16 de abril de 2008, às 09h02min

Economia e Ecologia

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Economia e Ecologia


A visão econômica tradicional, que enxerga os capitais natural e manufaturado como substitutos, já está sendo recusada por cientistas, economistas e ambientalistas, pois já é possível mensurar economicamente a destruição do ecossistema, não contabilizando, apenas, o que foi destinado ao mercado (capital natural transformado em capital manufaturado). O Economista Hermam Daly acredita que a humanidade se acha em uma encruzilhada histórica, pois pela primeira vez, os limites da prosperidade se devem à falta, não de capital criado pelo homem, mas de capital natural.

O livro Capitalismo Natural, (P. Hawken, A Lovins e L. Lovins) mostra que já é possível, dadas as condições tecnológicas atuais, viver um mundo completamente diferente, no qual, o capital natural, cada vez mais escasso, é o recurso mais importante , pois “ não aprece por obra de um milagre singular: é, isso sim, o produto do trabalho permanente executado por milhares e milhares de espécies em interação complexa” e deve “ ser encarado como a soma total dos sistemas ecológicos que sustentam a vida, diferindo , completamente, “do capital feito pelo homem na medida em que não pode ser produzido pela atividade humana”. Sendo assim, o capital natural, torna-se o fator limitador do desenvolvimento, pois todas as indústrias dependem de algum recurso natural para produzir

Para que as mudanças previstas se concretizem, é necessário que políticos, empresários e consumidores, aceitem quebrar o antigo paradigma da revolução industrial, centrado nas indústrias do aço, do petróleo e, principalmente, no mais desejado bem de consumo durável do planeta: O automóvel. As externalidades negativas geradas pelo modelo em vigor, com destaque para os engarrafamentos, poluição, aquecimento global, violência, stress etc., não são computados (descontados) no principal indicador de crescimento econômico: O Produto Interno Bruto. Com a atual metodologia, a construção de novos presídios e de escolas públicas pode promover o crescimento do PIB. No entanto, o investimento em presídios, além de não melhorar o currículo do ser humano, não ataca a origem do problema da segurança pública. Já o investimento em educação, somadas a outras ações, além de custar para o setor público, praticamente o mesmo, pode melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O economista Tim Hatford, também mostra as contradições deste indicador, ao relatar que se um furacão destruir uma grande cidade dos EUA, a reconstrução da mesma, coeteris paribus, promoverá o crescimento do PIB. No entanto, assim como a destruição da cidade, a destruição do capital natural deveria ser descontada do PIB e isto, exige, além da revisão na forma de contabilizar o PIB, uma aliança entre a economia e a ecologia.

A solução, segundo Hawken e Lovins passa, necessariamente, por uma profunda reforma tributária, pois “uma mudança na tributação procura adequar o preço ao custo. O sistema atual é degradante. As pessoas conhecem o preço de tudo, mas não têm idéia do custo de nada”. Os autores reforçam a sua tese, utilizando como exemplo um litro de pesticida que custa US$ 9,24. Mas quanto ele custa à sociedade quando penetra nos mananciais, nos rios e na corrente sanguínea?

Dessa forma, passariam a ser bastante tributados os emissores de gases, a energia nuclear e a eletricidade geradas de forma não renovável, o diesel, a gasolina, óleo de motor, o uso veicular das vias públicas, o trafego aéreo, os pesticidas, fertilizantes sintéticos, o tabaco, água e madeiras das florestas antigas, salmão e outros peixes não criados em cativeiro, os metais e o lixo enviado ao aterro sanitário ou jogado no incinerador etc. A Europa já está à frente nessa revolução, pois a solução oferecida pela sua reforma tributária ataca dois problemas fundamentais: a degradação ambiental e o alto desemprego estrutural. Essa reforma encarecerá o uso do recurso escasso, desestimulando o seu uso e estimulando a reciclagem e os circuitos fechados de produção, ao mesmo tempo em que reduz significativamente os tributos sobre o trabalho, estimulando o uso do fator abundante: o ser humano.

Luiz Cláudio Frechiani – Professor do curso de Economia da UVV.
 
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Autor

Olá,

Minha Formação é a seguinte:

Pós-graduação em Educação Ambiental. FIJ, Conclusão em Ago/2010.Especialização Licenciatura Plena em Matemática. UNIMES, Concluído em 2009.Pós-graduado MBA em Gestão Estratégica de Pessoas. UVV, concluído em 2008.Graduado em Administração de Empresas. UVV, concluído em 2006. Formação Superior em Logística Empresarial. UVV, Concluído em 2005.


Além de ser professor efetivo da Faculdade Batista de Vitória - FABAVI, atuo também como coordenador e professor do curso EMI em Logística  da EEEFM Benício Gonçalves, atuo também como professor tutor de matérias EAD do curso Técnico em Logística do SEST SENAT.

Além de lecionar e viver mergulhado no meio acadêmico, atuo também como consultor nas áreas de Transporte de cargas e Armazenagem e Gestão de Estoques. 
 

 
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