A cada dia que passa observo a movimentação das empresas de recrutamento e seleção e até mesmo o perfil dos novos recrutados dentro da organização que buscam por profissionais que tenham em sua característica chave o COMPROMETIMENTO PROFISSIONAL. Mas, que me desculpem os psicólogos e as variadas técnicas de raciocínio lógico que existem na fase de recrutamento, até hoje não ouvi ninguém dizer que possa medir este quesito e muito mesmo um bom currículo escrito. O comprometimento profissional, está interligado com os planos pessoais deste profissional para o futuro, está relacionado com as experiências que vivenciou em outras organizações e o que espera desta nova organização ao qual está sendo submetido aos testes. Esta organização precisa estar preparada para receber este novo profissional que busca o comprometimento profissional aliado à novos beneficios sociais,acadêmicos e pessoais e em troca receberá um gestor cada vez mais preparado para novos desafios e seguro na tomada de decisões. A aplicabilidade dos testes de habilidade, coerência de idéias , decisões cronometradas e avaliação curricular precisam ser reavaliadas, um modelo antigo e a meu ver extremamente defasado para os novos tempos. Em troca deste modelo sugiro uma nova maneira de avaliação baseada em entrevista prévia, contato direto com o gestor de recursos humanos da empresa, para que o candidato conheça de fato a proposta e o plano de ascensão profissional que a empresa planeja para ele. Lembro bem, que não é utopia pensar desta maneira, uma vez que este modelo “arcaico” que descrevo acima de recrutamento e seleção é prática bem atual dentro de muitas empresas e que depende muito da mudança pessoal do proprio recrutador, que precisa muitas vezes mudar a postura profissional e propor ousadia em suas organizações. Ser ousado em tempos de mudança é viver.E viver, como diria Peter Drucker: Viver é correr riscos.