30 de junho de 2009, às 01h22min
"Pensamentos de Pascal"
Sobre a existência de Deus:
Já que não se pode provar nem que Deus existe, nem que Deus não existe, já que não se pode provar que haverá ou não salvação eterna - só se pode apostar. Mas, ao se apostar, deve-se levar em conta as perdas e os ganhos; assim, caso se aposte que Deus não existe, e ele existir, está-se perdido; caso se aposte que Deus existe, e ele não existir, nada acontece. Deve-se então apostar na existência de Deus, pois a condição humana é risco, perigo de fracasso e esperança de vitória: o homem sente que Deus existe quando experimenta cruelmente sua ausência.
Sobre o método:
Para cada problema preciso, deve-se elaborar o método preciso para resolvê-lo.
Enfrentar os espaços infinitos: o infinito em grandeza e o infinito em pequenez.
O que é o paradoxo:
A verdade é sempre a reunião dos contrários e o homem é um ser paradoxal, ao mesmo tempo grande e pequeno, fraco e forte.
A oposição faz aparecer a ordem e a ordem faz aparecer a oposição.
O seu princípio de grandeza, me faz refletir sobre a hipótese da infinitude ou finitude do universo: como imaginar algo que nunca tem fim? Em seguida me coloco a pensar: e se tiver fim, o que há depois de seu limite? A experiência de nossa existência no planeta terra com todas as formas de vida que aqui residem, também é de tirar o sono. Se temos ou não companhia no universo; se tal companhia é boa ou má (deve ser boa, pois nunca nos criaram problemas) e por fim, quando vejo as relações humanas de luta pelo poder, as guerras, a péssima distribuição das riquezas, a destruição das demais espécies, o imperialismo e tantas formas de disputas, faço uma pergunta (em pensamento) a Pascal: qual a probabilidade de nosso desaparecimento (natural ou induzido) como ocorreu aos dinossauros? E, vale a pena o que está sendo feito?
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Autor
Sebastião Sibá Machado Oliveira, um errante nordestino que passou pelo estado de são Paulo e Pará, fixando-se no Acre em 1986. Bacharel em Geografia e Mestrando em Desenvolvimento Regional pela Ufac, foi comerciário, camponês, cobrador de ônibus, Dirigente Sindical, Dirigente Partidário, secretário de Estado e Senador da República.
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