09 de fevereiro de 2010, às 12h23min

Remuneração e liderança no setor público

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O famoso guru da administração, Jim Collins, disse uma vez em entrevista à revista Exame, que os grandes líderes não são motivados por remunerações elevadas, mas sim pela necessidade de realizar algo relevante. Como exemplo, ele utilizou Beethoven, que fez sua obra pelo simples prazer de tocar, sem buscar nenhum ganho financeiro. O fato é que sua afirmação faz muito sentido se transportamos para o setor público.
É incrível como cresceu vertiginosamente o número de concurseiros em todo país, motivados sobretudo, pela estabilidade na carreira e pelos altos salários. Ok, realmente é um pacote muito atrativo, mas quais as conseqüências desse mínimo interesse comum?
De imediato, podemos observar que não temos grandes empresas estatais como referência de gestão, salvo Petrobrás. De qualquer maneira, o funcionamento desses órgãos é bastante questionado. Levante a mão aquele que nunca reclamou da lentidão do serviço público! Chegamos no ponto-chave dessa análise: Por que os “clientes” desses órgãos estão tão insatisfeitos? Uma possível resposta é a seguinte: o foco do serviço não está neles! O que motiva os funcionários desse setor é o combo “remuneração + estabilidade”, e para atingir tal objetivo não é necessário otimizar o processo.
Outro ponto a ser observado é que esse setor dificilmente fornece líderes renomados, exatamente por não existir um sentimento de construir algo grande, realmente importante para o desenvolvimento da organização. A estrutura engessada desses lugares não oferece atrativos àqueles que desejam inovar, por diversos motivos, destacando-se, principalmente: o conformismo dos funcionários e burocratização dos processos.
Vale destacar que o tal conformismo dos funcionários não deve ser interpretado de maneira pejorativa, mas justificado pelo fato dos mesmos terem atingido suas necessidades. O que chamo atenção é que essa relação entre remuneração e motivação pode ser a chave para entender a falta de referências nas lideranças do setor público, gerando um atraso nesse setor, principalmente no que se refere às inovações e ao atendimento ao público.
 

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Autor
Administradora de empresas. 

Experiência no setor de telecomunicações com atuação nas áreas Comercial e Administrativa. Atualmente é pesquisadora nas áreas de Gestão de Pessoas e Clientes.

Áreas de interesse: Comportamento Organizacional, Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), Gestão de Talentos, Planejamento Estratégico, Marketing, Controle Gerencial.
 
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que saco, to loco atraz de uma jaqueta dessas
 
Exelente material
 
gostaria de saber quem trabalha em banco que não trabalha sabado e domingo se os três dias ja começa...
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