Qualquer artigo que tenha como título alguma relação com 'cliente' presume-se que o conteúdo abordado será algo como compra e venda. Bem, o que será expresso aqui não foge muito a regra, porém através de um prisma diferente. Sob a ótica empresarial, sabendo que clientes são aqueles que geram a demanda buscando ter suas necessidades ou desejos atendidos, de maneira simplista conclui-se: ou você se adapta a eles ou eles se adaptam a você. A primeira opção é a mais usual, pois quando se opta pela segunda basta existir um concorrente que se adéque a eles para você ficar fora da competição. Até agora nenhuma novidade, quando nos referimos a Pessoa Jurídica, mas se pensarmos como profissionais enquanto Pessoa Física, quem são nossos clientes? De onde surgem nossas demandas? As respostas a essas perguntas podem ser várias: o pai, a esposa, o irmão, o patrão, o amigo e até mesmo um animal de estimação. Usando do neologismo, qualquer que seja o autor da necessidade sendo você o responsável em satisfazê-la pode ser considerado seu cliente. É lógico que dos exemplos citados alguns não te trocarão pela concorrência, porém meu objetivo é citar um em especial: o chefe. Desconsiderando demissões que ocorrem por contenção de gastos, por que funcionários são demitidos na maioria das ocasiões? Por que os chefes têm maior deferência por alguns subordinados? Para obter essas respostas você deve conhecer o cenário o qual está envolvido, identificar o que é valorizado pelos superiores e o que é importante para a empresa. Pode ser que o que você julga importante não possui o mesmo conceito para o seu chefe. Se, por exemplo, você possui grande domínio em estatística e aproveita para realçar essas virtudes em seus relatórios, poderão não ter valor algum para o seu chefe caso não sejam da compreensão dele. Você pode executar um trabalho espetacular para a empresa, contudo se não for reconhecido pelos seus superiores ele perde substancialmente o valor. Você atende a empresa satisfazendo os superiores. Partindo da premissa que a chefia é definida de acordo com os valores da 'organização', isso não implica em ser 'puxa-saco', mas agir conforme a cultura existente. Infelizmente, nem sempre atender aos superiores significa a melhor alternativa para a organização, todavia é o que deve ser feito. Resumindo, não fazemos o que queremos, mas fazemos o que devemos. É possível que, diferente do que muitos pensam, um profissional proativo, questionador e discreto pode não ser o perfil mais valorizado por alguns. Portanto, descubra em que 'solo está pisando'.