobre a descoberta do propósito (Qual É o Seu Lugar no Mundo, editora Gente), que com certeza ajudará muito as pessoas que desejam identificar o seu.
Para quem escolher a segunda saída, que é automotivar-se para continuar fazendo o mesmo trabalho, um bom começo é reconhecer a relevância daquilo que faz. Todo trabalho, por mais aborrecido que pareça, tem importância, tem valor, faz diferença para a vida de alguém – a começar pela pessoa que que realiza o trabalho! Sugiro também que o funcionário crie desafios para si mesmo, como melhorar a produtividade, a rapidez ou a qualidade com que exerce suas funções, propor novos projetos e buscar novas tarefas. Essas são atitudes que podemos ter por nós mesmos, em benefício de nossa auto-estima, sem esperar recompensas ou reconhecimentos imediatos.
Costumo dizer que nada muda se a gente não mudar. Colocar-se como vítima da falta de motivação não leva a nada; é preciso que a gente assuma a responsabilidade por nossa vida e tome as iniciativas necessárias para mudá-la, torná-la mais desafiadora, interessante e prazerosa. Isso é automotivar-se!!!
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Há mais de 10 anos no mercado de palestras, Leila Navarro conquistou sólida carreira no Brasil e no exterior. Suas palestras já foram assistidas na Espanha, Chile, Uruguai, Paraná, Japão, México, Angola e Portugal. Nos últimos anos tem feito apresentações anuais no Japão e trimestrais na Espanha e Portugal. No Brasil, segundo a Revista Veja, integra o ranking dos 20 mais notáveis palestrantes brasileiros e já ganhou por duas vezes o prêmio dos 100 melhores fornecedores de RH – Categoria palestrante do ano (2005 e 2009).
Autora de treze livros, entre eles, "Talento para ser Feliz", "Talento a prova de crise", "Confiança, a chave para o sucesso pessoal e empresarial" e "Confiança, o diferencial do líder", os dois últimos desenvolvido a quatro mãos com o consultor espanhol José María Gasalla, Leila Navarro mantém como base da sua carreira a inovação, a confiança, a sustentabilidade, o comprometimento e a capacidade de manter todos esses quesitos em altos níveis de satisfação e felicidade.







