03 de março de 2010, às 22h27min
Como tratar situações-problema?
A função gerencial pressupõe a convivência e a superação de diferentes situações problemáticas.O texto aborda particularmente três delicados momentos: a comunicação ao colaborador dos resultad da avaliação de desempenho; como tratar o desempenho satisfatório; como tratar o desempenho insatisfatório
Em condições normais do dia a dia, quase todos nós podemos nos comportar racionalmente. Pelo menos em nível do que se pode chamar “racional”, pois os motivos emocionais estão sempre presentes em nossas ações.
É difícil compreender o ser humano dissociando razão e emoção como variáveis independentes do comportamento.
Quando somos atingidos por situações desagradáveis, podemos retroceder até ao animal instintivo que existe em cada um de nós.
Nossa primitividade, oriunda dos tempos imemoriais das cavernas, leva-nos a duas atitudes importantes de reagir em face de uma crise: fugir ou lutar.
Na reação de fuga, corremos ou fazemo-nos de “mortos”, ou seja, indiferentes ou desinteressados, sem sentimentos.
Neste caso, as pessoas tendem a experimentar um sentimento de culpa, quase masoquista, submetem-se à situação, curvam-se e aguardam inermes outros golpes que as farão, ao final, prostrarem-se.
O que acontece não se constitui em nenhuma surpresa. Já era aguardado, mesmo que inconscientemente, há algum tempo como conseqüência inescapável das circunstâncias.
Defender-se, fazer algo para superar a crise, livrar-se de condições limitantes, parece-lhes uma atitude de luta inglória, sem qualquer chance, contra o destino implacável.
Assumir o papel de herói-sofredor, vítima das circunstâncias, passa a ser a única alternativa de comportamento viável, já que as pessoas se sentem absolutamente tolhidas, manietadas, pelo círculo de ferro que as impede de lutar e de reagir diante de situações tão claramente adversas.
O outro tipo de reação vem freqüentemente ligado a um sentimento de amargura: “por que tinha de acontecer logo comigo?”
O “lutador” age com raiva, como se contaminado por hidrofobia. Desfere golpes e contragolpes indistintamente, contra tudo e contra todos, procurando vingar-se do que lhe aconteceu.
É evidente que os mais próximos são sempre a suas vítimas mais óbvias, exatamente aquelas pessoas que mais lhe querem bem e as que mais amam são as que recebem os mais duros golpes.
No mundo das organizações os colaboradores, nesses casos, comumente “pagam o pato”.
Assim, ser persuasivo, não praticar injustiças ou responsabilizar indevidamente os subordinados pode ser uma competência essencial para que o gerente faça avançar novas idéias, desenvolver novos programas, motivar colaboradores para um desempenho superior, evitar atitudes de conformismo com o status quo, submissão ao lugar comum e à rotina.
Tratar situações-problema requer atitude de serenidade do gerente diante da crise. Saber administrar tais circunstâncias não é um dom divino em que apenas alguns são agraciados. Essa é uma competência que pode ser aprendida, uma habilidade que qualquer gerente pode adquirir e desenvolver.
Dada a extensão e a replicabilidade a outros contextos problemáticos, sugerimos os direcionamentos comportamentais, inclusive com passos básicos, aplicados a três situações distintas, mais entrelaçadas: a) comunicação ao colaborador dos resultados de desempenho; b) colaborador de desempenho satisfatório; c) colaborador de desempenho insatisfatório.
Estes três temas serão objeto dos nossos próximos artigos. Convido-os à leitura
Wagners@attglobal.net
www.wagnersiqueira.com.br
Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
Assuntos
Não há assuntos relacionados.
Autor
Administrador e filho de Belmiro Siqueira, Patrono da profissão.
É membro da Academia Brasileira de Ciências da Administração, Vice-Presidente da Escolinha de Artes do Brasil.
É o atual Presidente do CRA/RJ - Conselho Regional de Administração do Estado do Rio de Janeiro
Foi Secretário de Administração e também Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Foi membro do Conselho Consultivo da FGV Empresa Junior.
Foi Presidente do Riocentro e Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio.
Foi o responsável pela implantação e primeiro Presidente do IPLAN-Rio - Instituto Municipal de Planejamento da cidade do Rio de Janeiro.
Presidiu o Conselho Regional de Administração – CRA/RJ de 1983/1985 e de 1998/2003, onde atuou em defesa do mercado de trabalho da profissão e promoveu a criação de diversos serviços gratuitos para os administradores, tais como: a assistência jurídica, o banco de currículos e o serviço de orientação ao administrador.
Como presidente do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Administradores, chegou a assinar anualmente acordos coletivos com mais de 30 empresas, destacando-se os de Furnas, Cedae, Cerj, BNDEs, Telefônica e Petrobrás.
No governo federal, foi Secretário de Modernização Administrativa do Ministério do Planejamento. Ocupou ainda os cargos de Diretor de Administração da EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo, foi Membro do Conselho Nacional de Turismo/CNTur e Gerente de Administração e de Planejamento do BD Rio - Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.
Presidiu órgãos estaduais como o IPERJ, hoje Rioprevidência, a FESP - Fundação Escola de Serviço Público, e foi membro do Conselho Estadual de Educação.
Professor Universitário e Consultor de Organização, publicou 4 livros sobre administração de empresas e 4 livros sobre política e ação legislativa.
É membro da Academia Brasileira de Ciências da Administração, Vice-Presidente da Escolinha de Artes do Brasil.
É o atual Presidente do CRA/RJ - Conselho Regional de Administração do Estado do Rio de Janeiro
Foi Secretário de Administração e também Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Foi membro do Conselho Consultivo da FGV Empresa Junior.
Foi Presidente do Riocentro e Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio.
Foi o responsável pela implantação e primeiro Presidente do IPLAN-Rio - Instituto Municipal de Planejamento da cidade do Rio de Janeiro.
Presidiu o Conselho Regional de Administração – CRA/RJ de 1983/1985 e de 1998/2003, onde atuou em defesa do mercado de trabalho da profissão e promoveu a criação de diversos serviços gratuitos para os administradores, tais como: a assistência jurídica, o banco de currículos e o serviço de orientação ao administrador.
Como presidente do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Administradores, chegou a assinar anualmente acordos coletivos com mais de 30 empresas, destacando-se os de Furnas, Cedae, Cerj, BNDEs, Telefônica e Petrobrás.
No governo federal, foi Secretário de Modernização Administrativa do Ministério do Planejamento. Ocupou ainda os cargos de Diretor de Administração da EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo, foi Membro do Conselho Nacional de Turismo/CNTur e Gerente de Administração e de Planejamento do BD Rio - Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.
Presidiu órgãos estaduais como o IPERJ, hoje Rioprevidência, a FESP - Fundação Escola de Serviço Público, e foi membro do Conselho Estadual de Educação.
Professor Universitário e Consultor de Organização, publicou 4 livros sobre administração de empresas e 4 livros sobre política e ação legislativa.
Mais do autor
Deixe seu comentário







