07 de agosto de 2009, às 10h58min
Economia da felicidade. Quanto vale a sua?
Você nunca vai saber realmente o que é felicidade, se não tiver com que compará-la.Lee Iacocca
Aristóteles, que viveu no século IV a.C, dizia que “a felicidade é a maior meta do homem”. Mas, o grande sábio da antiguidade, também, não dispunha de uma fórmula para se conquistar a grande meta. Hoje, em plena consolidação da economia globalizada a felicidade deixou de ser uma questão filosófica e assumiu o status de ciência, através do conceito Happiness Economics, que, na tradução literal, significa Economia da Felicidade. O sociólogo Ruut Veenhoven, da Erasmus University, afirma que "a felicidade é bem mais complexa do que aquilo que se supunha". Ele é o fundador e coordenador da World Database of Happiness, cujo objetivo é desenvolver estudos que possam medir o grau de felicidade das nações. O relatório, fruto deste estudo, realizado em 95 países, incluindo o Brasil, hierarquiza o Coeficiente de Felicidade e a tendência dos impactos da felicidade no desenvolvimento das nações. Com base em critérios que passam pela relação entre a felicidade e as condições da sociedade em que se vive, o estudo pretende demonstrar que o estado emocional das pessoas é diretamente relacionado aos fatores de desenvolvimento de seus países.
A revista francesa GLOBECO, publicou o ranking de felicidade dos países, considerando fatores como segurança, índice de mortes violentas, corrupção, sensação de segurança humana, liberdade, democracia, direitos humanos, liberdade de imprensa, direito das mulheres, das crianças e o coeficiente de Gini — mecanismo que mede a relação entre a renda per capita dos mais pobres e os mais ricos de uma nação. O estudo também considera a qualidade de vida, o PIB per capita, os índices de suicídio, a expectativa de vida ao nascer, a qualidade do ar, o acesso à informação e à educação. O Brasil fiou em 34º lugar, atrás de países como Israel, México, Chile, Argentina e Venezuela. Os países que ocupam a lista dos cinco mais felizes são: Noruega, Suécia, Países Baixos, Dinamarca e Austrália.
Do ponto de vista pessoal é fundamental saber distinguir as diferenças entre felicidade e sentimentos passageiros como a euforia ou a alegria momentânea. As pessoas felizes são, essencialmente, as que definem claramente os critérios que são determinantes para que se sintam bem nos diversos contextos da vida e tenham, entre outras coisas, uma elevada auto-estima. Quais são os critérios para a sua felicidade?
Aqui cabe uma indagação que, provavelmente, Aristóteles tenha feito: Como atingir este grau de maturidade emocional? Quais os caminhos para se atingir este nível de equilíbrio e não somente estabelecer os critérios, mas, principalmente, fazê-los funcionar em nosso comportamento?.
Um dos pontos comuns para as pessoas que se consideram felizes é o equilíbrio entre as diversas áreas de suas vidas, emocional, familiar, trabalho, vida social, fida financeira, aprendizagem, autonomia, etc. Mas, para atingir este equilíbrio é necessário ter em mente o que se quer em cada uma dessas áreas e então agir em função de atingir este objetivo. Ou seja, primeiro é preciso saber o que se quer, depois agir em função de se obter isso e, terceiro, saber mensurar os resultados para comparar se aquilo é, de fato, o que se pretendia. Em Programação Neurolinguística – PNL isso é denominado de Boa Formulação de Objetivos – BFO. Um processo que permite à pessoa estabelecer objetivos e desenvolver as habilidades para concretizá-los. Mas, e qual a relação disso com o estudo sobre os Coeficientes de Felicidade? .
Note que nos países que figuram no topo da lista 100% da população não vive num mar de rosas. Lá há desigualdades, desemprego e outros problemas comuns no mundo todo, porém, em níveis muito menores. O que faz a diferença por lá e que, exatamente por ter essa clareza entre o que se quer, há atitudes empreendidas, por parte da maioria da população, para que esse querer seja realidade, que as condições essenciais de vida como segurança, saúde, educação e informação sejam dignas dessas sociedades. Esses povos sabem cobrar das autoridades os seus direitos. Isso é um reflexo de auto-estima elevada e de conceitos de cidadania bem definidos. O estudo nos diz, nas entrelinhas que são as atitudes individuais que contribuem para com a transformação, primeiro de cada um e depois de todo um grupo social. O segredo é simples, se eu mudo, o mundo muda para mim.
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Autor
Consultor de empresas e coach, especialista em mudanças comportamentais, trainer em Programação Neurolinguística - PNL, certificado pelo International Association for Neuro - Linguistic Programming – IANLP (EUA), é Diretor de Aprendizagem da Associação Brasileira de Administração Profissional e Aprendizagem organizacional – Asbrapa.
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