27 de junho de 2009, às 22h27min
Como Vencer o Medo do Colaborador?
Nem todos os que têm medo defrontam-se com situações cruciais de vida ou morte, têm de decidir entre o tudo ou nada, precisam implementar soluções na base do vai ou racha. Freqüentemente, muitos apenas sentem medo do trabalho que realizam, temem simplesmente o que integra a rotina do seu cotidiano.
Quando isso acontece, o medo passa a ser uma pedra no caminho do colaborador, que interfere com a sua capacidade de crescer, de ganhar autonomia, de assumir maiores responsabilidades e de realizar-se plenamente em sua profissão.
É responsabilidade do gerente ajudar o subordinado a alcançar o desempenho excelente, propiciar-lhe condições e oportunidades adequadas de desenvolvimento individual e profissional. Se você consegue ajudá-lo a superar temores e vencer limitações, o subordinado provavelmente atingirá níveis bem mais satisfatórios de desempenho.
Reconheça as suas realizações e méritos. Às vezes, uma simples palavra de apoio, um afago, um tapinha nas costas significam muito para o subordinado, fazendo-o sentir-se especialmente reconhecido, prestigiado e capaz. O elogio adequado é sempre um incentivo a ser tentado. O colaborador deseja ser reconhecido, fazendo-se merecedor de receber o seu elogio outras tantas vezes.
Discuta com o subordinado a falta de confiança que tenha em si mesmo e as razões subjacentes que justificam os seus temores. Por mais estranho que lhe possa parecer, admita que o colaborador tenha medo de assumir novas responsabilidades além da que já tem, tema fracassar e perder prestígio, status ou até mesmo próprio emprego. Ele pode estar sentindo-se desconfortável por parecer inseguro e irracional, mas talvez tenha consciência de que faça um bom trabalho e, portanto, não veja vantagens em colocar sua posição em risco.
Tente quebrar as bases de apoio de atitudes negativas ou derrotistas sempre que conseguir identificá-las. Os que temem fracassar não hesitam em dissimular a própria ansiedade e em esconder o que pensam ser falta de habilidade. Dedique especial atenção às justificativas e aos álibis que apresentam na ilusão de escamotear os seus verdadeiros sentimentos. Muitos se escondem atrás de barreiras e defesas ou mecanismos psicológicos de justificação, fingindo para si próprio e para os demais que estão interessados em assumir novas responsabilidades. Preferem permanecer imobilizadas pelos seus temores e constrangimentos, fazendo tudo que lhes estiver ao alcance para manter um confortável status quo.
Garanta todo o apoio possível ao subordinado inseguro. Ao atribuir-lhe novas atividades, dê-lhe um suporte especial nas primeiras semanas, fase em que se sentirá mais vulnerável. Outras vezes, ao começar com novas atividades ele é capaz por algum tempo de obter satisfação devido às responsabilidades inerentes ou pelo simples fato de ser o escolhido, até que se instale o pânico da incerteza produzida pelo novo.
Pensamentos do tipo – “eu não mereço isso” ou “o supervisor cometeu um erro ao me escolher” são comuns, mesmo que não vocalizados. Mostre-lhe com exemplos concretos, valha-se dos resultados das avaliações de desempenho anteriores, evidencie com fatos e argumentos o quanto você pensa que ele é capaz de realizar o que lhe atribuiu, e foi exatamente por confiar em sua capacidade que você o escolheu.
Recompense todo o esforço feito que lhe pareça significativo. Provavelmente, nem todos os colaboradores conseguirão superar os seus medos de fracassar. Se perceber que ele se afunda sem conseguir safar-se, ajude-o sem pestanejar. Se as novas atribuições mostrarem-se superiores às suas capacidades, não hesite em voltar atrás e atribuir-lhe responsabilidades mais compatíveis com as suas qualificações.
Não se esqueça de que os subordinados que têm maus hábitos no trabalho vivem sobressaltando sobre o que de ruim pode acontecer-lhes a qualquer momento. Nutrem-se do receio permanente do inevitável, de algo terrível e final que está prestes a ocorrer.
O medo e o sentimento de baixa auto-estima são inter-relacionados. Pessoas que não se vêem de forma positiva tendem a se tornar obcecadas pelo medo do fracasso. Não acreditam que haja algo a fazer para evitar a ocorrência de situações desagradáveis. E, assim, não conseguem desfrutar das boas coisas que façam ou que lhes aconteçam.
Combater o medo e a baixa auto-estima do colaborador praticamente se faz da mesma maneira, utilizando-se dos mesmos recursos e estratagemas. Despersonalize os erros, focalize o que estiver errado e não crucifique o culpado. Ressalte os êxitos obtidos e busque sempre aprender com a experiência. Propicie sistematicamente treinamento para suprir deficiências e alavancar potencialidades. O futuro é certamente menos nebuloso e ameaçador quando nos preparamos para recepcioná-lo. Estabeleça metas, padrões e expectativas de desempenho mutuamente acordados. A incerteza de objetivos difusos sempre contribui para exponenciar medos e desencapsular fantasias.
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As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
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Autor
Administrador e filho de Belmiro Siqueira, Patrono da profissão.
É membro da Academia Brasileira de Ciências da Administração, Vice-Presidente da Escolinha de Artes do Brasil.
É o atual Presidente do CRA/RJ - Conselho Regional de Administração do Estado do Rio de Janeiro
Foi Secretário de Administração e também Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Foi membro do Conselho Consultivo da FGV Empresa Junior.
Foi Presidente do Riocentro e Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio.
Foi o responsável pela implantação e primeiro Presidente do IPLAN-Rio - Instituto Municipal de Planejamento da cidade do Rio de Janeiro.
Presidiu o Conselho Regional de Administração – CRA/RJ de 1983/1985 e de 1998/2003, onde atuou em defesa do mercado de trabalho da profissão e promoveu a criação de diversos serviços gratuitos para os administradores, tais como: a assistência jurídica, o banco de currículos e o serviço de orientação ao administrador.
Como presidente do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Administradores, chegou a assinar anualmente acordos coletivos com mais de 30 empresas, destacando-se os de Furnas, Cedae, Cerj, BNDEs, Telefônica e Petrobrás.
No governo federal, foi Secretário de Modernização Administrativa do Ministério do Planejamento. Ocupou ainda os cargos de Diretor de Administração da EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo, foi Membro do Conselho Nacional de Turismo/CNTur e Gerente de Administração e de Planejamento do BD Rio - Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.
Presidiu órgãos estaduais como o IPERJ, hoje Rioprevidência, a FESP - Fundação Escola de Serviço Público, e foi membro do Conselho Estadual de Educação.
Professor Universitário e Consultor de Organização, publicou 4 livros sobre administração de empresas e 4 livros sobre política e ação legislativa.
É membro da Academia Brasileira de Ciências da Administração, Vice-Presidente da Escolinha de Artes do Brasil.
É o atual Presidente do CRA/RJ - Conselho Regional de Administração do Estado do Rio de Janeiro
Foi Secretário de Administração e também Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Foi membro do Conselho Consultivo da FGV Empresa Junior.
Foi Presidente do Riocentro e Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio.
Foi o responsável pela implantação e primeiro Presidente do IPLAN-Rio - Instituto Municipal de Planejamento da cidade do Rio de Janeiro.
Presidiu o Conselho Regional de Administração – CRA/RJ de 1983/1985 e de 1998/2003, onde atuou em defesa do mercado de trabalho da profissão e promoveu a criação de diversos serviços gratuitos para os administradores, tais como: a assistência jurídica, o banco de currículos e o serviço de orientação ao administrador.
Como presidente do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Administradores, chegou a assinar anualmente acordos coletivos com mais de 30 empresas, destacando-se os de Furnas, Cedae, Cerj, BNDEs, Telefônica e Petrobrás.
No governo federal, foi Secretário de Modernização Administrativa do Ministério do Planejamento. Ocupou ainda os cargos de Diretor de Administração da EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo, foi Membro do Conselho Nacional de Turismo/CNTur e Gerente de Administração e de Planejamento do BD Rio - Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.
Presidiu órgãos estaduais como o IPERJ, hoje Rioprevidência, a FESP - Fundação Escola de Serviço Público, e foi membro do Conselho Estadual de Educação.
Professor Universitário e Consultor de Organização, publicou 4 livros sobre administração de empresas e 4 livros sobre política e ação legislativa.
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