Pontapé inicial
Às vezes, as pessoas de uma maneira geral, precisam de um "empurrãozinho" para engrenarem nas suas atividades. Mas será que isso é importante?
Eu costumo observar comportamentos de consumidores e fornecedores de um modo geral, em quaisquer circunstâncias. E neste fim de semana, pude notar mais um desses comportamentos que me chamou atenção.
Eu estava ainda comemorando mais um triunfo do meu Tricolor de Aço rumo à primeira divisão, quando meus pensamentos foram interpelados por um vendedor ambulante, que me ofereceu chaveiros. Então, quase que automaticamente, disse que não tinha interesse. Ele, portanto, dirigiu-se às outras mesas, ofertando o mesmo produto, ao que obteve a mesma resposta negativa de todas as cinco mesas que estavam por ali. Entretanto, quando se dirigia à saída, pensei em ajudá-lo. Afinal, era um sábado à noite, em Salvador, e o rapaz, que não devia ter nem 30 anos, estava ali vendendo seu produto para sobreviver ou ajudar na renda da família, enfim... para mim, foi o suficiente.
Então chamei-o, perguntei o preço do chaveiro e comprei. Achei que iria ajudá-lo, no mínimo, em sua auto-estima, pois não sairia daquele ambiente sem vender um único chaveiro sequer. Contudo, percebi que, além disso, ajudei a quase acabar o estoque que ele ainda tinha em mãos. Após a minha compra, a mesa do lado o chamou e comprou dois, depois a da frente comprou um, a do outro lado, mais um e, até a baiana de acarajé adquiriu o chaveiro com aquele rapaz.
E aí? O que foi que mudou na cabeça daquelas pessoas que haviam se negado a comprar há um minuto atrás? Sinceramente, não sei! Mas sei de uma coisa: elas só precisaram de um "empurrãozinho" para mudarem de idéia, mudarem sua postura, sua atitude.
Acredito que possamos tirar isso como lição para os negócios. Por muitas vezes, queremos que nossos colaboradores se comportem de determinada maneira, adotem certas atitudes ou executem as tarefas de outro modo, mas não conseguimos fazer com eles o façam apenas com nossas palavras. Nessa hora, podemos lembrar do fato supracitado e darmos o exemplo nós mesmos. Vamos agir da forma que queremos que as pessoas ajam conosco e com os outros. Vamos tomar a iniciativa de determinados temas que só dependem de nós. Vamos economizar água na nossa casa e daí, quem sabe o vizinho sinta vergonha de lavar a calçada com água potável. Vamos evitar o desperdício na empresa para talvez, influenciar na consciência do colaborador e fazer com que ele adote essa cultura dentro da própria casa.
Achei interessante colocar aqui um poema do Adm. Rayme Soares chamado "Desafio". Com ele, podemos traçar um paralelo a este tema. Vejam vocês mesmos.
Desafio
"Se você pensa que basta querer
E fica no querer que querendo acontece,
Você não faz e o verbo é fazer.
Se você fica inerte a
Vida lhe esquece.
Dê o passo!
Ocupe o espaço!
Arme o laço!
Lace o alvorecer!
Novo dia! Ande, ande,
Que o chão se expande pra você.
Faça agora acontecer.
Quando o trem passa e
Deixa no seu rosto o
Vento e tempo, você fica distante.
Estar atento e entender que
A hora é mesmo qualquer hora é o determinante.
Dê o passo!
Faça agora acontecer.
Agora, você."
Rayme Soares
A atitude individual move o todo.
Afinal... "Palavras movem. Exemplos arrastam!"
Sucesso nos negócios!
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Bruno Castro realiza palestras e treinamentos para empresas privadas, escolas e faculdades.
Atua como consultor de vendas de equipamentos de movimentação de carga para indústrias de diversos segmentos da indústria nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. É representante da Demag para estes estados, através da MS Nordeste.
É sócio da G2 Info Technology e estudante de Administração de Empresas na Faculdade da Cidade do Salvador, com extensão em "Gestão de Pessoas" e "Gestão Estratégica & Negociação" pela Faculdade Estácio/FIB.
Tem artigo publicado na Revista Negócios Pet Ed. 129 - Outubro/2010.
Já realizou treinamentos em diversas empresas do estado da Bahia, dentre elas: Nestlé, Schincariol, Suzano, Dow, Voith, Yamana Gold, Alston, Manserv, Publipan, Saideira's Bar, etc.







