29 de janeiro de 2010, às 16h37min
Comunicação inteligente para empresas inteligentes
E isso está acontecendo porque pela primeira vez na história, podemos aproveitar os benefícios econômicos das grandes organizações sem abrir mão dos benefícios das empresas pequenas para as pessoas, como: liberdade, criatividade, motivação e flexibilidade. Mas, e qual o papel da comunicação interna para consolidar processos de gestão e reforçar a imagem da empresa junto ao público interno?
Para Malone, a intensa comunicação de que muitas vezes as pessoas precisam para trabalhar de maneira eficaz está se tornando mais barata e melhor o tempo todo. Com a pesquisa de opinião de baixo custo, feita pela web, e outras técnicas de pesquisa de mercado, as empresas podem saber rotineiramente a opinião de funcionários, clientes e outras partes interessadas, sobre todo o tipo de questão. Ele defende que se a utilizarmos de forma consciente e adequada, o processo flexível e descentralizado da tomada de decisão em mercados, talvez seja uma forma muito melhor de atingirmos muitos objetivos não econômicos do que geralmente imaginamos. E essa mudança tornou-se possível graças às novas tecnologias, que proporcionam que inúmeras pessoas tenham informações suficientes para tomar mais decisões por si mesmas, formando o chamado inteligência coletiva, que leva ao conceito de organização inteligente.
Segundo o professor, este tipo de inteligência jamais existiu antes no planeta. Para ele, organizações inteligentes não fazem só coisas boas, mas o fazem com velocidade. Ele é categórico ao afirmar que uma medida de inteligência é a rapidez. Mas, com que rapidez as organizações conseguem agir? Malone ressaltou que se queremos entender em que ponto estamos e como ter benefícios com essas vantagens, precisamos pensar em no que os seres humanos querem. E aqui, temos um ponto fundamental, é impossível entender o que os seres humanos querem se não fizermos bom uso da comunicação. É preciso ainda um pouco de ousadia para fazer com que a comunicação interna aconteça de maneira eficaz, e isso está diretamente ligado ao estilo das lideranças e a forma como é feita gestão dentro da empresa.
Malone defende que para ser um gerente eficaz no mundo em que estamos entrando, você não pode se prender a uma mentalidade centralizada. Precisa ser capaz de se mover com flexibilidade. Precisamos mudar a nossa forma de pensar, deixando de comandar e controlar para coordenar e cultivar. Quando você coordena, organiza o trabalho de modo que coisas boas aconteçam, esteja você no controle ou não, já que a coordenação enfoca as atividades que precisam ser realizadas e as relações entre elas.
Em vez de simplesmente dizer às pessoas o que devem fazer, os gerentes cultivarão cada vez mais suas organizações e as pessoas dentro delas. Malone explica que para cultivar algo com sucesso, é necessário entender e respeitar suas tendências naturais, ao mesmo tempo em que tenta lhe dar um formato que você valorize. Em vez de tentar impor a sua vontade ao sistema, você tenta chegar a um equilíbrio entre quanto controle deve exercer e o quanto deve abrir mão dele. Talvez a melhor maneira de comunicar essa decisão seja deixando as pessoas perceberem que podem falar, fazer e serem ouvidas. “Quando você tem padrões claros para avaliar os resultados das pessoas, não precisa gastar muito tempo revisando e analisando as decisões delas. A maior parte desses padrões não é documentada em manuais de procedimento; faz parte da cultura não escrita da organização”. Pense nisso!
*Thomas Malone conduziu o Special Management Program sobre O Futuro dos Empregos, que foi realizado em São Paulo pela HSM do Brasil.
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Diretora da AssimAssad Desenvolvimento Humano. Formada em Jornalismo, pós-graduada em Comunicação Audiovisual e MBA em Direção Estratégica, é professora universitária e em MBAs, colunista de vários meios de comunicação e palestrante.
De 2003 a 2009, atuou como diretora de Redação da revista VendaMais, a maior revista de vendas do Brasil. É autora do livro Atreva-se a Mudar! – Como praticar a melhor gestão de pessoas e processos.
Site: www.assimassad.com.br
De 2003 a 2009, atuou como diretora de Redação da revista VendaMais, a maior revista de vendas do Brasil. É autora do livro Atreva-se a Mudar! – Como praticar a melhor gestão de pessoas e processos.
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