Faço parte de uma equipe?
No cotidiano das organizações chega a ser cansativo o quanto se fala em equipes. Na prática, elas funcionam como tal?
Você poderá ser tentado a responder: "Não, não sou parte de uma equipe porque as pessoas que se reportam a um mesmo chefe nunca estão reunidas. Em verdade, somos um punhado de indivíduos, não uma equipe".
Digamos que você tenha um problema para resolver com o seu líder e que ambos cheguem a uma solução. Neste caso, você não é membro de uma equipe maior, se a solução encontrada pode ser implementada apenas por você mesmo e se os outros subordinados ao seu líder não precisam ter conhecimento dela. Se o seu trabalho transcorre da maneira descrita, há apenas duas pessoas envolvidas: você e o seu líder. E você, assim, integra uma equipe de dois, uma díade, constituída por você e seu líder.
Você também é parte de uma equipe quando, ao levar um problema para seu líder, recebe dele qualquer das seguintes observações:
Imagem: ThinkStock
a) Deixe-me primeiro verificar isso com o beltrano;
b) Está certo, mas coordene seu trabalho com o sicrano;
c) Não se preocupe com isto, o Zé da Silva já está cuidando disso;
d) Está bem, mas fale com o sicrano e o beltrano para que eles fiquem também a par do que está acontecendo.
Se a tomada de decisões envolve quaisquer destes tipos de observações, então você participa de uma equipe maior, não mais uma equipe de dois, já que estão plenamente envolvidos seu chefe, você e vários colegas. O que você faz está interligado em algum ponto com o que outros fazem, o que os faz interdependentes naquilo que realizam conjuntamente.
É possível também que o seu líder não faça quaisquer das observações acima mencionadas. Isto significará que você não faça parte de uma equipe?Não necessariamente.
Você, seu chefe e outros colegas podem pertencer a uma mesma equipe, mas o trabalho conjunto de vocês pode ser tão falho ou deficiente que os impede de possuírem sentido e espírito de grupo tão necessários à formação de uma equipe. Neste caso, por certo você deveria pertencer a uma equipe, mas tal efetivamente não acontece. Impõe-se em casos assim, sem sombra de dúvidas, efetivamente formá-la, juntar os cacos, constituir um novo percurso de trabalho em comum.
Você também é parte de uma equipe se o seu líder disser: "faça isto, mas não diga nada a ninguém até que tudo tenha se consumado, pois se souberem disso com antecedência vão tentar impedi-lo". Quando tal acontece, os integrantes de uma equipe estão trabalhando contra ela, e há uma luta intestina de cada um deles entre si, em vez de estarem se apoiando reciprocamente uns nos outros na busca da consecução de resultados.
Neste caso, você integra uma equipe esfacelada pela dissensão e a controvérsia, que atua na cooperação antagônica.
Há outra forma de participação de trabalho em equipe da qual você possa, talvez, nem se dar conta dela. Esta se dá quando você age de alguma forma e, em conseqüência, os demais membros ficam automaticamente capacitados a agir; ou, pelo fato de você já ter agido, os colegas ficam dispensados de fazê-lo. Isto se dá tão naturalmente que nem você nem os demais se dão conta em que extensão o esforço de alguém ajuda o de outra pessoa. Mesmo que você não o perceba, também se constitui num excelente trabalho em equipe, que se desenrola de forma natural e espontânea.

Estas situações se configuram na dimensão mais intrinsecamente específica do trabalho em equipe. Tais contextos de trabalho possuem tamanho significado para a eficácia de cada um e de todos em sinergia que você e os demais nem percebem que atuam em conjunto em atividades cooperativas de colaboração.
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As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
É membro da Academia Brasileira de Ciências da Administração, Vice-Presidente da Escolinha de Artes do Brasil.
É o atual Presidente do CRA/RJ - Conselho Regional de Administração do Estado do Rio de Janeiro
Foi Secretário de Administração e também Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Foi membro do Conselho Consultivo da FGV Empresa Junior.
Foi Presidente do Riocentro e Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio.
Foi o responsável pela implantação e primeiro Presidente do IPLAN-Rio - Instituto Municipal de Planejamento da cidade do Rio de Janeiro.
Presidiu o Conselho Regional de Administração – CRA/RJ de 1983/1985 e de 1998/2003, onde atuou em defesa do mercado de trabalho da profissão e promoveu a criação de diversos serviços gratuitos para os administradores, tais como: a assistência jurídica, o banco de currículos e o serviço de orientação ao administrador.
Como presidente do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Administradores, chegou a assinar anualmente acordos coletivos com mais de 30 empresas, destacando-se os de Furnas, Cedae, Cerj, BNDEs, Telefônica e Petrobrás.
No governo federal, foi Secretário de Modernização Administrativa do Ministério do Planejamento. Ocupou ainda os cargos de Diretor de Administração da EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo, foi Membro do Conselho Nacional de Turismo/CNTur e Gerente de Administração e de Planejamento do BD Rio - Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.
Presidiu órgãos estaduais como o IPERJ, hoje Rioprevidência, a FESP - Fundação Escola de Serviço Público, e foi membro do Conselho Estadual de Educação.
Professor Universitário e Consultor de Organização, publicou 4 livros sobre administração de empresas e 4 livros sobre política e ação legislativa.







