30 de julho de 2010, às 21h30min

O Mito da Delegação

Na administração de empresas sempre se acreditou que a centralização era uma das piores práticas dos maus empresários. Entretanto neste artigo estamos tentando desmistificar tal afirmação.

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O MITO DA DELEGAÇÃO

Nelson Kafruni - Professor Universitário

Dificilmente ouvimos nos cursos e práticas da administração que a centralização também é benéfica.

Todos, em geral, dizem que é uma das grandes pragas da gestão de empresas. O Centralizador, o mandão, o que inibe os subordinados, enfim, sempre é taxado de alguém que prejudica o desenvolvimento da empresa. Pois este mão-de-ferro tem sido responsável pelo sucesso e crescimento das maiores empresas do mundo.

Quando se pesquisa a história das grandes empresas, em qualquer nível e em qualquer país, se constata, em sua grande maioria, a existência do centralizador.

Tentem lembrar na história das grandes empresas que conhecem e sempre encontrarão a figura do líder que a conduziu de maneira quase despótica, mas que a levou ao patamar das empresas reconhecidas como bem sucedidas.

Ford – Henry Ford

General Motors – Alfred Sloan

Grupo Votorantim – Ermirio de Moraes

Microsoft – Bill Gates

IBM – Thomas J. Watson

Siderúrgica Riograndense – Jorge Gerdau Johanpetter

Rede Globo – Roberto Marinho

Ferramentas Gerais – Walter Hertz

Algumas, como a Caldas Junior - Breno Caldas e a Varig – Ruben Berta, sucumbiram após a morte de seu líder.

Foram poucas as empresas que conseguiram o sucesso utilizando a divisão de poderes nos primórdios de sua caminhada. A razão é simples: a divisão de poderes inibe a criatividade, torna lenta a tomada de decisões, cria problemas comportamentais.

Não é a centralização que assegura o desenvolvimento da empresa, mas a sua falta é que dificulta muito.

O que se constatou é que as empresas que cresceram muito tiveram o centralizador na sua base. Eram aqueles que possuiam uma idéia bem claro do que pretendiam para o seu negócio. Foco no mercado, valores, visão e estilo próprios de gestão.

Vários deles quebraram suas empresas ou as deixaram pequenas e sem futuro. Mas, as que chegaram lá, que venceram, cresceram e tiveram e ainda tem lugar de destaque, foram em sua grande maioria, fruto do desempenho do mão-de-ferro, egoista, desposta e solitário empreendedor.

A razão do sucesso desses homens é que eles tinham em sua mente a maneira de agir o "planejamento estratégico" de hoje. Seus valores e pricípios em muito se assemelham ao que se pratica hoje na administração moderna. São valores que devem ser seguidos por todos os que tomam decisões na empresa. Numa administração dividida entre vários donos ou mandantes isso dificilmente acontecia.

Quando a delegação foi introduzida como um modelo a ser seguido mais prejudicou do que ajudou. Não havia o conceito de missão e visão. Era cada um querendo que sua área fosse a mais importante. Imaginem uma fábrica de cadeiras: para o homen de marketing o ideal era produzir 20 modelos diferentes, para o homem de produção o ideal seria a produção de 1 modelo, para o homem de finanças talvez nem 20 nem 1, quem sabe 5. Quem decidiria? Todos queriam maximizar suas funções. Até com a utilização de fórmulas científicas. A fórmula do lote econômico de compra, do lote econômico de produção, a fórmula de maximização do lucro, etc. Era isso que a teoria mandava. Só que ninguém lembrava de maximizar a empresa. Este o grande objetivo do administrador profissional, maximizar a empresa para sua sobrevivência e desenvolvimento ao longo do tempo. Nada mais simples, nada mais difícil!

 

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Autor

Professor: NELSON KAFRUNI

Graduação: Administração de Empresas - UFRGS (1971)

Pós-graduação em Gestão de Pessoas.

Professor Titular da Disciplina de Análise Empresarial do Curso de Administração de Empresas da Faculdade São Judas Tadeu: - Disciplina do último ano e que integra os conceitos emitidos nas demais disciplinas do Curso. Professor Titular da Escola de Engenharia da PUC/RS das disciplinas de Estudo de Movimentos e de Tempos e de Análise de Métodos de 1972 a 1982

Professor dos Cursos de Capacitação Gerencial do SEBRAE. Participa dos Cursos de Treinamento, desde o início do SEBRAE/RS, nas áreas de Liderança, Gerência, Motivação, Negociação e Marketing. Possui Curso de Maestria em Sala de Aula (78 horas). Consultor dos programas de Consultoria do SEBRAE/RS e Instrutor do Curso de Orientação para o Crédito do Programa Brasil Empreendedor. Autor de vários polígrafos da Instituição.

Consultor de Empresas. Além das consultorias nas áreas de suas especializações desenvolveu diversos programas de treinamento de executivos especialmente voltados a Liderança e Comunicação Interpessoal. Algumas empresas que participaram como clientes: Grupo RBS (Empresa Jornalística Zero Hora), Grupo TRAMONTINA, Supermercado NACIONAL, Grupo EFFEM, Grupo GBOEX, Grupo APLUB, Tintas KILLING, DHB, SISPRO, FEDERASUL, SENAI, SEBRAE, EBERLE, ACI/NH, CENTRO TECNOLÓGICO DO CALÇADO (NH)

CENTRO TECNOLÓGICO DO COURO (E.Velha)

Já ministrou mais de 400 Cursos para mais de 6000 participantes.

Diretor da Cia. de Seguros Previdência do Sul de 1979 a 1982.

Diretor da Secretaria de Indústria e Comércio do Estado do RGS de 1971 a 1972

Responsável pela áreas de Recursos Humanos do Grupo APLUB de 1976 a 1986 onde desenvolveu Seminários de Desenvolvimento de Executivos e Treinamento de Vendas para as empresas do Grupo.

 
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que saco, to loco atraz de uma jaqueta dessas
 
Exelente material
 
gostaria de saber quem trabalha em banco que não trabalha sabado e domingo se os três dias ja começa...
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