A mudança é um dos assuntos que mexe com qualquer pessoa dentro das organizações. Não pela sua utilidade, certamente das melhores possíveis, mas sim por causa das suas exigências a tudo e a todos. Ao longo da história da humanidade, a mudança sempre foi um imperativo, mesmo que, na maioria das vezes, passada por desapercebida, meio como que fazendo o presente escorrer por “entre os dedos da história”, impondo aos envolvidos no seu contexto a obrigatoriedade de deixar algo para trás para vivenciar o novo.
Para quem está envolvido com a gestão de algum tipo de organização, observar o que é professado como “correto” pelos membros dela, independente de gerar eficiência ou não aos processos internos e à forma de lidar com o mercado e demais stakeholders, é uma ação imperativa. As pessoas tendem a repetir, de maneira automática, as respostas e soluções que se apresentam como viáveis ao longo da história organizacional. Acontece que a organização está inserida num sistema muito maior, que muda com o passar do tempo, e, mesmo que a organização tenda à “não-mudança”, os fatores conjunturais externos estarão mudando, sem pedir licença aos gestores.
Considerar o que já deu certo algum dia é uma referência que precisamos ter em qualquer organização, pelo menos a priori, para que consigamos gerar estabilidade e coesão interna. Acontece que este referencial tende a tornar-se cristalizado como resposta aos problemas organizacionais ao longo do tempo, gerando amarras, “tentáculos” que seguram e tentam barrar os processos de mudança necessários à sobrevivência organizacional. Precisamos buscar o equilíbrio entre o que dá certo hoje e o que dará certo amanhã para afirmar a organização num cenário de mudança e competição.
A organização que procura atingir seus objetivos de maneira eficiente não pode assistir às mudanças externas apenas de braços cruzados. Ela precisa lançar-se à elas através da análise do ambiente interno (microambiente), levantando aspectos intrínsecos que podem ser manipulados, teoricamente, com mais rapidez. Além disso, necessita levantar os aspectos inerentes ao ambiente de tarefa e também ao macroambiente, que, apesar de baixa possibilidade de manipulação pela organização, fornece referencial para os ajustes internos que proporcionaram arranjos eficientes de recursos, pessoas e estratégias. Estas análises trazem conhecimento aos gestores para lidar e instaurar processos de mudança que fornecem a chance à organização de buscar o equilíbrio entre quem ela é hoje e o que precisa ser amanhã, maximizando, assim, sua relevância para seus clientes, parceiros e para a sociedade.








Tami Saito

Bruno Perin
Alessandro Almeida
Aline Rizzo
Marco Antonio Spinelli
Janguiê Diniz

Raquel Torres
Armando Lourenzo









