Atualmente, falar em tecnologia sem se reportar a um padrão internacional ou a um local é uma tarefa quase impossível. A sopa de letrinhas está servida e confirma isso: ITIL, COBIT, BSC, BPMN, MPSBR, CMMI e mais uma quantidade sem fim de acrônimos que regem o dia a dia daqueles que trabalham com a tecnologia e para a tecnologia. Da mesma forma, falar de si mesmo como proficiente ou sugerir-se apto e adaptado a um desses padrões, sem que o “fabricante” confirme isto por meio de um certificado de acreditação é uma prática pouco aceitável. Quem tem participado de licitações, quem tem buscado por clientes mais exigentes, por colaboradores mais capacitados, quem investiu em uma sólida formação acadêmica, sabe muito bem do que estamos falando.Caso você desconheça, anualmente instituições de 19 países expoentes em tecnologia, reúnem 270 especialistas em educação e tecnologia para definir o padrão mundial de preparação e a medição das competências, das habilidades e dos conhecimentos computacionais que um indivíduo deve atingir para ser considerado como um alfabetizado digital. Eles definem o que julgamos básico em um mundo tecnológico, ou seja, qual o padrão de alfabetização digital necessário e suficiente para se estar inserido.Entre essas instituições estão Computer Technology Industry Association (CompTIA), Oxford Cambridge and Royal Society of Arts (OCR), ICT Literacy Forum International Society for Technology in Education (ISTE), American Council on Education (ACE), Global Digital Literacy Council (GDLC) entre outras de grande expressão e significância.Assim, ser aprovado em exames internacionais (provas de certificação) que outorgam títulos que abrangem desde a Alfabetização Digital – IC³ (Internet and Computing Core Certification) até a Proficiência em Tecnologia (Master Instructor ou Master Profesional), passa a ser básico e fundamental para atuações pessoal e profissional. Ser reconhecido por diversas instituições indica que o indivíduo está apto para “operar” em áreas como hardware, sistemas operacionais, suítes de escritório, banco de dados, redes e outras áreas-chaves, sem que haja a necessidade de outros tipos de comprovações (tem muita gente que jura “saber tudo”). No caso específico do IC³, os profissionais podem se candidatar a professor de informática em instituições de ensino Fundamental e Médio em diversos países do mundo para ministrar conteúdos de microinformática, informática básica e uso da internet. Em tempo: o Brasil é um dos poucos países que não tem informática em seu currículo oficial e obrigatório de educação. Em todos os grandes e desenvolvidos países do mundo esses conteúdos são ensinados desde as séries iniciais, por professores licenciados em informática e certificados em IC³.E, você? Fala por sí mesmo ou tem a acreditação do “fabricante” para provar que é alfabetizado digital ou proficiente em tecnologia?Para maiores informações consulte:http://info.certiport.com/yourpersonalpath/ic3certification * Ery Jardim é cientista da Educação pela Universidade Ca’Foscari de Veneza e diretor de Educação Corporativa da ETC Iberoamérica para o Brasil