08 de junho de 2011, às 17h20min

Velocidade de decisão

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A análise cuidadosa é sempre um elemento desejado na construção de objetivos. Preservar um mínimo de segurança na ratificação dos dados que estarão compondo as ações, traduz um comportamento essencial.

 

Entretanto, como as oportunidades navegam atreladas ao eixo dos tempos, o decisor cometerá um erro grave ao pressupor ser o dono absoluto do tempo.

Administrar estrategicamente, exige muito mais que o domínio dos processos. O agir do profissional eficiente guarda atenção na relação entre a urgência com que solicita uma proposta e o tempo com que produz a necessária resposta.

 

Muitos são os segmentos onde seus gestores entendem como demonstração de poder , o controle pessoal do tempo de resposta. São comuns os retornos negativos, com grandes atrasos ou simplesmente a prática do esquecimento das solicitações marcadas pelo anúncio da necessidade imperiosa.

 

A não contabilização dos prejuízos gerados pelo uso inadequado do tempo, garante a perpetuação das atitudes impróprias na gestão dos empreendimentos.

 

Acrescente-se, que independente dos resultados, o ser social preserva sua boa imagem pela cortesia de suas atitudes.

 

Mais grave é a indiferença do solicitante aos problemas causados aos solicitados, ante à demora de posicionamento.

 

Quando o atraso pertence ao solicitado, este deverá acatar os rigores do solicitante, se desejar guardar alguma esperança no sucesso final.

 

Mais comumente o não cumprimento de prazos está incorporado à conduta daqueles que ocupam cargos, onde o seu capital pessoal não está em jogo.

 

É perceptível a existência de prioridades fixadas pelos grupos de poder, que diante da possibilidade de interferir na velocidade da decisão, acabam por agir movidos por interesses pessoais ou por não percepção da própria incompetência em detrimento das reais necessidades das instituições que dirigem.

 

A intangibilidade dos resultados facilita a existência de uma eficiência fantasiosa, protegida por discursos evasivos.

 

Preservar o modelo pode ter como conseqüências a transferência do sucesso para o concorrente ou provocar o desagrado político, que mobiliza a dança de cadeiras.

 

Respeitar o tempo próprio da decisão, constitui um componente na preservação da imagem de qualquer gestor.

 

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- Diretor Presidente da DIVULGAR SERVIÇOS LTDA (RJ)
- Autor de livros na área de gestão
- Professor Industrial
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- Membro da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias - Cadeira 7 - RJ
- Prêmio Belmiro Siqueira - 1986 (Revista DECIDIR)

 
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