Desafio coletivo
De quando em quando, tomamos conhecimento de projetos que pelo significado em um dado contexto, são portadores de possibilidades bem maiores que aquelas previstas nos seus objetivos específicos.
Função da abrangência, fortalecem a imagem dos empreendedores, abrem as condições para novos projetos, ratificam a competência e credibilidade, além de retornarem financeiramente com ganhos compensadores.
Quando da sua formulação, seus objetivos conduzem à identificação de determinadas competências que resultam no recrutamento e seleção dos profissionais que estarão compondo o sujeito coletivo, responsável pelo planejamento e execução.
A dimensão do projeto trará para a mesa um grande e variado contingente. Desde os funcionários de uma mesma instituição até os representantes de nações estrangeiras colocando-se entre tais extremos uma imensa gama de possíveis combinações.
Qualquer que venha a ser a organização proposta, as regras devem ser claras, conhecidas e ratificadas por todos.
O engajamento coletivo caracteriza a marca dominante da condução.
A garantia da transparência dos desdobramentos e a disponibilidade dos resultados, permitirão que o projeto receba energia maior que a soma dos seus condutores.
Muitos agentes internos e externos, podem causar perturbações, resultando em diferenças entre o projetado e o realizado. Deverá existir a necessária atenção para que os elementos de controle possam ser acionados no tempo próprio, garantindo a correção de rumo.
Não raramente, as contingências trazem para a mesa dos trabalhos, novos participantes especialistas de forma permanente ou temporária.
A gestão deve garantir a integração de todos os processos, valendo-se de indicadores que permitam medidas proativas.
O rigor e detalhamento no trato da memória do projeto, garantirá consistência nas muitas informações cobradas ao longo do tempo, além de legar para atividades futuras uma base que mudará o limiar de partida e a condução de novas iniciativas.
Entretanto, sabemos que na implantação de projetos permeiam oportunidades de ordem política e financeira, possibilitando o despertar de outros interesses individuais e de grupos.
Apesar da ética ser um pressuposto inquestionável, não se pode duvidar de ações que contrariem as condições desejáveis de realização.
Fazer vista grossa para a evolução de determinadas distorções, violenta os objetivos, fragmenta o sujeito coletivo, diminui o engajamento, ameaça os resultados.
Função do desvio que possa ocorrer, queimam-se imagens, perde-se credibilidade, fecham-se portas futuras.
A mídia investigativa, traz a público com frequência exemplos práticos do exercício indesejado na execução de projetos.
O que sempre se espera é um forte respeito às regras acordadas.
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- Autor de livros na área de gestão
- Professor Industrial
- Cursos de Especialização no Japão, França e Alemanha
- Cursos de Especialização no Brasil
- Membro da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias - Cadeira 7 - RJ
- Prêmio Belmiro Siqueira - 1986 (Revista DECIDIR)







