03 de abril de 2010, às 23h08min

Para cinco especialistas ouvidos por EXAME, é necessário controlar gastos públicos em tempos de bonança para evitar um calote quando a maré virar

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Mal o mundo começou a retomar o fôlego após a crise que foi considerada por muitos a mais grave desde 1929 e uma nova onda de temor atingiu os mercados de capitais ao redor do globo. Enquanto na Europa os Piigs (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, na sigla em inglês) se veem às voltas com a possibilidade de calote, do outro lado do Atlântico o Brasil goza de uma confortável situação econômica. Com suas contas sob controle e a perspectiva de crescimento em torno dos 5% em 2010, o país desponta no cenário mundial como um dos mais bem preparados para enfrentar os tempos de turbulência. Mas será que a crise poderá trazer algum benefício ao Brasil? EXAME fez essa pergunta a cinco especialistas. Confira as respostas abaixo:

 

Rodrigo Azevedo, ex-diretor do Banco Central e sócio da JGP Gestão de Recursos: O Brasil mostrou ao mundo como é importante ter uma boa política fiscal, controlando gastos mesmo em tempos de bonança. É por isso que o país está conseguindo lidar bem com a crise. A Grécia fez exatamente o contrário: aumentou seus gastos nos tempos de fartura e, agora, estamos vendo o resultado dessa escolha. A percepção de que o Brasil é mais seguro do que se imaginava deriva não só da constatação de que o país está muito bem, mas também do fato de que os outros estão mal. Mas é necessário ficar atento. Hoje o Brasil se destaca por sua solidez, mas isso não quer dizer que será sempre assim. É preciso persistir no controle fiscal, principalmente num país que tem um passado tão tumultuado. A imagem de segurança é uma conquista recente, e só se manterá se o controle de gastos persistir. Até o momento, o impacto da crise sobre o Brasil foi muito pequeno, muito menor do que seria tempos atrás. Mesmo num cenário muito ruim lá fora, o contágio deve ser baixo. Prova disso é o prêmio de risco cobrado do país, que subiu muito pouco. O CDS (Credit Default Swap, um derivativo de crédito utilizado como seguro contra calote e que serve de termômetro do risco de um país) passou de 1,23% ao ano no final de dezembro para 1,35% ao ano agora. Na Grécia, o percentual cobrado atualmente está em 3,70%.

 

Alexandre Schwartsman, economista-chefe do Grupo Santander: Crise nunca é bom pra ninguém. Mas se há um ponto positivo é mostrar os limites da irresponsabilidade fiscal. O Brasil está bem devido ao controle de suas contas, resultado de anos de trabalho. Isso fica como lição. Enquanto o país garantir aos investidores ter de volta o que foi aplicado, será visto como seguro. E isso já vem acontecendo há algum tempo, mesmo antes de o país receber o grau de investimento. Quando o cenário internacional estiver um pouco mais definido, é provável que os investimentos migrem para países com boas perspectivas de crescimento e que se saíram bem na crise, como Brasil, China e Índia. Vale ressaltar, entretanto, que a nota de risco do Brasil não vai aumentar somente porque a dos outros países está piorando. Há uma melhora na percepção do Brasil porque os outros países não estão bem, mas isso não significa que nós estamos melhor. Imagine um aluno que sempre tirou nota 6 na escola. Enquanto os outros tiravam 8, ele não aparecia. Mas, quando os outros começam a tirar 3, ele se destaca. A nota dele, porém, continua sendo 6. É isso o que está acontecendo com o Brasil. Por enquanto, a crise não está impactando juros, inflação e exportações. Se houver um calote na Europa, daí a situação pode piorar, com efeito negativo sobre inflação e câmbio. Mas esse cenário é muito remoto.

 

Alessandra Ribeiro, economista-chefe da consultoria Tendências: Pode-se dizer que o efeito positivo dessa crise será derivado do medo. O que se vê agora na Europa serve de alerta para o Brasil. Desde a saída de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda temos tido uma piora nos gastos públicos. E são gastos que não são passíveis de reversão, como aumento do funcionalismo e da Previdência, o Tesouro concedendo financiamento para o BNDES... Nossa dívida bruta aumentou 10 pontos percentuais com a crise. Se isso continuar, a situação do Brasil logo vai piorar. Por enquanto, o principal reflexo da crise no Brasil foi a saída de recursos da bolsa. Mesmo com os Estados Unidos fragilizados, os títulos públicos americanos continuam sendo o porto-seguro dos investidores. Num primeiro momento, é natural que eles se refugiem nos títulos americanos, mas conforme o cenário vá ficando mais claro, é de se esperar que os investimentos voltem para o Brasil. Com a crise, a Europa deve ficar menos atrativa, e com isso, grande parte dos investimentos deve ir para países com boas perspectivas de crescimento, como o Brasil.

 

Mauro Leos, vice-presidente de Crédito para a América Latina da Moody's: Os medos que existem na Europa não estão presentes no Brasil. Os fluxos de capitais continuam bons, não há problemas de crédito. A imagem do Brasil no exterior se fortaleceu. Mas essa melhora não é de agora, vem desde o grau de investimento. Em momentos de crise, os investidores sempre tendem a ser mais conservadores. Ainda que não haja uma contaminação no Brasil, é natural haver fuga de capital para títulos do Tesouro americano. O regresso desses recursos vai depender da situação global. O Brasil tem a vantagem de apresentar um grande potencial de crescimento. É isso que o coloca à frente de outros países também estáveis, como o México. Essa posição é fruto de uma disciplina fiscal, cultivada ao longo do tempo. Mas é preciso ter cautela para que não haja um excesso de otimismo e também para que se mantenha o controle das contas.

 

Sebastián Briozzo, diretor do Núcleo de Análises Soberanas da Standard & Poor's: No passado, as economias da América Latina sofriam muito com crises internacionais. A resposta dos países sempre era o aumento de juros. Dessa vez foi diferente, e isso é resultado de uma política econômica responsável. Ao contrário dos países na Europa, que estão crescendo com grandes desequilíbrios econômicos, o Brasil está crescendo de forma saudável. Essa crise reforça a visão de que o país está mais seguro, e é possível que ele receba mais investimentos no futuro. A volatilidade no mercado de capitais, no entanto, deve continuar.

( Francine De Lorenzo - EXAME )

 

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A fraqueza, quando bem compreendida, pode ser nossa melhor aliada, pois é ela que nos indica para onde nossos esforços podem e devem ser direcionados. Quando você começa a identificar sua fraqueza com exatidão; quando você passa a compreendê-la tal qual ela é, ela se transforma em sua aliada, em lugar de inimiga. A fraqueza é na verdade uma oportunidade, uma chance que se renova para que alguém possa se tornar significativamente mais forte. Não se envergonhe das suas fraquezas, pois são exatamente elas que podem vir a se tornar seu maior trunfo. são elas que irão pavimentar a estrada para as grandes e preciosas realizações. Entretanto, suplantar as suas fraquezas é ainda melhor, porque elas podem levá-lo a Deus, e com a força de Deus suas fraquezas farão com que você conheça a vitória genuína. Tenha a coragem de olhar para as suas fraquezas, compreendê-las, trabalhar nelas, e você irá criar uma nova e poderosa força que se perpetuará por muitos e muitos anos. Tudo o que você acredita com sentimento se torna realidade para você e se manifesta no mundo. Você só será capaz de realizar aquilo que julgar capaz através da fé e aquilo a que se fizer capaz através da ação. Acredite em si mesmo, aja em direção aos seus objetivos.
Às vezes, existe a reprimenda, mas lembrem-se: sempre é para o seu próprio bem. Que a fé, a verdadeira fé, cresça no coração de cada um, dando-lhes força, dando-lhes alento, colocando-os no caminho da luz para que possam cursar e aproveitar cada lição ministrada nesta escola chamada Terra. Fiquem em paz.Acredite, você foi feito para o sucesso!

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