Entidades: autistas e todos com todos
...Assim, para sobreviverem, cabe a elas entender o país e seus atores, identificar, analisar e assimilar as constantes e relevantes mudanças tecnológicas...
Nasceram as entidades- associações, institutos, sociedades...- de filiação espontânea, por adesão, no mais das vezes,nos anos sessenta, para representar interesses de empresários e executivos assustados com a falta de garantias democráticas, para aglutinar reivindicações de preços das empresas, nos célebres acordos setoriais- os cartéis oficiais do CIP-, no AI5, para se socorrer das políticas e polícias econômicas, nos Cruzados, homenagear autoridades e aos que pagavam as próprias homenagens.
Hoje, autistas, sua situação, no que mais depressa, se erode com a consistente penetração das redes sociais, estimulando todos com todos, sem o ranço daquelas formais- pesadas e lerdas. Todos- todos, no mesmo fôlego, é a transmutação da representatividade.
Em verdade, macambúzias, as entidades só fazem reclamar- entre quatro paredes, sem ecoar, porque ninguém mais comparece às reuniões presenciais e também não são instigados a participar -, dos que migram, uns retornando ao país, outros adentrando por sem chance nos de origem, e dos que se travestem de consultores para justificar receitas decorrentes da venda de atalhos. Comida requentada!
Assim, para sobreviverem, cabe a elas entender o país e seus atores, identificar, analisar e assimilar as constantes e relevantes mudanças tecnológicas, políticas, econômicas e comportamentais e traduzi-las para o seu ambiente interno, para os associados, induzindo-os a pensar, diagnosticar, inspirar a discussão, fazer "crescer" o mercado ( nunca concorrer com os associados). Diziam que para o vinho ser bom a vinha precisava ver o mar e, agora, o dirigente/consultor entender o que vê.
Ademais, falar com o público externo, apresentar-se aos meios de comunicação, encaminhar ideias para diminuir a distância entre a situação atual e a desejada, minimizando, dessa forma, os inevitáveis choques das mudanças no mercado e nas formas de trabalho, na deslocalização, por exemplo, é o que esperamos delas.
Não sendo assim, vai-se corroendo a credibilidade, carregando, junto, as mensalidades dos associados que as sustentam. Uma insensatez!
Luiz Affonso Romano é consultor de organização, coach de consultores e coordenador do Perfil da Consultoria no Brasil 2011 (www.blogdoconsultor.com)
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Consultor Organizacional( há 40 anos) e Coach de Consultores.
Professor dos Cursos de Desenvolvimento de Consultores e Planejamento de Vida e Carreira/Trabalho e do MBA Formação de Consultores.
Coordenador do Perfil da Consultoria no Brasil set. 2011
Diretor de Consultoria Organizacional do IBEF( 2010/12)
Colunista do Administradores.com.br
Coordenador da Comissão de Ética do IBEF (1998/2012).
Conselheiro da Comissão Ética da Associação Comercial do RJ (2006/12)
Conselheiro do IBEF (2009/12).
Conselheiro do IARJ Instituto de Administração do Rio de Janeiro (2009/12).
Conselheiro da FGV Jr (2008/10)
Consultor da FGV- IBRE Instituto Brasileiro de Economia e da Projetos/ Consultoria (2002/8)
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Diretor da Escola de Marketing da UniverCidade( IM e Consultoria 2002).
Editor do Informativo COP - análise econômico- financeira e gestão( décadas de 70, 80 e 90) e Ouvimos por aí (2010/12).
Autor do livro Intervenção e Regulação no Brasil (história do Controle de Preços no Brasil)- edição COP Editora e Febrafarma (em 1971, 1980 e 2005)
Idealizador, cocoordenador e professor do MBA da Indústria Farmacêutica EESP FGV Febrafarma (2005/6/7/8/ 9/10, 6 turmas)
Coordenador e coautor do Código de Ética do IBEF (1998 e 2004) e do da Confederação Brasileira de Voleibol –CBV (2001).
Coordenador das Análises de Desempenho Econômico- Financeiro do Setor Farmacêutico (publicadas ed. Febrafarma,em 2004 e 2007).
Palestrante e articulista, desde a década de 70.
Fundou e presidiu o instituto dos Consultores, em 1983/6, 1992/6 e 2006/10 e é conselheiro vitálicio( desde 1987).
Diretor de T&D do IBEFRio, chairman de T$D da AMCHAM (década de 1990).
Assessor, chefe de Gabinete e Diretor, na década de 60, da COFAP, CONEP/CIP e SUNAB.
Atuação exclusiva e ininterrupta em Consultoria, desde a década de 70.
site: www.jacobseneromano.com
blog: www.blogdoconsultor.com.br
email: romano@luizaffonsoromano.com







