Dicas de especialistas para se reposicionar no mercado de trabalho.
Obviamente que o desemprego afeta todas as idades, sem perdão. Deslizes comportamentais podem colocar o trabalho e a carreira dos mais jovens em risco. Pessoas mais velhas podem ficar mais vulneráveis em seus empregos em tempos de crise.
Sempre teremos crise, nunca ouvi falar que estamos bem, independente do lugar , seja no Brasil ou no exterior. Seja a crise onde for sempre afeta todos nós, mas na minha opinião sempre existe uma desculpa para essas famosas crises.Algumas pessoas ganham e muito com isso dificultadando cada vez mais a vida de todos nós.Mesmo com o surgimento por dia de nove milionários no Brasil, pergunto onde está a crise?
Mesmo assim não podemos negar que o desemprego afeta todos nós, independente da classe social, se a pessoa é jovem ou de mais velha mesmo com experiência.
Falo isso com propriedade pois sempre quando existe crise as empresas procuram reduzir custos e mandam embora pessoas mais experiente que ganham mais, contratam pessoas novas com menos ou sem nenhuma experiêcia visando a redução de custos , porém perdem muito em qualidade e produtividade.
Ógui , Especial para o Terra, comenta e fala sobre as dicas dos especialistas, visando reposicionar pessoas no mercado de trabalho, mesmo sabendo das dificuldades existentes.
O índice de pessoas sem trabalho na zona do euro bateu recorde em outubro, atingindo a marca de 10,3% da população ativa da região fora do mercado de trabalho. Dados da agência de estatísticas do bloco, Eurostat, mostram que das 23,6 milhões de pessoas desempregadas na União Europeia (UE), 16,3 milhões moram na zona do euro – 126 mil pessoas a mais do que o registrado em setembro.
Na avaliação do consultor de carreiras Marcos Tonin, diretor da Apoema Inteligência em Pessoas, de Campinas, uma das principais características da crise é o desemprego. Ele diz que o movimento em tempos de turbulência econômica é incomum, porque as empresas precisam cortar custos, mas sem diminuir produção. "Justamente quando deveria se investir mais em pessoas e trabalhar com metas, vemos o corte de vagas", comenta.
O psicólogo Marcos Simões, consultor de recursos humanos e sócio da RHFácil, afirma que, por mais que a demissão muitas vezes seja inevitável - considerando que há segmentos que são mais afetados do que outros pela crise -, o funcionário não pode se entregar e considerar que o corte de sua vaga é uma certeza. "A pessoa tem que mostrar serviço, mesmo que haja boatos e até mesmo desligamentos dentro da empresa. É fundamental que sua performance esteja acima da média", afirma.
Simões ressalta, entretanto, que as avaliações de desempenho não privilegiam somente a atuação do funcionário em períodos recentes e, sim, nos últimos seis ou 12 meses. "Se a pessoa não se dedicou neste intervalo, ela tem mais chances de parar na lista de cortes da empresa", salienta.
Jovens com dificuldades
O desemprego entre os jovens europeus aumentou em outubro, em relação ao mês anterior. Quase 5,5 milhões de jovens menores de 25 anos estão em situação de desemprego na UE e 3,3 milhões na zona do euro.
Geórgia Villas Boas, Coach Senior da VB Assessoria, afirma que a vulnerabilidade dos jovens se deve ao fato de que, por mais que o recém-formado chegue com muita vontade de fazer a diferença, de inovar e de gerar resultados, muitos apresentam comportamentos que dificultam atingirem suas metas.
"A maioria é brilhante tecnicamente, mas deslizes comportamentais podem colocar não só o trabalho atual em risco, mas a carreira como um todo", alerta. Geórgia cita como exemplo a dificuldade de fazer atividades que os mais jovens consideram menos importantes e a necessidade de assumir a liderança rapidamente.
A especialista salienta que no Brasil a situação é diferente do que é visto na Europa. "Aqui, há programas de aprendizagem que o governo tem lançado para capacitá-los e isso favorece a inicialização ao emprego. Logo, os jovens de 20 anos têm mais chance de conseguir trabalho nos dias de hoje, desde que tenham vontade de aprender", afirma.
Mais velhos em risco
Paulo Henrique Rocha, consultor da Corrhect Gestão em Recursos Humanos, considera que neste cenário a vulnerabilidade existe para todos os níveis hierárquicos e perfis de profissionais. Porém, ele diz, o risco maior encontra-se em posições de liderança e com elementos de senioridade. "Isto ocorre pelo fato de envolverem maiores salários e, muitas vezes, ausência de flexibilidade e adaptabilidade", fala.
Tonin, por sua vez, acredita que pessoas mais velhas não são, necessariamente, mais vulneráveis ao desemprego, mas sofrem mais quando precisam se recolocar no mercado de trabalho. "O profissional com mais tempo de experiência fica mais exposto, considerando que esta é uma questão cultural. Muitas empresas não dão chance para essas pessoas", diz.
Já Simões alerta que a falta de atualização e a ausência de relacionamento com pessoas da área dificultam a recolocação de pessoas mais velhas que perdem o emprego. "Esse relacionamento pode facilmente acontecer por meio de redes sociais", exemplifica. Ele ressalta que, ultimamente, os mais velhos vêm sendo recrutados principalmente porque o País enfrenta uma crise de falta de mão de obra. "Há déficit de talento em muitas áreas", afirma.
Fátima Sanchez, gestora do Instituto Personal Service, em Duque de Caxias, destaca que, por mais que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estime que existam 200 milhões de pessoas sem emprego no mundo, esta não é a realidade no Brasil. "Percebe-se no nosso País uma escassez de mão de obra especializada.
Oportunidade de emprego existe na construção civil, nos segmentos de prestação de serviços, na educação, na energia, nos serviços autônomos e em vários outros. A carência é de especialistas que consigam agregar valor ao negócio demandado", garante.
Glauco Cavalcanti, autor do livro "Empreendedorismo – Decolando para o Futuro", afirma, porém, que a idade não influencia a demissão de um funcionário. "Os mais vulneráveis são aqueles que não geram resultado para a organização e isto independe da idade. Funcionários acomodados, resistentes a mudanças e negativos perante os projetos são alvos na hora de uma demissão", finaliza.
Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
Bacharel em Administração de Empresas e Pós Graduação em Produtividade e Qualidade. Ampla experiência na área produtiva voltada à administração de pessoas. Atualmente autônomo na área de administração de empresas e colaborador no Portal Administradores, na elaboração de artigos de diversos temas , na administração das empresas.







