1. INTRODUÇÃO O referido artigo tem por finalidade mostrar uma análise quanto ao perfil ideal para a liderança na condução de equipes de sucesso nas empresas offshore. E, a partir dessa análise, também, mostrar os riscos que a empresa offshore corre na tomada de decisão, quando possui um líder autocrático na gestão equipe. O artigo pretende contribuir para que as empresas do setor offshore direcionem melhor a sua Liderança. O nascimento de empresas offshore é contínuo no mundo inteiro, surgindo mais empresas e mais pessoas e oferecendo oportunidade de futuro próspero nas cidades onde são instaladas. As empresas offshore mantêm o sucesso de sua equipe mediante a liderança que tem na condução da mesma. A disputa pela liderança entre os grupos tem sido o principal obstáculo à consolidação nas equipes, resumindo a equipe em líder “distanciado” das equipes. A partir desse “distanciamento” surge uma necessidade urgente na avaliação dos executivos dos setores. Uma alternativa, que a avaliação seja realizada por um importante membro do grupo empresarial. A nova visão das empresas, provocada pelas atuais exigências do mercado, passou a exigir um novo tipo de líder, um líder participativo e comprometido com a organização nas quais seus conhecimentos, a sua criatividade, a sua autonomia, a sua habilidade de trabalhar em equipe, em motivar pessoas e serem reconhecidos como autoridades serão ferramentas utilizadas para o desenvolvimento de sua função. Assim é o líder democrático. Essas novas exigências fizeram com que as empresas repensassem o conceito sobre liderança e principalmente sobre o tipo de líder que a organização necessita. Uma liderança autocrática pode trazer sérios prejuízos e riscos à organização, seja ela de grande, médio ou pequeno porte, pública ou privada, com ou sem fins lucrativos. As empresas offshore estão conscientes de que a eficácia de sua gerência e da participação de toda a equipe depende, em grande parte, do exercício efetivo da liderança? Como todos sabem as empresas do setor offshore vivem num mercado onde as mudanças são constantes, e a concorrência aumenta diariamente. Com isso, é necessário que as empresas tenham sua liderança “afiada” para não perder as oportunidades que são oferecidas pelo mercado. 2. DESENVOLVIMENTO Na Organização, é a liderança que dá condições de existência ao trabalho em equipe. O Líder, por meio de sua ação ,obtém a cooperação entre as pessoas estabelece, mantém e desenvolve uma direção aceita por todos; promove a convergência de diferentes percepções, interesses e objetivos. Sem a presença do Líder, as pessoas (enquanto grupo) terão dificuldade até para dar conta dos requisitos de papel, porque a sinergia se sucederá à entropia do micro-sistema que elas constituem. O papel da liderança, segundo Aparecida Lima dos Santos[1] e outros autores[2], constitui-se de diversas formas. Na liderança autocrática, por exemplo, o líder centraliza totalmente a autoridade e as decisões. Os subordinados não têm nenhuma liberdade de escolha. O líder autocrático é dominador, emite ordens e espera obediência cega dos subordinados. Os grupos submetidos à liderança autocrática apresentam maior volume de trabalho produzido, com evidentes sinais de tensão, frustração e agressividade. O líder é temido pelo grupo, que só trabalha quando ele está presente. A liderança autocrática enfatiza somente o líder. Aparecida e outros autores destacam o Líder Democrático como aquele que mais se destaca na atual organização, pois para ele a união com o grupo é importante, então discute as suas idéias e permite que todos dêem suas idéias, discutindo com eles os processos para conseguir atingir as metas e objetivos da organização. Continuam os autores dizendo que o líder liberal é aquele que acredita que o grupo precisa traçar sozinho o seu objetivo, este tipo de líder tem pouca participação neste processo do grupo. Há, ainda, o líder situacional, elemento que surge dependendo da situação em que a organização se encontra, e procura adequar a sua liderança às diferentes situações que aparecem. Podemos mencionar o último modelo de liderança que é o líder emergente sendo aquele que surge para resolver determinados situações e problemas específicos. Para Hunter (2006), quando duas ou mais pessoas se reúnem com um propósito, há uma oportunidade de exercer a liderança. E o líder que não estiver cumprindo as tarefas e só se preocupar com o relacionamento não terá sua liderança assegurada. Então, a chave para exercer bem a liderança é executar as tarefas enquanto se constroem relacionamentos. A verdadeira liderança é difícil e requer muito esforço, que nossas intenções pouco significam se não forem acompanhadas de nossas ações. A liderança começa com a vontade, que é nossa única capacidade como ser humano para sintonizar intenções com nossas ações e escolher nosso comportamento. É preciso ter vontade para escolhermos amar, isto é, sentir as reais necessidades, e não os desejos, daqueles que lideram. Para entender a essas necessidades, precisamos nos dispor a servir e até mesmo nos sacrificar. Quando servimos e nos sacrificamos pelos outros, exercemos autoridade ou influencia. E quando exercemos autoridade com as pessoas, ganhamos o direito de sermos chamados de lideres. O líder exerce também a tarefa de ouvir ativamente, acontece que em sua cabeça o ouvir ativo requer esforço e o líder deve ser disciplinado para silenciar toda a conversação interna enquanto ouvimos outro ser humano. Isso exige sacrifício, uma doação de nós mesmos para da outra pessoa, class=Section2>mesmo que por poucos minutos. O ouvinte ativo tenta ver as coisas como quem fala as vê e sentir as coisas como quem fala as sente. Gerando empatia essa identificação com quem fala e requer muito esforço. Já para Fiorelli (2004), O líder que tem habilidade para orientar, possivelmente, esse requisito sintetiza todos os demais. Os líderes reconhecidos compreendem que a comunicação por meio de palavra constitui a base do estabelecimento da liderança e que todos os demais atributos são coadjuvantes para o processo de orientar. Alguns líderes cometem erros comportamentais, sem perceber a dimensão que esses erros grosseiros de comportamentos podem comprometer os esforços para estabelecer uma relação de genuína liderança. Os que se encontram descritos a seguir não esgotam as possibilidades dos erros existentes na liderança. Realizar atividades paralelas enquanto escuta é um dos erros comuns dos líderes. Há supervisores e gerentes que possuem o irritante e desagradável Hábito de dizer para o funcionário: “Vá falando enquanto andamos, assim já aproveitamos para saber o que se passa.” Esse comportamento revela má educação e demonstra, de forma inequívoca, para o subordinado, o que ele representa para o superior. O líder não deveria permitir interrupções por terceiros, aceitar que outras pessoas interrompam o diálogo com o subordinado ou com a equipe. Interrupções demonstram o grau de importância que as pessoas possuem para o interlocutor. Muitas vezes, a liderança destrói uma tentativa pelo subordinado, cultivada com esforço e até sofrimento, de manifestar importante emoção. A interrupção surge como um balde de água fria, verdadeira pá de cal e sepultar aquela expressão, talvez reação resultantes de longos períodos de reflexão e ansiedade. Ao ser interrompido, o subordinado ficará sujeito ao afloramento de mecanismo de defesa poderosos e poderá racionalizar se sentindo uma pessoa ignorada, o subordinado tende a isolar -se chegando a pensar que é melhor é deixar tudo como está e cuidar do seu trabalho etc. Escolher locais inadequados ao relacionamento inter pessoal , a inadequação pode ser real ou imaginaria, relacionada ao tipo de assunto ou ao estilo de interlocutor. Profissionais solicitados a relacionar atributos de líderes mencionam aspectos como riquezas, tipo físico, inteligência e conhecimentos com uma freqüência menor do que se poderia supor. Com efeito, os atributos considerados tipicamente “emocionais” dominam essa relação. Profissionais com diferentes níveis de formação e experiência, escolhidos ao acaso, mencionaram os seguintes atributos de pessoas recolhidas por eles, como líderes. Existe forte componente emocional no exercício da Liderança. Grandes Líderes da Humanidade comprovam essa percepção. O elo emocional com seus seguidores supera ou fortalece suas qualidades pessoais, ao mesmo tempo em que obscurece a percepção de seus potenciais defeitos por seus admiradores. Essa forma de liderança, essencialmente carismática, contudo, constitui um risco no ambiente organizacional, porque compromete a crítica. Nas palavras de Perrow ( 1976 ), citado por Fiorelli ( 2004 ) permanecem atuais “pois a liderança depende especialmente das circunstancias e das atribuições exigidas do líder”, o que significa que” o líder é uma pessoa sensível tanto aos seguidores como á situação ” ( Wagner III e Hollenbeck, 1999: 244). Para Fiorelli (2004), os líderes são pessoas significativas para os liderados. Elas possuem a capacidade de orientar em decisões crucias mostrarem-se presentes em momentos de fragilidade, proporcionar o amparo imprescindível em situações angustiantes. Por seu comportamento, os líderes deixam suas imagens marcadas permanente no inconsciente das pessoas para quais se tornam significativas. O verdadeiro Líder desenvolve no liderado, a percepção de relacionamento interpessoal, significativo, positivo e pro ativo, capaz de estimular à ação, ao desenvolvimento, sob o impulso do envolvimento emocional. Líderes elaboram emoções, irradiam energia psíquica. Líderes colocam as pessoas em ação. Para Fiorelli (2004), Surgem momentos de instabilidade e de incerteza, comuns no início de novas atividades e durante mudanças significativas no trabalho, pontuam a vida. Quando isso acontece, o indivíduo perde referências anteriores e necessita de novas para conseguir estabilidade emocional. Neste momento é necessário que o líder saiba usar os atributos da liderança, momento pelo qual quem se dispuser a ajudá-lo nessas situações, terá grande chance de se tornar uma pessoa significativa – talvez, um líder, para ele. O Administrador, ao ser eleito líder de um profissional (de forma consciente ou não), poderá orientá-lo e servirá de modelo para suas ações. Os atributos e característica dessas pessoas especiais e a forma como elas se ajustam às mudanças contínuas e aos desafios crescentes no campo cognitivo e emocional constituem referencias para todos aqueles que almejam exercer ou compreender esse papel. Um desses atributos é básico, comum a todos os líderes; uma condição necessária, embora não suficiente, para liderar: a capacidade de produzir visões. Para Fiorelli, o líder deve ter uma visão contínua e alertar-se para os perigos no horizonte e procura antecipar-se aos acontecimentos, ainda analisa, com a equipe, as causas de eventuais resultados negativos; o líder mantém as pessoas informadas dos resultados positivos e manifesta sua aparição pelas iniciativas que reforçam a persistência para atingir as metas e perseguir a visão. Já Gareth Morgan (1996), citado por Fiorelli, alerta que nas organizações, o trabalho cooperativo e harmonioso, na maioria das vezes, não acontece de forma espontânea. Ele vai além: “Os diferentes elementos da Organização são capazes de viverem vidas separadas e, freqüentemente, fazem isso”. Líderes neutralizam essas divisões e conflitos, polarizando os profissionais em direção à edificação de visões tornadas comuns a todos eles. Daí a importância da linguagem; a transmissão da visão requer, do líder, conhecimento da linguagem capaz de produzir efeitos emocionais nas pessoas. Ele possui sensibilidade para identificar e utilizar a linguagem compreensível pelos liderados, adaptando-a à situação. Não se estranhe que pessoas sem instrução sofisticada tornem – se líderes notáveis: elas, de maneira simples e objetiva, empregam a linguagem capaz de produzir emoções em seu público-alvo. Observe – se que, enquanto determinadas pessoas tangibilizam uma idéia a partir de palavras, outras requerem formas mais concretas para visualizar, desde pinturas, até modelos em escala reduzida. Linguagem compreende palavras e tudo o que possa estabelecer à comunicação, incluindo a forma de se vestir, o comportamento, a participação em eventos etc. O líder ajusta a linguagem às características da platéia, demonstrando a preocupação em criar percepção, no público – alvo, para a visão que ele possui . Estudar, compreender e praticar linguagem adequada às características dos liderados constitui o ponto de partida para que o Administrador, em qualquer nível da hierarquia, desperte a atenção e desenvolva a percepção favorável a suas idéias. Não basta, porém, construir e compartilhar a visão. É exigida do Líder organizacional outras habilidades, possíveis de ser desenvolvidas com dedicação e método, para reforçar e manter viva a visão. Fiorelli (2004),utilizando as palavras de (AT&T, 1991) diz: espera-se que o líder tenha habilidade para sustentar a visão e perseverar nos momentos em que as dificuldades contribuem para enfraquecer o ânimo das pessoas. Para Fiorelli (2004) os obstáculos pavimentam o cotidiano das Organizações, opondo-se ao cumprimento das filosofias que as norteiam e atendendo aos objetivos e planos de ação traçados. O Líder certifica – se de que todos entendem a visão e consegue relacioná-la às suas atividades diárias. Ele encontra-se presentes nos momentos em que pessoas podem esmorecer, pressionadas pelos revezes do cotidiano. Verificar – se, pois, a importância da presença para o líder – talvez, sua maior virtude. Sustentar a visão representa um fantástico desafio, porque ela é algo estritamente mental. O líder possui a capacidade de transformar essa construção intelectual em elementos tangíveis, capazes de produzir emoção em seus seguidores, Uma técnica é o uso de metáforas. Líderes possuem notável habilidade em produzi-las e adaptá-las a diferentes públicos – uma habilidade passível de desenvolvimento. Líderes demonstram compromisso com as causas que abraçam, por meio de sacrifícios pessoais, e os demonstram de forma inequívoca: eles encontram tempo para isso. 2.1.CARACTERÍSTICAS COGNITIVO – COMPORTAMENTAL Habilidade Interpessoal Segundo (adaptação de Miranda e Miranda, 1993) citado por Fiorelli o Líder tem características e reconhece que a responsabilidade maior por sua eficácia como líder é antes do que dos liderados. Os resultados que obtém dependem de suas habilidades interpessoais e que elas podem ser aprendidas e aperfeiçoadas; Não basta conhecer sobre essas habilidades: elas devem ser transformadas em comportamentos; os componentes emocionais constituem a base sobre a qual os comportamentos devem ser estabelecidos. Fiorelli (2004) diz que o auto conhecimento reveste-se de importância fundamental para quem pretende liderar pessoas, porque possibilita ao profissional alguma certeza e que não contamina, com seus conteúdos psíquicos, os comportamentos que manifesta e a interpretação que faz dos fenômenos que vivência. Ele também propicia melhor aceitação de críticas, à medida que o indivíduo aprende a reconhecer a influência de seus próprios conteúdos nas observações que lhe são trazidas por outros profissionais. Compreender em profundidade o uso que faz de seus mecanismos de defesa e os esquemas de pensamentos que utiliza, buscando identificá-los e neutralizá – los em suas atividades de liderança, proporciona ao líder um poderoso instrumento para aumentar sua eficiência. Somente se distribui o que se tem; o líder dever ter convicção de sua capacidade de obter sucesso e do acerto de suas decisões , combinando capacidade técnica e equilíbrio emocional para suportar os desafios do caminho em direção á visão. A autoconfiança permite ao profissional cercar-se de pessoas inteligentes e ativas, capazes de superá-los em muitos aspectos e de se desenvolverem , tornando-se auto-suficientes, a ponto de prescindirem de seu apoio. O líder trabalha para isso – esse comportamento distingue-o do simples manipulador, que cerceia o crescimento dos liderados. O fortalecimento da autoconfiança possibilita-lhe expandir a capacidade de dar e receber feedback, indispensável a todo aquele que se propõe a missão de liderar pessoas. Quando se cerca de profissionais medíocres, o superior angaria um coro permanente de áulicos, alimentando seus sentimentos de inferioridade; contudo, conseguirão resultados limitados às possibilidades da equipe. Ao cercar-se de pessoas de elevado potencial e competência, o líder crescerá, juntamente com seus liderados, em uma espiral ascendente de qualidade e produtividade. Segundo Fiorelli (2004), a criação da espiral de (auto) desenvolvimento, sem despertar sentimentos de inferioridade, medo de fracasso perante ou receio de ser superado ou substituído: requer, além de autoconfiança, a capacidade de demonstrar, por seus comportamentos. Participando de atividades que envolvam contatos pessoais ( o que não significa, necessariamente, ser extrovertido ) O líder utiliza a sua inteligência para aprender rapidamente as idéias, compreender com habilidade e sensibilidade as situações e participar na construção de soluções para problemas. Para conjugar a necessidade de manter ativa a visão do futuro com as imposições ditadas pelo cotidiano (o líder não pode conduzir seus liderados através de precipício intransponíveis), atuando como um fator de equilíbrio nos momentos adequados. O líder precisa ter estabilidade emocional Transforma seus conteúdos em expressões perceptíveis para os demais com entusiasmo. Sem resvalar na imprudência, permitindo-se experimentar de forma espontânea e ousada as inovações contínuas que o ambiente e as pessoas proporcionam – lhe. Para manter acesa a chama da visão, sem descuidar do senso prático que lhe permite compreender as questões relativas ás tarefas mais elementares, cujos detalhes tecem a delicada trama do reconhecimento. Sem esquecer que a confiança é a prudente rua de mão dupla, porque aquele que não nos confia outros também não conseguem neles despertá-las; De seus atos, para que a persistência não se cronifique em apegos a erros aos quais todos se encontrem sujeitos, possibilitando à vaidade dos sucessos obscurecerem a percepção da realidade; e o senso de justiça atua como eficácia nas situações de conflito entre profissionais. A percepção de injustiça neutraliza os esforços dos melhores programas de trabalho e destrói a motivação das pessoas; Para cumprir e fazer cumprir decisões tomadas em equilíbrio, ainda que discorde de algumas, sem incorrer no extremo da obstinação, como convêm aqueles que possuem confiança em suas possibilidades. Finalizando essa relação, espera-se do líder a disposição para desenvolver nos liderados, o que Albert Bandura, estudioso da aprendizagem social, citado por Fiorelli (2004), denominou de auto-eficácia, a convicção de que serão capazes de superar desafios. Para Fiorelli (2004), Observar, escutar e envolver – se com as questões dos liderados contribui para o desenvolvimento da compreensão. Ela requer genuína disposição interior de aceitar as informações, sem preconceitos e juízos de valor. Compreender não significa “concordar com”. O líder compreende as forças que movem os liderados adquire sensibilidade para perceber fraquezas e pontos fortes – sem isso, não saberá neutralizar aquelas e obter resultados como estes. “Ao compreender, “o líder discrimina a “figura” e o” fundo” nas mensagens, o essencial e o acessório; identifica esquemas de pensamentos e, até, mecanismo de defesa dos liderados. O líder compreende as forças que movem os liderados. Já Fiorelli (2004) diz que ao resumir as palavras do interlocutor, aquele que escuta, aumenta sua própria certeza de que compreendeu, assegura à outra pessoa que prestou atenção e entendeu, abre espaço para complementação e correções, demonstra envolvimento, possibilitando que conteúdos emocionais transpareçam em sua fala, possibilita, ao liderado, oportunidade de identificar esquemas rígidos de pensamento, dele mesmo ou do líder, enseja ao liderado reconhecer mecanismo de defesa presentes em sua fala ou comportamentos e dos quais não tornaria consciência de outra forma. O líder desempenha, querendo ou não, o papel de modelo para o liderado. Por esse motivo, manter e demonstrar absoluta congruência entre fala e ação, e entre suas falas em diferentes momentos, tem muita importância do ponto de vista emocional. Os comportamentos paradoxais do líder destroem sua imagem de pessoa significativa. O ante conhecimento permite-lhe manter-se atento a possíveis incongruências. O supervisor de uma equipe apregoava que a confiança constituía a base do relacionamento em sua seção: por outro lado, controlava rigorosamente o tempo de execução de cada atividade para certificar – se de que não havia ” acomodação. ” O Diretor de Recursos Humanos estabeleceu um programa de ” ética empresarial, entretanto, comparecia a eventos sem significado econômico ou estratégico para Organização, quando estes aconteciam próximos a competições esportivas de seu interesse. A necessidade de congruência pode forçar o líder a rever seus estilos de comportamento. Por exemplo, em um momento, deverá concentrar-se nos aspectos Humanos, à medida que identifique carência no campo emocional. Em outro momento, o mesmo líder deve disciplinar -se para tratar em profundidade questões ligadas ás tarefas ,porque a falta de perícia, apoio ou insumos pode estar conduzido os profissionais a sentimentos de ansiedade . Para aceitar a presença da demonstração de congruência do próprio líder em suas decisões e constituir o primeiro passo para aprender a lidar com eles. Isso requer humildade e flexibilidade. 2.2 Dar e receber feedback Nas palavras de Moscovici (1995), “feedback é um processo de ajuda para a mudança de comportamento; é comunicação a uma pessoa, ou grupo, no sentido de fornecer- lhe informações sobre como sua atuação está afetando outras pessoas .” Já para Fiorelli (2004), O líder que tem habilidade para orientar, possivelmente , esse requisito sintetiza todos os demais. Líderes reconhecidos compreendem que a comunicação por meio de palavra constitui a base do estabelecimento da liderança e que todos os demais atributos são coadjuvantes para o processo de orientar. Alguns líderes cometem erros comportamentais, erros grosseiros de comportamentos comprometem os esforços para estabelecer uma relação de genuína liderança. Os que se encontram descritos a seguir não esgotam as possibilidades. Realizar atividades paralelas enquanto escuta é um dos esgotam comuns dos líderes. Há supervisores e gerentes que possuem o irritante e desagradável Hábito de dizer para o funcionário: ” Vá falando enquanto andamos, assim já aproveitamos para saber o que se passa.” Esse comportamento revela má educação e demonstra, de forma inequívoca, para o subordinado, o que ele representa para o superior. Permitir interrupções por terceiros, aceitar que outras pessoas interrompam o diálogo com o subordinado ou com a equipe tem efeito semelhante. Interrupções demonstram o grau de importância que as pessoas possuem para o interlocutor. Muitas vezes, elas destroem uma tentativa pelo subordinado, cultivada com esforço e até sofrimento, de manifestar importante emoção. A interrupção surge como um balde de água fria, verdadeira pá de cal e sepultar aquela expressão, talvez resultantes de longos períodos de reflexão e ansiedade. Ao ser interrompido, o subordinado ficará sujeito ao afloramento de mecanismo de defesa poderosos e poderá racionalizar ( ” é , eu sou uma pessoa como todas as outras ” ), negar a realidade ( ” foi azar , tenho certeza de que ela dá importância a este assunto” ) ,isolar -se (” o negocio é deixar tudo como está e cuidar do meu trabalho “) etc. Escolher locais inadequados ao relacionamento inter pessoal , a inadequação pode ser real ou imaginaria, relacionada ao tipo de assunto ou ao estilo de interlocutor….. 2.3. Liderança em ação class=Section3> Para Slim citado por Fiorelli (2004), a Liderança é do espírito, composta de personalidade e visão, sua prática é uma arte… Aquela combinação de persuasão, compulsão e exemplo que leva os outros a fazer o que você quer que eles façam. Necessidade de liderança eficaz. Há atualmente uma necessidade eficaz nos níveis mais altos de nossas organizações, desde o Congresso até as que têm por objetivo o lucro ou as que não visam lucro. Na verdade, Perot, o dinâmico fundador da EDS (mais tarde vendida para a GM), citado por Fiorelli (2004), acredita firmemente que ” nosso país está necessitando de liderança no setor empresarial e também no político. Falta de liderança é o maior problema que temos para tornar esta nação competitiva. “ class=Section4>2 .4 Liderança versus administração Algumas técnicas que podem ajudar o líder a aumentar sua eficácia. Espere o melhor das pessoas, para haver liderança eficaz é essencial que haja conscientização de que você deve supor o melhor das pessoas, para que eles dêem o melhor de si. Se você espera o melhor delas e estabelece objetivos de desempenho realistas e difíceis, sua expectativa vai agir de forma a cumprir essa profecia. Porém, você deve confirmar no seu pessoal e fazer o que disse que ia class=Section5>fazer. Mantenha sua auto-estima positiva. Um estudo de cerca de 100 lideres de projeção de áreas diferentes revelou que um fator para a liderança eficaz é se sentir bem com você mesmo. Não estamos falando de arrogância ou de auto – adoração, porém no auto – respeito sincero, baseado em seus pontos fortes e fracos e no desejo de melhores habilidades, desenvolve o grupo todo, os lideres eficazes com freqüência farão um esforço consciente para se sentar e falar com cada membro do grupo. Eles irão focalizar o desenvolvimento dos membros individualmente e vão além, desenvolvendo o grupo e dando ênfase à importância de trabalharem juntos como um grupo, ajudando-se uns aos outros, desenvolvendo o desejo de realização. Apesar de os lideres eficazes terem um grande desejo de atingir resultados excelentes, serão menos eficazes se tornarem orientados para tarefas e esquecerem dos aspectos das relações humanas ao lidar com pessoas. Ele também não irá ao extremo oposto de dar ênfase ás relações humanas ás custas da realização. Os administradores orientados para a realização irão usar a estratégia da contingência-situação: se sua abordagem inicial não de certo, eles mudam para um estilo mais diretivo, para modificar a situação. Um ingrediente essencial da liderança eficaz é “tratar as pessoas como indivíduo”, não como ” fatores de produção. Tornando-se líderes modificados um estudo recente de liderança descobriu três fatores que eram parte integral de um líder modificado: liderança carismática, consideração individual e estímulo intelectual. O fator mais importante da liderança modificada é a liderança carismática. Para receber uma nota alta nesse fator, o líder precisa induzir orgulho, respeito e espírito de equipe, e ter o dom de focalizar o que é realmente importante, assim como ter um verdadeiro sentido de missão. O segundo fator, consideração individual, indica que o líder usa designação, delega para dar instruções e desenvolvimento, além de dar atenção pessoal aos indivíduos. O terceiro fator, estímulo intelectual, indica que o líder tem visão e apresenta idéias que exigem re-estudo de método de operação passados e permite o desenvolvimento de novas maneiras de pensar. As pessoas muitas vezes igualam liderança e administração. Os repórteres, por exemplo, comentam o “exercício de liderança” ou ” falta de liderança ” do presidente dos Estados Unidos . Ás vezes eles estão na realidade se referindo aos seus esforços para liderar o povo em determinada direção. Entretanto, na maioria das vezes estão se referindo ao seu desempenho das funções da administração quando ele propõe novos programas ( planejamento ), reestrutura as agências ( organização ), tenta inspirar confiança durante um período difícil ( liderança ) ou remover um chefe de departamento quando as coisas dão errado ( controle ) Uma experiência para essa interpretação tão ampla de liderança pode ser fato que as vezes usamos o termo líder quando nos referimos a administradores. Embora os dois sejam semelhantes, há algumas diferentes significativas. Liderança se baseia na capacidade de uma pessoa influenciar outras para agir de forma a atingir metas pessoais e organizacionais. Porém, administração abrange muito mais . Apesar de a liderança fazer parte dela, inclui também o desempenho de outras funções: planejamento, organização e controle. Efeito do estilo da supervisão nos resultados – Likert e seu grupo de pesquisadores estavam convencidos de que a liderança era uma variável casual, que com tempo iria afetar, entre outras coisas, a produtividade, o lucro, a rotação e as faltas. Essa convicção parecia ser confirmada pela descoberta de que os supervisores que usavam a supervisão cerrada e estavam mais preocupados com o trabalho causavam em seus subordinados baixo moral e pouca produtividade, enquanto que os supervisores que usavam a supervisão geral estavam mais preocupados com os empregados obtinham resultados melhores. Essencialmente, o estilo de liderança da supervisão cerrada costuma refletir a Teoria X, nas suposições sobre as pessoas. Os supervisores com controle cerrado não confiam em ninguém. Acreditam em instruções detalhadas e “ficam de olho” neles, muitas vezes fazendo o mesmo tipo de trabalho dos empregados que supervisionam. Os empregados orientados para realização sentem-se frustrados e diminuídos sob uma supervisão cerrada, especialmente por períodos longos. Conseqüentemente, os departamentos que praticam esse tipo de supervisão tendem a sofrer alto grau de rotatividade de pessoas. Supervisão cerrada não é muito eficaz quando o trabalho exige iniciativa e criatividade. Entretanto, pode valer quando os empregados são novos ou tenham um quociente baixo de inteligência ou, em curto prazo, em um departamento onde os custos tenham sido altos ou onde se tenha de fazer um trabalho de emergência. A supervisão geral, por outro lado, reflete os pressupostos da Teoria Y. Segundo Likert, indagados sobre o aspecto mais importante de seu trabalho, os lideres que exerciam supervisão geral salientaram as relações humanas e o desenvolvimento de subordinados. Portanto esses supervisores tinham maior preocupação com os empregados. Isso não quer dizer que ignorassem as exigências de produção ou tarefas de seus departamentos. Pelo contrario, a ênfase deles estava no trabalho, com e através das pessoas, de tal forma que os resultados eficazes surgissem naturalmente. Das pesquisas publicadas e de nossa própria experiência, vemos quatro características principais no uso da supervisão geral pelos administradores. Eles: (1) supervisionam por resultados (isto é, delegam autoridade para realizar o trabalho e controlam periodicamente os resultados ou recebem relatório sobre eles, (2) enfatizam o treinamento e desenvolvimento dos subordinados através do processo de delegação de autoridade e supervisão por resultados, (3) passam metade do tempo, ou mais planejando e organizando o trabalho do departamento e coordenado através de outros departamentos e supervisores e (4) são mais acessíveis a tratar de problemas do departamento ou pessoais com os subordinados. Conceitos Básicos: Os conceitos básicos da teoria do ciclo de vida são: as estratégias e o comportamento do líder devem estar de acordo com a situação, baseando-se principalmente na maturidade ou imaturidade dos seguidores e na natureza da tarefa. As definições a seguir ajudam a compreender a teoria. Maturidade é a capacidade dos indivíduos ou grupos de estabelecer metas altas, mas atingíveis, e sua disposição e capacidade de serem responsáveis. Essas variáveis da maturidade, resultado de educação e ou experiência devem ser levadas em consideração somente em relação a uma tarefa especifica a ser desempenhada. Comportamento na tarefa é o grau em que os lideres organizam e defendem os papéis de seus seguidores, para explicar as tarefas que cada um deve realizar, e também quando, onde e como farão. Baseia-se em padrões organizacionais bem-definidos, vias de comunicação e maneiras de realizar tarefas. Comportamento no relacionamento, trata do relacionamento pessoal e líder com os indivíduos ou membros de seu grupo. Envolve o grau de apoio dado pelo líder e a extensão em que este realiza comunicação inter pessoal e comportamento facilitador. Das várias áreas em que a teoria de liderança pode ser aplicada, a mais importante é inspirar e desenvolver as pessoas e é a área em que muitos administradores fracassam. CONCLUSÃO As organizações estão cada vez mais envolvidas em um mercado totalmente competitivo onde a eficácia e o cumprimento de metas e objetivos propostos são cobrados a todo instante. Para uma empresa offshore alcançar as suas metas com sucesso da liderança na condução de equipes é necessário que a liderança seja treinada para adequar-se às inovações, minimizando os riscos das “surpresas” que aparecem à medida que as empresas offshore passam por modificações para atender às novas exigências e mudanças no mercado, momentos pelos quais alguns de seus conceitos básicos são alterados e novos conceitos são incluídos. A liderança exige tomada de decisões que muitas vezes se tornam difícil, os líderes precisam dizer à equipe o que eles devem e como fazer determinadas tarefas, um dos erros comuns que ocorre dentro das organizações é quando o líder deixa de ser enfático quanto as suas decisões se tornando passivos diante de certas situações porque se preocupam mais em ser os queridos dentro da equipe do que em conseguir uma melhor maneira que o trabalho seja realizado. As empresas atingem suas metas com eficácia mediante a liderança democrática, este é o líder consultor-participativo e preocupado com o funcionário. Referências Bibliográficas HUNTER, James. O Monge e o Executivo:Editora Sextante; 2004 FIORELLI, José Ormir. Psicologia para Administradores: Editora Atlas; 2004, 4ª Edição MEGGINSON C. Leon, MOSLEY C. Donald, PIETRI Paul H., Jr . Administração Conceitos e aplicações: Editora Harbra, 1998, 4ª Edição www.binfo.cefetrs.edu.br/professores/durval/maq- Aceso em 05 de abril de 2008. www.ead.fea.usp.br/Semead/6semead/RH Acesso e 05 de abril de 2008 [1] Aparecida Lima dos Santos é Bacharel em Administração com ênfase em Análise de Sistemas FIRB – Faculdades Integradas ” Rui Barbosa” de Andradina – SP [2] Roberto Pereira da Silva é Mestre em Administração UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina Al. Rio Grande do Sul, n.º18, Bairro: Morumbi, Ilha Solteira – SP, 15.385-000;