08 de fevereiro de 2011, às 21h14min
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Como pequenos detalhes podem levar as pessoas a fazer (ou não) aquilo que você espera.
- Dizer às pessoas como os demais se comportam aumenta a probabilidade de que elas se comportem da mesma maneira (influência social). Por exemplo: dizer que a maioria dos hóspedes de um hotel reutiliza as toalhas (como forma de auxiliar na economia de água) aumenta expressivamente o número de hóspedes que adotam o mesmo tipo de comportamento.
- Chamar a atenção para um comportamento indesejável pode, na verdade, reforçá-lo. O princípio da influência social afirma que a tendência de todos é adotar o comportamento mais popular, e isso pode surtir efeitos positivos ou não. Mantenha o foco da mensagem naquilo que você deseja, e não naquilo que quer evitar.
- Produtos oferecidos como "grátis" normalmente tem seu valor percebido reduzido. Uma forma de contornar a situação é mencionar o verdadeiro valor do produto. Por exemplo: "Receba o produto ACME no valor de R$ 150,00 sem pagar nada por isso".
- Quando confrontados com diversas escolhas as pessoas tendem a escolher aquela que representa o ponto médio entre elas (aquelas que estejam entre o que precisam no mínimo e o que possam gastar no máximo). No entanto quando existem apenas 2 alternativas quase sempre as pessoas ficam com a mais barata. Quer tornar sua oferta mais atrativa? Talvez adicionar uma opção intermediária seja a solução.
- Notícias que incitam medo estimulam as pessoas a tomar providências para reduzir a ameaça, mas isso apenas acontece quando a pessoa conhece (ou é informada) de meios através dos quais ela pode agir. Se a pessoa não sabe o que pode fazer para evitar a ameaça ela acaba por ficar paralisada e não toma qualquer providência. Por exemplo: Aumente as vendas ou você será demitido! (errado). Aumente as vendas, ligue para clientes antigos, converse com usuários de nossos produtos e adeque nossa oferta ao mercado, ou você será demitido! (certo)
- Favores tem valores completamente diferentes para quem o faz e quem o recebe ao longo do tempo. Para aqueles que fazem um favor o valor da ação aumenta ao longo do tempo, para aqueles que recebem o favor se desvaloriza com o tempo. O problema acontece quando o favor é "cobrado" de volta e possui valores totalmente diferentes para os envolvidos.
- Fazer com que pessoas expressem (verbalmente ou por escrito) intenções de ação no futuro cria um compromisso psicológico, de forma que a probabilidade de que a ação efetivamente ocorra aumenta expressivamente.
- Admitir erros cria no observador a impressão de que a pessoa (ou empresa) efetivamente detém o controle da situação apesar da falha cometida. Atribuir erros às circunstâncias cria a impressão de que não se controla nada (e pessoas não se sentem bem quando não tem controle).
- Erros atribuídos a sistemas (máquinas) são mais facilmente perdoados do que aqueles atribuídos a falha humana. Algo saiu errado? Culpa do sistema!
- O simples ato de fornecer uma razão (um porquê) pode fazer com que você consiga muito mais do que espera. Pessoas sentem-se bem em saber a razão por trás das ações (mesmo que essas razões sejam fictícias).
- Pedir para que pessoas listem motivos para fazer (ou deixar de fazer) algo pode ser um grande problema. As pessoas acabam confundindo a dificuldade em encontrar razões com a dificuldade em efetivamente executar (ou deixar de executar) a ação. Você consegue encontrar UMA razão para ter um BMW? E que tal DEZ razões?
- Quando as pessoas percebem que estão sendo observadas elas acabam por adotar condutas mais "corretas". Interessante notar que não é necessário uma câmera de segurança, o observador pode ser a própria pessoa. Como? Através de um espelho estrategicamente posicionado de forma que a pessoa possa ver o que ela está fazendo ou até mesmo de uma ilustração (fotografia) de um observador fictício.
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Autor
Formação acadêmica : Bacharel em Ciência da Computação, MBA pela Fundação Getulio Vargas com extensão internacional pela Ohio University, especialização em Economia Empresarial pela Universidade Estadual de Londrina, Master em Empreendedorismo e Inovação pelo BI International com extensão em Inovação pela Berkeley University of California.
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