Em médias e pequenas empresas é comum percebermos que a comunicação e o fluxo de informações é um tanto quanto complicado. Certamente, em contato com uma ou outra área, você notará informações divergentes, conceitos diferenciados, formas de atendimento distintas e tratamentos convergentes. E quando um problema acontece, de quem é a responsabilidade? A busca pela resposta dessa questão, dará a impressão ao cliente, interno ou externo, de que não há uma unidade no serviço prestado. Nesse âmbito, quando o processo de informações ainda está em maturação dentro do ambiente corporativo, os colaboradores acabam, ainda que de forma inconsciente, praticando a inversão de responsabilidade. Utilizando-a como subterfúgio para ‘parecer’ um bom funcionário, para ocultar um equivoco cometido, para justificar uma ação que tenha desgradado o cliente. Para não responderem ou não assumir o risco de sua atividade, designam a solução do problema para outra área ou pessoa. Dessa forma, desviam de si a atenção e a responsabilidade de ter ocasionado o problema e colocam em atenção a área/pessoa afetada pela inversão. Ser responsável é responder pelas próprias ações, o que se pressupõe que estas ações estejam apoiadas em razões e motivos concretos sobre a ação. Diante de um problema, às vezes grave, inverter a responsabilidade, dando-a a outra área ou pessoa, pode ser uma maneira de justificar o erro cometido. Como dissemos anteriormente, talvez não seja uma ação consciente, mas é sobretudo, uma ação prejudicial para quem terá que responder por atos alheios. A inversão de responsabilidade acontece no trânsito, quando aquele que provoca o acidente, em conluio com o que sofreu, inverte a situação com o propósito de obter vantagens (recebimento de seguro, por exemplo). Na empresa, essa inversão não é combinada, ela é outorgada. Nesse sentido, é preciso que as lideranças estejam atentas a essas situações, para que não prejudiquem ou deêm feedbacks equivocados ao colaborador a quem foi imposta uma responsabilidade de outrem.