Trajetória de sucesso: veja como a Pixar revolucionou a história da animação
Com muita criatividade e inovação, o Studio Pixar revolucionou um mercado inexplorado e se transformou na principal referência em animação gráfica do mundo. Conheça a história de sucesso desse case
Pare e responda rapidamente... Quais são as cinco animações que você mais gostou de assistir?
Muito provavelmente, algum ou alguns dos filmes de animação feitos pela Pixar Animation Studios estarão nessa lista.
E isso não é a toa, especializada em alta tecnologia de computação gráfica, a Pixar encantou públicos de todas as idades com animações emocionantes e muito bem produzidas que criaram mundos mágicos onde brinquedos, insetos, monstros, peixes, super-heróis e carros ganharam vida e movimento.
Com a filosofia da tecnologia inspirar a arte e a arte desafiar a tecnologia, o estúdio produziu sucessos como a trilogia "Toy Store", "Monstro S/A", "Procurando Nemo", "Carros" e "Wall-e". O resultado dessa combinação (arte e tecnologia) foi o reconhecimento de sua inovação e a conquista de 24 Oscars, seis Globos de Ouro e três Grammys, entre muitos outros prêmios.

Inovação desde sua gênese
O que hoje constitui a Pixar teve início em 1979, quando George Lucas, notabilizado pela saga "Guerra nas Estrelas", montou um grupo para investigar novas técnicas de digitalização e edição de áudio e vídeo. A equipe começou a trabalhar na filmagem de sequências de longas-metragens produzidos pela Lucasfilm, além da criação de curtas-metragens próprios e no desenvolvimento de efeitos especiais.
Uma das primeiras produções pela Pixar foi o Luxo Jr., curta-metragem que mostra uma luminária e seu filho brincando com uma bola (essa pequena luminária se tornaria o símbolo do estúdio). O curta foi muito bem aceito pelo público, principalmente, pela intensidade que os objetos animados (as luminárias) transmitiam sentimentos humanos. Logo em seguida, em 1986, a empresa foi comprada por Steve Jobs, co-fundador da Apple e grande visionário do desenvolvimento tecnológico.
Incertezas e quase o fim
A Pixar continuou sua atuação na construção de sistemas tecnológicos de captura de imagens. Seus principais clientes viraram órgãos governamentais, empresas de radiologia e outros estúdios de cinema (entre eles a Disney). Ainda assim, a Pixar manteve um grupo responsável no desenvolvimento de animações em curta-metragem e passou a atuar também na produção de comercias para TV. Só que muito dinheiro era gasto no desenvolvimento dos projetos da empresa e, na maioria das vezes, o resultado não era o esperado. Jobs empregava tanto dinheiro na companhia que até considerou a ideia de vendê-la devido ao alto prejuízo.
Mas em 1991, a Pixar por US$26 milhões fechou uma parceria com a Disney para a realização de três longas-metragens animados utilizando sua tecnologia de computação gráfica. O primeiro resultado dessa aliança foi o filme "Toy Story", lançado nos cinemas em 1995.
Disney & Pixar parceira de sucesso
O sucesso dos brinquedos com vida do quarto do Andy e principalmente a amizade formada pelo cowboy de pano (Xerife Woody) e o patrulheiro espacial (Buzz Lightyear), fizeram "Toy Store" conquistar um resultado artístico e comercial surpreendente.

No embalo desse sucesso e dos lucros gerados, a Disney e a Pixar estenderam o contrato de sua parceria para 10 anos e a produção de cinco longas metragens de animação. Enquanto a Pixar era responsável por todos os aspectos de produção, a Disney cuidava da distribuição, sempre com a divisão de custos de produção e dos lucros entre as duas Companhias.
Nesse período, além de "Toy Story" em 1995, foram produzidos "Vida de Inseto" em 1998, "Toy Story 2" em 1999, "Monstros S.A." em 2001, "Procurando Nemo" em 2003 e "Os Incríveis" em 2004.
O resultado positivo dessa parceria era inquestionável. Os longas metragens levaram milhares de pessoas aos cinemas e a crítica especializada rasgava elogios sobre os filmes . Só que alguns conflitos e discordâncias ao longo desse período quase levaram a quebra do contrato entre as duas Companhias.
Apenas em janeiro de 2006 as duas empresas finalmente deixaram suas desavenças de lado e chegaram a um acordo definitivo. A Disney comprou a Pixar por US$ 7,4 bilhões e o executivo Steve Jobs acabou se tornando o maior acionista individual da Disney.
Depois daí, ainda foram lançadas com a marca das duas empresas "Carros" em 2006, "Ratatouille" em 2007, "Wall-e" em 2008, "Up - Altas Aventuras" em 2009 (o primeiro filme apresentado em Disney Digital 3-D) e "Toy Story 3" em 2010.

Os resultados de um excelente trabalho
Os longas-metragens da Pixar arrecadaram mais de U$ 4 bilhões, fazendo dela, filme a filme, um dos mais bem sucedidos estúdios cinematográficos de todos os tempos.
Colecionando premiações e cada vez mais o respeito do grande público, a Pixar merece os aplausos não apenas pela técnica bem feita, mas pelas ideias e histórias cativantes e surpreendentes que divertem um público sem limites de idades.
O case da Pixar é uma verdadeira lição para o mundo dos negócios, pois acreditar na inovação e criatividade pode ser o verdadeiro diferencial entre as empresas obterem sucesso ou fracasso.
* matéria originalmente publicada para o Portal Mais Ação
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Editor da Revista Administradores e Editor do portal Esporte Nordeste
É redator do portal Administradores.com.br e colunista de cinema pelo portal www.maisacao.net
Tem especialização em Jornalismo Digital pela Faculdade Internacional de Curitiba. É formado em Comunicação Social com bacharelado em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
- Diretor do documentário "A retomada" com a trajetória do Cinema Brasileiro a partir da década de 90 até hoje.
- Co-diretor do documentário-poético “7:23”, sobre o cotidiano dos passageiros de trens urbanos
Contato: fabio@administradores.com.br







