UM ESTUDO SOBRE O PROCESSO DE SELEÇÃO INTERNO
UM ESTUDO SOBRE O PROCESSO DE SELEÇÃO INTERNO
Iderlan Soares Do Nascimento
RESUMO
Este artigo trata do processo de seleção interno. Aqui, identifica-se sua importância tanto para os funcionários, quanto para as organizações. Buscou-se discutir a motivação dos empregados quando a organização permite a ocupação de novos cargos, através do processo de seleção interno, bem como as vantagens e desvantagens desta ferramenta de gestão. O presente artigo foi realizado através de pesquisa bibliográfica (rede eletrônica).
PALAVRAS-CHAVE: seleção interna; motivação; organização.
1 INTRODUÇÃO
Não resta a menor dúvida que as pessoas, cada vez mais, buscam fazer parte do quadro funcional de organizações capazes de proporcionar crescimento profissional e de reconhecer o desempenho de seus colaboradores. No mundo contemporâneo, manter-se em uma organização que não proporciona ascensão funcional e nem reconhecimento é pouco interessante. Daí a necessidade do líder estimular o liderado a participar dos resultados da organização, criando condições favoráveis para que o mesmo sinta-se reconhecido profissionalmente.
O capital intelectual é considerado o pulmão das organizações. Sem ele não é possível alcançar o sucesso. Neste sentido, algumas organizações passaram a investir na qualificação dos funcionários, oferecendo treinamentos e oportunidades internas, através da seleção interna que visa selecionar candidatos com perfil para a vaga dentro da organização. O processo de seleção interno proporciona motivação no ambiente organizacional? A hipótese imediata é que a seleção interna leva satisfação e, conseqüentemente, motivação aos empregados, já que possibilita aos mesmos, crescimento profissional, reconhecimento, e possibilidade de desempenho em novas atividades.
O objetivo geral deste artigo é analisar a importância do processo de seleção interno no âmbito organizacional. Os objetivos específicos são: refletir sobre o conceito de seleção interna; identificar os pontos fortes e fracos da seleção interna; apontar a influência desta ferramenta de gestão sobre a motivação dos funcionários.
A relevância deste artigo está ligada à necessidade de avaliação do processo de seleção interno nas organizações. É de fundamental importância levantar informações sobre tal processo, tanto para as organizações quanto para o meio acadêmico.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
Segundo Santos (2007), o processo de seleção interna é uma ferramenta de gestão que visa a valorização da força de trabalho nas organizações, oportunizando a ascensão funcional, devendo ser incentivado na medida em que possibilite o equilíbrio entre os objetivos organizacionais e os objetivos das pessoas que as integram.
Assim, a ferramenta de gestão é capaz de proporcionar aos funcionários novas oportunidades, valorizando a mão-de-obra interna. Santos (2007), assinala que a seleção interna é uma oportunidade de crescimento profissional. Para Santos (2007) o processo de seleção “é uma política de gestão de pessoas que, se bem aplicada resulta em crescimento para a organização, para os líderes e para os colaboradores” (SANTOS, 2007, p.1).
De acordo com Bispo (2004), quando um profissional ingressa em uma organização, além de querer atender às expectativas exigidas pelo cargo é comum que ele também queira ter reais chances de crescimento dentro da empresa. O funcionário deve possuir esta idéia e estar preparado para possíveis mudanças. A pessoa que se acomoda, ou seja, que não busca novas oportunidades e que não se prepara para tais, tende a estar fadado ao mundo limitado, sem desenvolvimento pessoal e profissional.
O recrutamento interno está sujeito, de acordo com Bispo (2004), às mesmas práticas que ocorrem durante a condução de um processo externo. Logo, o primeiro passo da área de Recursos Humanos (RH), segundo Bispo (2004), é fazer uma avaliação para saber se existe a possibilidade de vaga disponível a ser suprida internamente. Somente após a confirmação da existência de vaga pode-se iniciar as etapas do processo, de maneira efetiva. “A vaga é divulgada para os funcionários, através de um edital, onde são indicados os requisitos exigidos para quem desejar concorrer àquela oportunidade” (BISPO, 2004, p. 2). Existem outros meios de divulgação da existência da vaga, como por exemplo: intranet, folderes, mural, dentre outros. O chamado “boca-a-boca” é uma ferramenta que não se pode deixar de assinalar.
Ainda de acordo com Bispo (2004), a partir da análise da disponibilidade da vaga, o departamento de RH realiza as inscrições dos candidatos que preenchem os requisitos solicitados e aplica prova escrita, quando for necessário, logo depois o candidato se submete a entrevistas com profissional de RH, bem como o gestor da área que está oferecendo a vaga. “Se preciso, também serão usados outras ferramentas como testes e dinâmicas de grupo” (BISPO, 2004, p.01). Não se pode esquecer que quem seleciona o candidato é o gestor que oferece a vaga, o RH dá o apoio necessário.
Santos (2007) ressalta que a organização ganha com o processo de seleção interno o aumento do retorno do capital investido no desenvolvimento da força de trabalho, pela geração do capital intelectual, com a aplicação do aporte de conhecimentos adquiridos e na ampliação da capacidade de atração e de retenção de talentos.
Destaca-se, ainda que o processo de seleção interno permite que funcionários permaneçam mais tempo na organização. Algumas organizações investem em cursos de graduação, chagando em alguns casos, a contribuir com cem por cento do valor da mensalidade do funcionário. Neste caso, algumas vezes tais funcionários fazem acordo com a organização a fim de permanecer na organização após conclusão do curso e aplicar o conhecimento adquirido no trabalho.
Para Santos (2007), as lideranças das organizações ganham com o processo de seleção interno credibilidade e motivação da equipe, através do incentivo ao desenvolvimento da sua força de trabalho e pela possibilidade de preenchimento de vagas com pessoas da própria equipe, além de ganhos de produção gerados pela motivação, com a valorização e o reconhecimento das habilidades e potencialidades do colaborador aprovado no processo.
Quando a equipe mostra-se engajada os líderes são beneficiados com o empenho da mesma. Os funcionários dão mais credibilidade aos líderes quando percebem que diante de um processo seletivo os mesmos poderão ser beneficiados, proporcionando-lhes motivação.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Buscou-se neste artigo responder a seguinte pergunta: O processo de seleção interno proporciona motivação no ambiente organizacional? A hipótese imediata foi confirmada, pois percebeu-se que o processo de seleção interno contribui para a motivação dos empregados no âmbito organizacional.
Assim, evidenciou-se que em um processo de seleção interno todos as partes envolvidas tendem a ganhar, ou seja, os funcionários, a organização e até mesmo a liderança. A organização ao proporcionar aos colaboradores crescimento profissional cria entusiasmo e os seguidores buscam a qualificação.
REFERÊNCIAS
BISPO, P. Herbarium investe em recrutamento e interno. (2004).Disponível em: www.rh.com.br. Acesso em: 27 agosto 2008.
BISPO, P. Ceasar park fortaleza: hotel valoriza potencial de colaboradores. Disponível em: www.rh.com.br. Acesso em: 27 agosto 2008.
SANTOS, P. D. Seleção interna: uma oportunidade de crescimento. Disponível em: www.guiarh.com.br. Acesso em 27 agosto 2008.
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