09 de fevereiro de 2010, às 12h23min
Remuneração e liderança no setor público
É incrível como cresceu vertiginosamente o número de concurseiros em todo país, motivados sobretudo, pela estabilidade na carreira e pelos altos salários. Ok, realmente é um pacote muito atrativo, mas quais as conseqüências desse mínimo interesse comum?
De imediato, podemos observar que não temos grandes empresas estatais como referência de gestão, salvo Petrobrás. De qualquer maneira, o funcionamento desses órgãos é bastante questionado. Levante a mão aquele que nunca reclamou da lentidão do serviço público! Chegamos no ponto-chave dessa análise: Por que os “clientes” desses órgãos estão tão insatisfeitos? Uma possível resposta é a seguinte: o foco do serviço não está neles! O que motiva os funcionários desse setor é o combo “remuneração + estabilidade”, e para atingir tal objetivo não é necessário otimizar o processo.
Outro ponto a ser observado é que esse setor dificilmente fornece líderes renomados, exatamente por não existir um sentimento de construir algo grande, realmente importante para o desenvolvimento da organização. A estrutura engessada desses lugares não oferece atrativos àqueles que desejam inovar, por diversos motivos, destacando-se, principalmente: o conformismo dos funcionários e burocratização dos processos.
Vale destacar que o tal conformismo dos funcionários não deve ser interpretado de maneira pejorativa, mas justificado pelo fato dos mesmos terem atingido suas necessidades. O que chamo atenção é que essa relação entre remuneração e motivação pode ser a chave para entender a falta de referências nas lideranças do setor público, gerando um atraso nesse setor, principalmente no que se refere às inovações e ao atendimento ao público.
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Autor
Administradora de empresas.
Experiência no setor de telecomunicações com atuação nas áreas Comercial e Administrativa. Atualmente é pesquisadora nas áreas de Gestão de Pessoas e Clientes.
Áreas de interesse: Comportamento Organizacional, Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), Gestão de Talentos, Planejamento Estratégico, Marketing, Controle Gerencial.
Experiência no setor de telecomunicações com atuação nas áreas Comercial e Administrativa. Atualmente é pesquisadora nas áreas de Gestão de Pessoas e Clientes.
Áreas de interesse: Comportamento Organizacional, Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), Gestão de Talentos, Planejamento Estratégico, Marketing, Controle Gerencial.
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