Você tem medo de um fracasso no trabalho? Talvez muitos desconfiem desse tema, achando que é coisa de pessoas mal resolvidas, complexadas ou inexperientes, mas talvez se surpreendam e admitam que já sentiram ou viveram essa sensação. Atualmente o comportamento afeta cerca da maioria dos jovens profiisionais na faixa de 22 a 25 anos que estão iniciando carreira numa empresa. É grave e demonstra o desafio de um jovem ao iniciar um trabalho novo, ter que lidar com pressões, pessoas e situações extremamente complexas, correndo o risco de comprometer todo o desenvolvimento que muitos dedicam ao esforço de uma promoção ou nas horas de estudo para ocupar o cargo tão sonhado e ter se deparar com fatos tão inusitados que o colocam numa fogueira, onde terão de resolver grandes problemas, executar tarefas dificeis e lidar com gente muitas vezes insatisfeita, despreparada ou cansada. Tudo ao mesmo tempo em dividir-se com suas novas responsabilidades e a superação do medo, da insegurança. Tudo isso, por outro lado, vem auxiliando as empresas a melhorar o seu processo de seleção, levando em conta perfil psicológico, muito além das experiencias profissionais de um futuro colaborador. Fatores que são hoje mais atrelado às responsabilidades de um cargo, proporcionando maior assertividade e otimizando o ambiente de trabalho. Mas quais podem ser os motivos que definem melhor toda essa apreensão e o surgimento ou florescimento desses medos, levando profissionais a fracassarem? Para a especialista em Gestão de Pessoas Adriana Gomes existem hipóteses dos motivos que os profissionais adquirem para ter esse receio. Segundo aponta, podem surgir como alguns questionamentos: não se sentem capazes de enfrentar desafios? o que seria o sucesso? O que os faz acreditar que possa ser algo inatingível? quais as referências de sucesso que os levam a crer em algo tão difícil ou distante de conquistar? O que significa fracassar, exatamente? Para ela as definições de sucesso e fracasso são extremamente importantes, pois assim é que será possível elaborar as ações necessárias para conseguir um e evitar o outro. Quando o conceito é genérico ou difuso, fica difícil reconhecer se o que se está fazendo leva para um caminho ou outro. “Quem tem medo do fracasso parece viver sob ansiedade constante. Em minha opinião, existem três reações possíveis a essa situação: 1. O enfrentamento – o medo serve como mola propulsora para seguir adiante e se superar; 2. A fuga – com a percepção de que não há energia, motivação nem condições suficientes para o enfrentamento, o risco parece maior que a capacidade de lutar. O melhor a fazer é fugir, mudar de rumo, tentar outra coisa; 3. A paralisia – quando a percepção de que a ameaça é grande, o medo se torna insuportável e a pessoa é inundada por uma sensação de paralisia. Fica imóvel, refém de seus sentimentos, com a sensação de estar perdida e sem saber o que fazer.” Afirma ainda que é preciso avaliar o cenário para ver qual será sua reação. Há casos em que abandonar é a melhor opção. Porém, o argumento não deve ser o medo e, sim, uma avaliação cuidadosa do contexto e, mais ainda, das reais condições pessoais para o enfrentamento. “Não é fácil expor os próprios medos. Afinal, aprendemos que nossas fragilidades devem ser escondidas. Acontece que todos, em maior ou menor grau, têm medo de fracassar, seja em uma entrevista de seleção, no desenvolvimento de uma nova tarefa, na conquista de alguém, em um exame… Porém, é preciso analisar as conseqüências desse fracasso – o quanto isso compromete sua vida e seus projetos. É relevante levar em consideração também se houve investimento suficiente no preparo para encarar tal empreitada. Se não houve, o melhor é se dedicar melhor. Estudar, conversar com pessoas que passaram pela mesma situação e pesquisar a respeito são atitudes que minimizam o medo e aumentam a autoconfiança.” O professor da YALE, Universidade norte americana, e escritor Jeffrey Sonnenfeld, afirma que um fracasso no trabalho ou uma demissão não é o fim da linha para um profissional. Eleito um dos principais estudiosos da questão da liderança no mundo dos negócios pela revista americana Fast Company, escreveu o livro Firing Back: How Great Leaders Rebound After Career Disasters (algo como Dando a Volta por Cima: como os Grandes Líderes se Recuperam Depois de Desastres na Carreira). Ele afirma que o maior erro é fingir que não houve nada, negar a situação e ter vergonha do que aconteceu. O segundo erro é remoer a tristeza causada pela demissão. Em geral, as pessoas costumam se sentir humilhadas e hostilizadas. Colocam-se no papel de vítimas de uma decisão injusta, e isso impede que elas reajam. O terceiro erro é ficar paralisado. Nessas horas, os amigos dão conselhos bem-intencionados, mas que não costumam funcionar. Dizem coisas como “siga sua vida”, “recolha os cacos”, “amanhã é um novo dia”. São clichês perigosos. O fundamental para não entrar em depressão é agir. O empenho e a dedicação para agir são muito importantes. Não é o momento de tirar férias. É melhor reconhecer que o estresse existe e deve ser tratado. Ele pode ser um elemento de motivação. “O fracasso não é necessariamente algo ruim. As pessoas aprendem errando. Todos os grandes empreendedores erraram em algum momento de sua vida. Em geral, os líderes que não escondem seus erros inspiram mais confiança que aqueles que preferem não admiti-los.” Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76762-6012,00.html http://www.clickcarreira.com.br/Artigo.aspx?id=1408 http://www.vidaecarreira.com.br/dicas.htm