Por que não ser você o líder de si mesmo?
Quantos exemplos não afloraram? Pesquiso os biografados, de momentos históricos tão díspares, de países, sistemas de governo e organização econômica distintos? Percorro os personagens dos clássicos? Analiso os recentes dos esportes? Ou ao contrário busco vir à memória idéias e ilusões?
Liderança de sintonizar com os grupos, em determinadas situações, a fim de atingir, num esforço coletivo, metas e objetivos comuns.
Pressupõe líder e liderados alinhados? Que compreendem realmente o seu papel?
Entusiasmam-se pelo que fazem? Ou vão passando...
Ontem e hoje, que história de sucesso de líderes resiste vinte anos à frente e será capa outra vez de prestigiosa revista de negócios?
Que modelo / estilo pode ser importado e aplicado diretamente nas veias das organizações assemelhadas nos países centrais ou pior nas de países periféricos?
E que substitutos similares ou genéricos dispensam bons diagnósticos que os adaptem à organização receptora, enquanto não desenvolvemos modelos que correspondam a nossa miscigenação pessoal e organizacional, sem desafinar?
Há pouco, insistiu um aluno que queria porque queria um modelo de Liderança para as organizações. Tentei em vão explicar que o modelo, a forma, a maneira, vem após o diagnóstico, pois não há um só modelo que atenda a todas as organizações e a todas as situações.
Os momentos, as estruturas, as missões, são dessemelhantes. Acho que ficou frustrado, pelo semblante enfezado. Que desfaçatez! Paguei para não obter de uma vez por todas a solução para todas as organizações. Queria a verdade absoluta por uma inscrição no Curso!
Mas o mau começo nos estudos pasteurizados por professores preguiçosos, agravado na infância pela exposição excessiva a programas de TV e da internet, sem diálogo com os pais, espalha a obediência cega a manuais e despreza de vez o provocar, educar a enxergar, filtrar os problemas e a destrinchá-los. Não pensam, copiam.
Assim, no século XXI, de vidas não bem vividas, lancetadas ao frescor da entrada nos enta , os pais não se constituem mais referência - sair a alguém da família- para os jovens.
Aquela medalha de 25 anos de trabalho ininterrupto, sem faltas, numa só empresa, virou peça de leilão para ser arrebatada como raríssima antiguidade.
No ambiente organizacional, com a agitação quotidiana sem rumo, ausência de qualquer identificação com os bens e serviços, tão diferente dos artesãos, e de quando a mão de obra incidia com mais peso no preço final, com a imagem e o logomarca transitórios, somos colegas ou competidores?
Empresas, academia e consultores, responsáveis pela implantação de programas de enxugamento da mão de obra, por que agora não apresentam, antes que seja tarde demais, programas que, com início no ensino médio, ou antes, desenvolvam interesse na autorealização no trabalho e não no emprego? A expectativa de vida aumentou e hoje ultrapassa os 80. O que iremos fazer nos anos que restam? Aguardar um líder ou construir o nosso destino?
Luiz Affonso Romano, CMC
Coach de Consultores e professor dos Cursos de Capacitação e Desenvolvimento de Consultores Jcom29092009, atualmente, presidente do IBCO.
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Consultor Organizacional e Coach de Consultores.
Professor dos Cursos de Desenvolvimento de Consultores e Planejamento de Vida e Carreira/Trabalho.
Coordenador do Perfil da Consultoria no Brasil set. 2011
Diretor de Consultoria Organizacional do IBEF( 2010/11)
Fundou e presidiu o instituto dos Consultores, em 1983/6, 1992/6 e 2006/10 e é conselheiro vitálicio( desde 1987).
Coordenador da Comissão de Ética do IBEF (1998/2010).
Conselheiro da Comissão Ética da Associação Comercial do RJ (2006/11)
Conselheiro do IBEF (2009/11).
Conselheiro do IARJ Instituto de Administração do Rio de Janeiro (2009/11).
Conselheiro da FGV Jr (2008/10)
Editor do Informativo COP - análise econômico- financeira e gestão( décadas de 70, 80 e 90) e Ouvimos por aí (2010/11).
Autor do livro Intervenção e Regulação no Brasil (história do Controle de Preços no Brasil)- edição COP Editora e Febrafarma (em 1971, 1980 e 2005)
Idealizador, cocoordenador e professor do MBA da Indústria Farmacêutica EESP FGV Febrafarma (2005/6/7/8/ 9/10, 6 turmas)
Coordenador e coautor do Código de Ética do IBEF (1998 e 2004) e do da Confederação Brasileira de Voleibol –CBV (2001).
Coordenador das Análises de Desempenho Econômico- Financeiro do Setor Farmacêutico (publicadas ed. Febrafarma,em 2004 e 2007).
Palestrante e articulista.
Diretor de T&D do IBEFRio, chairman de T$D da AMCHAM (década de 1990).
Assessor, chefe de Gabinete e Diretor, na década de 60, da COFAP, CONEP/CIP e SUNAB.
Atuação exclusiva e ininterrupta em Consultoria, desde a década de 70.
site: www.jacobseneromano.com
blog: www.blogdoconsultor.com
email: romano@luizaffonsoromano.com







