28 de janeiro de 2008, às 16h10min

Inteligência Competitiva é apoio a decisão empresarial

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Em janeiro de 1988, H. Igor Ansoff, atualizou seu livro “Corporate Strategy” com novas idéias e conceitos e o denominou “The new corporate strategy”, que tornou-se um clássico entre os livros de gestão em várias universidades do mundo.

Em sua primeira parte denominada “Estrutura das Decisões da Empresa”, Ansoff inicia seu pensamento descrevendo o “problema”, afirmando “como todo executivo experiente já bem sabe, uma proporção significativa do tempo de um administrador é ocupada por um processo cotidiano de tomada de decisões numerosas e variadas.

As exigências sobre o tempo disponível do decisor sempre parecem superar seu limite; decisões de grande importância em potencial misturam-se com exigências triviais, embora demoradas; a natureza das decisões tem muitas facetas e muda continuamente.

Esta diversidade geralmente tende a aumentar com o nível de responsabilidade e torna-se particularmente pronunciada para o mais alto executivo da empresa. Num único dia, ele pode ser forçado a decidir a respeito de um caminho futuro para as operações da empresa, dirimir um conflito organizacional entre dois executivos, e resolver uma série de problemas operacionais corriqueiros.

Numa tentativa de compreender este processo de decisão bastante complexo, podemos utilizar duas linhas complementares.

A primeira, de longe a mais ambiciosa, é descobrir como as pessoas em geral, e os executivos em particular, tomam decisões, seja individualmente ou em grupos. Dadas as alternativas e suas conseqüências, com que tipo de interações de grupo estão envolvidos, que processos mentais ocorrem, e que regras aplicam para chegar à opção preferida?

Esta direção, que é conhecida pelo nome genérico de teoria da decisão, tem recebido muita atenção, há muitos anos, de diversas disciplinas científicas: Filosofia, Psicologia, Matemática e Economia.

A outra direção consiste em focalizar a atenção em recomendações práticas que possam melhorar a tomada de decisões pelos administradores através de procedimentos sistemáticos e logicamente válidos. Isto envolve o estudo da estrutura e da dinâmica de ações e decisões, a identificação dos problemas principais, a enumeração de variáveis controláveis e não-controláveis, o estabelecimento de relações entre elas, e o desenvolvimento de procedimentos que aumentem as possibilidades de que a empresa alcance seus objetivos.

Estas palavras de Ansoff foram escritas originalmente em 1965 e revisadas em 1988. Parecem atuais não?

Por sua vez, Selma Santa Cruz escreve na Revista Exame sobre o livro Judgment - How Winning Leaders Make Great Calls*, duas das maiores autoridades mundiais em liderança, os professores Noel M. Tichy, da Universidade de Michigan, e Warren G. Bennis, da Universidade de Southern California, afirmam que a capacidade de discernimento determina o sucesso ou o fracasso dos profissionais.

A longa experiência de ambos com o desenvolvimento de líderes mostra que a maioria raramente enxerga o que é relevante em meio à quantidade de assuntos que surgem a todo momento e não valoriza o processo decisório como deveria.

"Há executivos de mais deixando suas organizações afundarem enquanto se ocupam com trivialidades".

Os autores analisaram centenas de estudos de caso ao longo de cinco anos e entrevistaram líderes como Jeffrey Immelt, o celebrado sucessor de Jack Welch na General Electric, Brad Anderson, do gigante do varejo eletrônico americano Best Buy, Jim McNerney, da Boeing, e Alan G. Lafley, da Procter & Gamble.

A grande contribuição de Tichy e Bennis é sistematizar os achados dessa radiografia e propor uma metodologia capaz de ajudar qualquer profissional a tomar decisões.

A primeira conclusão a que chegaram diz respeito à impossibilidade de acertar sempre -- mesmo os gigantes do mundo dos negócios tropeçam de quando em quando. O que importa é acertar nas escolhas relevantes.

A segunda é que boas decisões não são fruto de lampejos ou epifanias, como sugerem os que supervalorizam a intuição. Para os autores, elas resultam de processos estruturados, que requerem investimento de tempo, energia e conhecimento.

Antes de qualquer coisa, é preciso ser capaz de identificar a necessidade da decisão.

Nessa complexa tarefa de separar trivialidades do que interessa, a obra propõe três temas que jamais devem escapar ao radar dos executivos: pessoas, estratégias e crises.

As decisões mais difíceis

Segundo os autores, as escolhas mais críticas envolvem as três questões abaixo:

Pessoas
Decisões sobre pessoas são geralmente as mais complexas e desafiantes, pois são afetadas por vínculos emocionais e preferências pessoais e tendem a despertar reações fortes. (...) Como as pessoas reagem a essas decisões em função dos ganhos ou perdas para si próprias, elas deflagram forças políticas poderosas, e é preciso estar preparado para administrá-las.

Estratégia
O papel do líder é levar a empresa ao sucesso. (...) A qualidade de suas decisões estratégicas depende de sua capacidade de enxergar à frente, fazer as perguntas certas sobre o futuro e escolher as pessoas certas para apoiá-lo.

Crise
As decisões em crises exigem que um líder tenha clareza de seu propósito e de seus valores. É preciso garantir comunicação fluente e transparente sobre os problemas não só na cúpula mas em toda a organização. Manter um bom processo para gerar e analisar informações. E garantir a execução.

Ou seja, o livro mostra que as decisões bem-sucedidas apóiam-se em método e cálculo - e não em súbitos momentos de inspiração.
*Para maiores informações vide Exame, 30 de janeiro de 2008, páginas 82 – 84.
 

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sou pne por acidente do trabalho posso, ha vagas para mom.
 
ta bom. mas preciso enderecos de microempresas da grande Para. Como posso conseguir? manda pro meu e...
 
Pertinente. Portugal está na merda mesmo.
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