02 de junho de 2009, às 00h00min

Empresas terrorizam seus funcionários com a crise.

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Você sente-se pressionado na empresa em que trabalha? Seu chefe aumentou suas metas? Tem dúvidas quanto à estabilidade no seu emprego? Você não é o único. Bem vindo ao mundo em crise econômico-financeira.



Em meio à crise econômico-financeira mundial, como a empresa em que você trabalha está lidando com a situação? E você, está satisfeito com o salário que recebe? Qual o grau de importância você daria para o clima organizacional? Com essas e outras dúvidas, elaboramos um questionário buscando saber qual a importância dos pontos citados acima. Nossa intenção foi buscar a opinião de 475 assalariados na cidade de Curitiba visando saber o que ele acredita ser mais importante: o salário, benefícios, o clima organizacional, a quantidade de horas trabalhadas por dia ou o horário de trabalho (turno). A pesquisa revelou que 45,68% dos entrevistados acreditam que o salário é de extrema importância. Na opinião dos autores deste artigo, mesmo a entrevista revelando que a grande maioria acredita que o salário é de extrema importância para o colaborador , o salário não é o único fator que interfere no comportamento dos colaboradores nas organizações. De fato é o salário que liga a organização aos colaboradores, mas atualmente, as empresas estão investindo em outros estímulos a fim de satisfazer os colaboradores, porém, no fim das contas ainda é o salário que atrai e retém a grande maioria.
A motivação empresarial é um assunto amplamente discutido, nos dias de hoje, as grandes organizações visam o bem-estar dos seus colaboradores e buscam reter seus talentos, mantendo-os cada vez mais motivados, infelizmente com a crise econômico-financeira mundial, muitos empresários mal intencionados estão aproveitando para pressionar seus funcionários, reduzindo o quadro funcional, buscando produzir mais com menor mão de obra, reduzindo os custos e ampliando os lucros.
A crise econômico-financeira mundial tem tido análises e previsões das mais variadas, desde as mais racionais até as irresponsáveis, assim como um governo o empresário não deve espalhar o medo e o terror, mas também não deve esconder a realidade. E de fato, precisa ter bom senso no conteúdo e na forma de emissão de sua mensagem.
Não foram somente os bancos que sentiram a pressão. As empresas de modo geral, particularmente no Brasil, sentem o efeito da crise mundial. Pelo menos três grandes grupos brasileiros tiveram prejuízos bilionários, por terem apostado que o dólar não iria subir tanto. Porém, fontes do mercado asseguram que pelo menos 200 outras empresas fizeram apostas iguais e estão no prejuízo. Evidentemente uma crise na dimensão da atual afeta a maioria das empresas, o impacto varia de setor para setor, em muitos casos o clima organizacional acaba abalado.
Para você ter uma idéia, entre nossos entrevistados, 33,89% acredita que o clima é de muita importância ficando atrás apenas do salário (45,68%), seguido pelos benefícios oferecidos pelas empresas (13,47%), para nossa surpresa, o número de horas trabalhadas por dia e o horário de trabalho somaram 6,95%. De fato não é confortável trabalhar sobre pressão, mas acreditamos que a tendência é desse quadro mudar e a quantidade de horas trabalhadas por dia tomar um lugar de destaque como um atrativo para os colaboradores, é óbvio que você passa mais tempo no trabalho do que em casa. Alguns anos atrás não se ouvia falar de bem estar e vida social. Entretanto estes atributos são de grande importância para um equilíbrio profissional e qualidade de vida no trabalho. Com mais tempo disponível, é possível otimizá-lo entre estudo, cursos e palestras, aumentando a sua empregabilidade, que de maneira geral significa adequar-se às novas tendências e dinâmicas do mercado de trabalho.
As empresas tendem a investir no bem estar do funcionário e caso a empresa se aproveita da atual crise e aterroriza você aumentando as suas metas profissionais, exigindo mais de você, mais produtividade e desempenho, certamente não investe na qualidade de vida dos funcionários, então deixamos a pergunta no ar, “Você tem certeza que a empresa está preparada para um profissional como você?”
Francisco Victor Dorocinski
Joel Andrade Hemples
Vilson José Marciano
Alunos de Gestão de RH - Faculdades Spei.
Curitiba - PR

 
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Autor
Cursando Gestão de Recursos humans na SPEI trabalho com sistema de manufatura em uma Multinacional a 8 anos e pai de uma linda mocinha. 
 
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