A gestão cultural é um campo profissional muito complexo, pois exige uma formação interdisciplinar em áreas muito distintas como música, artes cênicas, artes plásticas, museologia, arquitetura e etc. Requer ainda acesso a profissionais de áreas diversas como educacional, social, ambiental, turismo, línguas e etc. Do gestor cultural espera-se, também, que conheça economia, princípios jurídicos, planejamento estratégico, marketing, ou seja, em útlima análise o profissional ideal é um Administrador com experiência no setor cultural, pois além das habilidades em técnicas gerenciais e organizacionais é necessário que “mantenha um diálogo entre o universo artístico-cultural, o Poder Público, o meio empresarial e a sociedade civil como um todo” citando a Gestora Cultural Maria Helena Cunha. O crescente interesse das universidades em lançar cursos de extensão, especialização e graduação na área nos desperta para a visualização da mudança de um indicador socio-econômico também. O profissional que se destaca pode ser contratado para prestar consultorias e até mesmo optar pelo empresariado ou planejamento de carreiras e desenvolvimento de artistas e/ou grupos. Por isso o Gestor Cultural além da capacitação correlata precisa estar “antenado” com as oportunidades de fomento e financiamento de projetos, que podem nascer tanto na esfera pública como privada. No setor público há três alternativas para financiamento de projetos: 1) Editais publicados pelo Ministério da Cultura e suas entidades vinculadas (conforme a área de atuação) para repasse direto do Orçamento Geral da União; 2) Emendas Parlamentares ao Orçamento quando um deputado ou senador sensível à questão cultural e conhecedor de uma necessidade específica inclui ao próprio orçamento proposta de destinação de recursos para celebração de convênios entre Estados, Municípios ou entes privados e a União; 3) Renúncia Fiscal pela Lei Rounaet quando empresas patrocinam projetos de cunho cultural com dedução efetiva no Imposto de Renda, desde que o projeto seja aprovado pela vinculada competente na plataforma web do Ministério da Cultura. Na esfera privada empresas nacionais e internacionais também disponibilizam editais para promoção de cultura consonante aos seus objetivos institucionais, investindo recursos próprios nem sempre amparados por benefícios fiscais. Os projetos devem prever em suas planilhas de custos a força de trabalho de todos os profissionais envolvidos, inclusive o Gestor Cultural que, geralmente, emprega esforços antes da concepção do escopo do projeto. Dica cursos, textos e e-livros: www.gestaocultural.org.br Adna Teixeira – Administradora graduada pela UNEB/Brasília-DF, pós-graduada em Administração Pública pela Gama Filho. Servidora Pública Federal.