Ontem, faleceu o gênio Steve Jobs, aos 56 anos de idade. Para alguns, pode não parecer, mas ontem a humanidade perdeu umas das pessoas mais influentes, criativas e inovadoras dos últimos 100 anos no mundo. Ele, e sua maça mordida alavancaram a tecnologia a lugares que, anteriormente, nenhuma empresa de tecnologia sonhava chegar. Seus computadores deixaram de ser “apenas” instrumentos de trabalho e passaram a ser conceito, tornando-se moda e estilo. Ter um Apple, é um sinal claro de status. Ter IPhone, IPad, ou um “I qualquer coisa”, passou a ser sinônimo de uma pessoa ligada ao seu tempo, um “descolado” em tecnologia, alguém que possui estilo próprio, uma identidade única. As tecnologias desenvolvidas pelos gênios comandados por Jobs agregaram e aproximaram conceitos de tecnologia aos anseios dos consumidores. Por causa da Apple, hoje temos milhares de músicas em aparelhos do tamanho de uma caixinha de chiclé, passamos a ver nosso celular como algo que vai muito além de, simplesmente, fazer e receber ligações e vimos o nascimento do Tablet que, a maioria das pessoas, ainda não definiu muito bem o que é e para que serve, porém já passou a desejá-lo. Para se ter uma idéia de o quanto Jobs estava a frente de seu tempo, foi dele a idéia do primeiro computador com interface gráfica e mouse, o Apple Lisa, isso em meados de 1983. Foi dele também a idéia do Quicktake, uma das primeiras câmeras digitais domésticas do mercado, em 1994. Ambos os exemplos citados, foram considerados fracassos da empresa de Jobs na época de seus lançamentos. Mas convenhamos, nossos filhos não sabem o que é um prompt de comando, e nós mesmos, até hoje não sabemos o porque da revelação de rolos e rolos de filme fotográfico. Jobs previu o futuro, sabia o que as pessoas queriam, mesmo antes delas realmente saberem que queriam. Como é possível apurar, Jobs sempre soube para onde o mundo estava indo, ou para onde seus consumidores gostariam que o mundo deles fosse. Gênios assim, sempre foram raros na história da humanidade. Um exemplo que é através da inovação que moldamos o mundo que vivemos. Inovação essa que não precisamos ser, exatamente, um Steve Jobs para promover, até mesmo porque, outro Steve Jobs não será muito fácil de encontrar.