19 de maio de 2009, às 09h36min

O Poder do Batom: Liderança Feminina como Vantagem Competitiva

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A incorporação da inteligência feminina no processo decisório das empresas como fonte de vantagem competitiva tem sido um dos argumentos mais freqüentes quando se analisa formas de aumentar, nesse momento de crise e incertezas, a competitividade de produtos, negócios e empresas. Várias empresas no Brasil começam a adotar uma “Gender Policy”.

Aprisionadas por uma cultura empresarial onde predominavam crenças como “Você é pago para fazer e não para pensar” ou pelo célebre “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, as empresas da Era Industrial desperdiçaram o potencial da competência feminina, confinando-a a tarefas rotineiras e subalternas, na obsessiva busca da economia de escala.

Acontece que na Era dos Serviços na qual vivemos, a matéria prima básica é a imaginação humana, a criatividade, a inovação. As empresas que desejam sobreviver nesse novo cenário não podem mais se dar ao luxo de selecionar apenas uns poucos para pensar enquanto engaiola a maioria da sua força produtiva na execução. Também não podem mais prescindir do emocional das pessoas e contar apenas com seu lado racional no dia-a-dia do trabalho.

O compartilhamento do poder decisório com as mulheres no mundo corporativo passou a ser questão de sobrevivência das empresas competitivas. Essas empresas precisam de todos pensando, criando, inovando. E precisam utilizar melhor a diversidade de seus talentos, verdadeira riqueza que tem sido negligenciada pelas exigências de padronização de comportamentos até há pouco vigentes. Talento criativo não tem sexo, cor, nacionalidade, tamanho ou idade.

É importante ter em mente que o sexo feminino já é maioria na população em 25 dos 27 estados brasileiros. As mulheres serão muito mais aptas que ninguém para desenhar produtos e serviços capazes de realizar o sonho e encantar essa crescente massa de consumidoras femininas nos grandes centros urbanos. Essa tendência salta aos olhos nos Estados Unidos, onde cerca de 8 milhões de empresas já são dirigidas por mulheres.

Não se trata de defender uma suposta supremacia feminina na liderança dos negócios. Mas sim da heterogeneidade de percepções que a mistura de sexos proporciona. Uma empresa com homens e mulheres na direção tem uma visão muito mais ampla que aquelas onde apenas os homens comandam.

Não é por mera coincidência que em todas as recentes listas das “Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil”, parte considerável dos cargos gerenciais estejam sendo ocupados por mulheres. Provavelmente essa é uma das razões para essas empresas serem classificadas entre melhores nesse momento em que a caça ao talento virou um dos esportes favoritos das empresas vencedoras.

Algumas características do universo feminino que, de forma preconceituosa, eram consideradas como fraquezas —impulso para acomodar situações, sensibilidade para a necessidade dos outros, preocupações comunitárias, etc.— viraram vantagens no mundo corporativo atual. Além disso, todos sabemos que as mulheres valorizam mais o trabalho em equipe; são mais perseverantes e constantes; são menos imediatistas e mais capazes de raciocinar no longo prazo; sobrevivem melhor em tempos de aperto; possuem maior abertura e flexibilidade para o aprendizado constante. Todas essas são características naturais nas mulheres. Ironicamente, as empresas têm gasto verdadeiras fortunas tentando desenvolver essas características entre seus dirigentes predominantemente masculinos. Pense em apenas duas delas: capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo e flexibilidade. Convenceu-se do argumento? Felizmente, o “poder do batom” está se tornando uma realidade sem a radicalização que caracterizou os primeiros passos do movimento feminista e as mulheres competentes têm evitado a tentação de imitação do universo masculino.

Felizmente também não se pensa em um “sistema de cotas” para mulheres. O único sistema válido para promover pessoas é o da Meritocracia. Mas precisamos incluir as mulheres nas avaliações de potencial e de mérito. Não podemos mias nos dar ao luxo de excluí-las e prescindir da inteligência feminina nas nossas empresas. As mulheres têm um grande papel a desempenhar nesse momento de crise e de incertezas, dotando as empresas de vantagem competitiva inquestionável.

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César Souza (cesarsouza@empreenda.net) Consultor, autor, palestrante e presidente da Empreenda Consultoria nas áreas de Estratégia, Mkt e RH.
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Consultor, palestrante e autor, César Souza é presidente da EMPREENDA®, consultoria que constrói soluções com seus clientes para os desafios de criar e executar estratégias inovadoras; desenvolver líderes inspiradores; e cultivar relacionamento diferenciado com clientes / canais.

 

Consultor de várias empresas da lista das 100 Maiores e Melhores do Brasil.

Apontado como um dos palestrantes mais requisitados do Brasil pela revista Exame (nov 2004) e, mais recentemente pelo jornal O Globo (dez 2007).

César é autor dos bestsellers, "VOCÊ É DO TAMANHO DE SEUS SONHOS" (5º lugar na Lista de Livros de Negócios Mais Vendidos no Brasil, segundo a Revista Veja) e "VOCÊ É O LIDER DA SUA VIDA" (50 mil exemplares vendidos em 2008), "SUPERDICAS PARA CONQUISTAR CLIENTES e para um Atendimento 5 Estrelas" (Top 10 dos livros mais vendidos de marketing em 2009) e acaba de lançar "CARTAS A UMJOVEM LÍDER".

 

Com sólida experiência como executivo, César Souza foi até 1998 Vice Presidente da Odebrecht of América, Inc, radicado em Washington nos EUA, onde implementou uma visão de negócio que muito contribuiu para a internacionalização da empresa. Abriu mercados, implantou a empresa e conquistou contratos em Portugal, Argentina e Angola.

 

Em 1992, o World Economic Fórum o nomeou como um dos "200 Global Leaders for Tomorrow". Até 2001 foi sócio-diretor do Monitor Group, empresa fundada por Michael Porter.

 

César Souza foi apontado pela revista Exame e pelo jornal O Globo como um dos palestrantes mais requisitados do Brasil e indicado como um dos 5 Top Of Mind 2010, categoria "Palestrante do Ano". È protagonista da série "Lideres em Ação", veiculada na ManagementTV, da HSM. È a primeira série brasileira sobre liderança na Televisão brasileira.

 

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