06 de janeiro de 2010, às 16h10min
O conselho de Dona Coruja
Após dias de trabalho pesado eis que a ponte ficou pronta para a alegria de todos.
Muitos dias se passaram até que veio uma chuva forte o rio transbordou e a ponte não agüentou a forca das águas, a ponte arrebentou e a água destruiu a moradia de vários animais.
Estes então começaram a brigar entre si para saber quem seria o responsável por aquele desastre e a discussão ficou cada vez pior.
Para resolver o problema um deles deu a idéia de perguntar para a coruja que residia na árvore mais antiga dentre todas daquele bosque, visto ser considerada por todos o mais sábio dos animais.
Dona Coruja se sentiu muito lisonjeada e aceitou a incumbência de ser a mediadora do conflito que havia se instalado.
Convocou a bicharada e do alto de sua árvore contou a seguinte historia:
Um elefante e uma formiguinha estavam tentando atravessar uma ponte de madeira e cordas, mas o elefante estava com muito medo por ser pesado, então a formiga disse para ele que atravessaria e esperaria do outro lado da ponte.
Foi o que ela fez, e para encorajar o elefante ela ficava gritando do outro lado para que seu amigo conseguisse atravessar a ponte.
Cada passo que o elefante dava quebrava as madeiras da ponte, quando ele chegou do outro lado, a ponte ficou completamente destruída.
A formiguinha olhando para a ponte semi destruída disse para o amigo elefante:
- Meu Deus você viu o que nos fizemos com a ponte?
Faça-me o favor Dona Coruja esta estória é bem manjada, né?
Quanto a enchente na floresta me lembra muito as enchentes que acontecem em outra floresta, não de árvores e vegetação diversas, mas, de edifícios, casas e avenidas.
Sabe de uma coisa deixa pra lá, afinal, esta enchente é conseqüência de má administração e desleixo do próprio homem.
Voltando a estória, Dona Coruja fez com que os animais entendessem que ninguém em especial era culpado pela destruição da ponte, mas, que todos juntos faziam parte daquele acontecimento e que somente juntos poderiam estudar uma forma de construir uma nova ponte mais segura.
É muito comum nas empresas procurar culpados e vilões para jogar a responsabilidade por algo que não deu certo.
Muitas vezes o gestor procura criticar seus colaboradores para aliviar suas próprias deficiências.
Antes de ficar buscando culpado o ideal é compreender o que esta ocorrendo não apenas superficialmente, mas de uma forma profunda, para isso, examine a situação, os bastidores, o contexto e tente entender o que está ocorrendo.
Deixe claro para o grupo que a situação somente será resolvida, se todos falarem abertamente e honestamente sobre o problema.
Sei que é mais fácil eleger culpados do que refletir honestamente sobre as causas de coisas que não deram certo.
Dona Coruja tem razão todos têm que assumir a responsabilidade das ações do grupo, sejam elas positivas ou não.
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Autor
Rubens Fava é formado em Ciências Econômicas e Administração com ênfase em marketing, especialização em Productivity Improvement pelo JPC – Japan Productivity Center for Sócio-Economic Development – Tokyo - Japan, Teoria das Restrições – Institute Goldratt – Saint Paul – USA., Management Study – Baldwin-Wallace College – Berea – Ohio – USA. Mestre em Administração pelo ESADE de Barcelona ES e doutorando em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina - USFC. Autor dos livros Caminhos da Administração, Arauto, Gestão Empresarial – Volume II, Um tributo a Peter Drucker – capítulo 2, Gestão & Administração – A trajetória de uma executiva de sucesso e Espiritualidade Organizacional.
É autor dos livros
1- Caminhos da Administração.
2- A trajetória de uma executiva de sucesso.
3- Espiritualidade Organizacional
É autor dos livros
1- Caminhos da Administração.
2- A trajetória de uma executiva de sucesso.
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