A influência da mídia na educação

Uzias Ferreira Adorno Junior
A INFLUÊNCIA DA MÍDIA NA EDUCAÇÃO. Uzias Ferreira Adorno Júnior¹. Faculdade Albert Einstein. Brasília. 2009.


RESUMO

A mídia é um fator fundamental na vida da sociedade, sem ela a sociedade fica aquém da realidade. Assistir televisão, navegar na Internet, falar ao celular são coisas do cotidiano da maioria da população mundial. Vive-se em uma era tecnológica em que se vêem ao vivo acontecimentos no mundo inteiro. E essa tecnologia influencia o tempo todo à sociedade e em conseqüência, a educação, tanto informal quanto formal. A influência da mídia na sociedade e na educação é um tema muito discutido e questionado. Muitos autores escreveram e escrevem sobre essas influências, alguns as consideram positivas, outros a denominam negativas. Este trabalho busca analisar a influência da mídia na educação. Para tanto, abordou-se, na história da educação no Brasil, a presença da mídia na constituição dessa história.
Palavras-chave: Educação. Mídia. Sociedade.


ABSTRACT

The media is a key factor in society, without it we fall short of reality in which we live. Watching TV, surfing the Internet, talk on the phone are things of daily life for most of the world. We are in a technological age where they see live events worldwide. And that technology influences the time to society and as a result, the education, both formal and informal. The influence of media on society and education is a subject much discussed and questioned. Many authors have written and write about these influences, some of them as positive, others call it negative. This work analyzes the influence of media in education. Therefore, we dealt with the history of education in Brazil, the presence of the media in the
constitution of this story.
Keywords: Education. Media. Society.












1 INTRODUÇÃO

Dos avanços tecnológicos nasceu a mídia. Neste trabalho iremos transportar para os leitores como ela está incluída na educação da sociedade desde a escola. Este tema é bastante polêmico, pois muitos afirmam que a mídia pode ser uma influência negativa, já outros acreditam que a mídia deve ser de interesse de professores, pais, alunos, pois ela pode melhorar a educação.
Qual a importância da mídia na educação? Essa pergunta é muito polêmica e através dela podemos analisar e pesquisar a opinião de pais, professores e da própria sociedade porque há milhares de coisas que acontecem nesse nosso Brasil e no mundo que nós nunca chegaremos, a saber, se a mídia decidir não contar.
O interesse desse tema é levar o leitor a analisar e refletir que realmente a mídia é importante não somente na educação, mas também na sociedade, pois a partir dela o indivíduo aprende a interagir com o mundo a seu redor e também a ser uma pessoa crítica e de opinião na sociedade. Além disso, é de extrema importância estudar este tema, pois através dele podemos descobrir novas formas de ensino e maneiras descontraídas para que o aluno se interesse mais pela aprendizagem.
Além disso, esperamos que esta pesquisa possa ajudar a solucionar problemas que professores muitas vezes enfrentam nas escolas na hora de ensinar, pois o aluno só presta a atenção naquilo que é novo e interessante para ele. Assim, a aula pode se tornar mais interessante, quando o professor põe um filme, por exemplo, para os alunos assistirem e fazer relatórios, resumo ou resenhas para mostrar o que aprendeu.
Enfim, este trabalho busca definir e identificar a mídia no meio escolar e na sociedade, além de verificar suas influências negativas e positivas, destacando como exemplo, um dos tipos de mídia mais acessíveis ao público em geral, a televisão.

2 MÍDIA E EDUCAÇÃO NO BRASIL

2.1 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

A educação a distância tem sido o grande desafio do preparo de participantes e professores, pois se trata de uma nova tecnologia e tudo que é novo requer que se trabalhe um processo de aprendizagem e adaptação.
Essa nova tecnologia recebeu notável impulso a partir da aplicação de novas tecnologias, notadamente aquelas que envolvem a Internet. A intensa capilarização das redes interconectadas de computadores vem ampliando o público desta modalidade de ensino ao mesmo tempo em que confronta aqueles que trabalham em educação com novos desafios dentro de uma realidade.
Novas tecnologias, ao se disseminarem pela sociedade, levam a novas experiências e a novas formas de relação como outro, com o conhecimento e com o processo de ensino-aprendizagem. Também foi assim com a escrita que é uma tecnologia. A própria origem da Educação e da Escola, tal como concebemos hoje, depende fundamentalmente desta tecnologia de registro e recuperação de informação que é a escrita. O desenvolvimento desta tecnologia promoveu grandes transformações na prática educativa.
Hoje para nós, é praticamente inconcebível ensinar e aprender sem os livros, objetos que somente começaram a ser usados em larga escala com o advento da máquina de imprimir e da técnica de corte de papel que permitiu que os livros se tornassem portáteis.
Atualmente, as novas tecnologias, especialmente as que estão ligadas às chamadas “mídias interativas”, estão promovendo mudanças na Educação, num processo que parece estar apenas começando. Para a maioria dos educadores elas são absolutamente desconhecidas. Uma parcela muito pequena teve algum contato ou usa com alguma freqüência estas tecnologias. E, mesmo para estes, elas representam uma imensa novidade.
As novas tecnologias são uma novidade que requer adaptação em termos operacionais, com isso é preciso aprender a mexer com equipamentos, a trabalhar com programas e assimilar conceitos e vocabulários próprios de uma nova área. Mas, além disto, estas tecnologias nos levam as novas experiências em sentido mais profundo. No mundo da comunicação mediada por computador vive-se num outro espaço e num outro tempo, diverso do tempo e do espaço vividos no mundo da comunicação de oralidade primária e da cultura escrita.
Com a chegada destas novas tecnologias, chega também um novo tempo e um grande desafio para a prática educativa que irá utilizar essa tecnologia, pois é preciso promover a ambientação de professores e alunos no espaço virtual dos sistemas on-line de educação a distância.
Existe ainda por parte de alguns alunos a aversão e difícil adaptação ao espaço virtual. O que grande parte deles acredita é que precisa ter um contato direto com o professor para que a interação ou até mesmo o aprendizado possa ocorrer. O problema era o modelo pedagógico no qual ele fora ambientado desde sua pré-escola. Um ambiente em que o aluno é visto fundamentalmente como um receptor de conteúdos, cuja tarefa é assimilar e reproduzir, mas quase nunca problematizar, analisar, refletir, isto é, discutir.
Se no ambiente virtual de ensino-aprendizagem são disponibilizados estes recursos e seu uso é incentivado, o aluno precisará desenvolver outra atitude, adquirir novos hábitos, deixar de ver-se como um receptor no final de uma linha e passar a ver-se como um nó de transmissão numa teia de linhas de comunicação. Este precisará deixar sua postura passiva e adotar uma postura ativa.

2.2 OS PROBLEMAS E DESAFIOS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL

A educação a distância evoluiu através de diversas gerações e baseia-se num modelo educacional em que a aprendizagem não tem limitações espaciais ou temporais (MOORE E KEARSLEY, 1996).
Historicamente, o ensino a distância evoluiu através de diferentes gerações acompanhando o desenvolvimento tecnológico das telecomunicações, da informática e da internet. As tecnologias utilizadas aumentaram progressivamente em numero, complexidade e potencialidade, criando novos modelos de formação a distância.
A educação à distância disponibiliza inúmeras vantagens como: A flexibilidade no acesso a aprendizagem, podemos escolher a hora e local de estudo que queremos; Economia de tempo, não sendo necessário viajar, nem interromper as atividades diárias; A competência, onde é desenvolvida a organização de estudos e trabalhos intelectuais; A inclusão, que possibilita atender um grande número de pessoas.
Durante muito tempo o Brasil esteve alheio à evolução desta metodologia alternativa de ensino, mas finalmente neste novo milênio, o país está redescobrindo a educação a distância dentro do contexto, inserindo-se na revolução tecnológica que vem estabelecendo novos conceitos de comunicação, facilitando o contato entre as pessoas e permitindo o acesso a uma grande quantidade de informações necessárias à tomada de decisão no mundo globalizado.
Através de uma pesquisa realizada será mostrado a seguir um gráfico com a porcentagem dos estudantes brasileiros com acesso à Internet na escola:
Gráfico 1: Acesso a Informática nas Escolas

FONTE: INEP, 2009

Existem ainda grandes desafios para a implementação e desenvolvimento da Ead (Educação a Distância), no país. O Brasil hoje conta com cerca de 50 milhões de estudantes matriculados no ensino básico à espera de acesso a esse “mundo digital”. Devemos pensar que antes de falar do uso de tecnologias digitais, é necessário falar na integração do usuário às novas mídias, pois são poucos os estudantes que hoje no Brasil tem acesso à internet nas escolas.
Alienada a isto, atualmente é difícil acreditar que a falta de acesso à energia elétrica também é um dos fatores que atinge 10 milhões de casas. Dos 55 milhões de alunos matriculados no 1º e 2º grau, 10 milhões estudam em escolas sem energia elétrica. Sem contar nas várias escolas que não possuem esgoto e nem água, que são fatores cruciais para a garantia de qualidade em qualquer modalidade de ensino.
A falta de energia elétrica impede ainda que estes alunos tenham acesso ao computador, televisão e vídeo, equipamentos cada vez mais usados pela mídia no processo de aprendizagem. Nem os professores podem se aperfeiçoar ou se qualificar assistindo os programas da TV. Esses estudantes do ponto de vista pedagógico estão alienados e impedidos de usufruírem equipamentos importantes no processo de aprendizagem.
Portanto, o ensino a distância é um fator de grande importância para a inclusão social e a democratização do conhecimento. Assim para romper essas barreiras e criar infra-estrutura necessária, é preciso uma ação conjunta dos governos federal, estadual e municipal. Com isso espera-se que esses fatores venham alavancar o processo de buscas de soluções alternativas para a democratização do ensino no Brasil. Levando, assim a uma melhor qualificação dos professores do ensino médio e conseqüentemente diminuindo a alta taxa de analfabetismo e a exclusão educacional.


2.3 A INFLUÊNCIA DA MÍDIA NA EDUCAÇÃO

2.3.1 Recursos de Ensino

A mídia pode ser inserida em sala de aula através dos Recursos de Ensino. Estes segundo Gagné (1971, p. 247) “são componentes do ambiente da aprendizagem que dão origem à estimulação para o aluno”. Estes componentes são, além do professor, todos os tipos de mídias que podem ser utilizadas em sala de aula, tais como, revistas, livros, mapas, fotografias, gravações, filmes etc.
A utilização de recursos de ensino diminui o nível de abstração dos alunos, pois eles vêem na prática o que estão aprendendo na escola, e podem relacionar a matéria aprendida com fatos reais do seu cotidiano. Desta forma é mais fácil eles absolverem os conteúdos escolares.
Dale (1966) criou uma classificação de recursos de ensino que é bastante utilizada. Ele nos trouxe o “cone de experiências”, que mostra que o ensino verbalizado, uso de palavras sem experiência, não deve mais ser usado pelo professor, pois os alunos aprendem mais quanto mais pratica experiências em torno do que está sendo ensinado.



Figura 1: Pirâmide do Aprendizado


FONTE: (DALE, 1966, p. 221)

Segundo Dale (1966), os objetivos do uso dos recursos de ensino são:
• motivar e despertar o interesse dos alunos;
• favorecer o desenvolvimento da capacidade de observação;
• aproximar o aluno da realidade;
• visualizar ou concretizar os conteúdos da aprendizagem;
• oferecer informações e dados;
• permitir a fixação da aprendizagem;
• ilustrar noções mais abstratas;
• desenvolver a experimentação concreta.

Para utilização dos recursos de ensino é preciso estar atento aos seus objetivos, eficácia e função em relação à matéria ensinada. Todos esses objetivos podem ser alcançados através de recursos de ensino, midiáticos, como, por exemplo, computador, internet, em que o aluno além de conhecer novas tecnologias, faz também interação com o mundo e novas informações. O aluno busca algo novo, algo atrativo, e a educação deve acompanhar essa busca. Mas não basta apenas usar a tecnologia, no ambiente de ensino/aprendizagem temos que rever o uso que fazemos de diferentes tecnologias enquanto estratégias, tendo clareza quanto à função do que estamos utilizando, não basta trocar o livro por um computador se na prática não promovemos a inclusão do aluno, no que se refere aos processos de aprendizagem.
O computador é conhecido como uma tecnologia da informação devido a sua grande capacidade na solução de problemas relacionados a armazenamento, organização e produção de informação de várias áreas do conhecimento. A utilização dessa tecnologia pode ser usada de varias formas, como programas de exercício-e-prática, jogos educacionais, programas de simulação, linguagem de programação entre outros, despertando assim um grande interesse do aluno.
Conforme observado por Valente (1993), o computador não é mais o instrumento que ensina o aprendiz, mas a ferramenta com a qual o aluno desenvolve algo, e, portanto, o aprendizado ocorre pelo fato de estar executando uma tarefa por intermédio do computador. O processo de interação se torna mais agradável com a presença da multimídia na aprendizagem, pois naquele momento o aluno está descobrindo o novo, o contemporâneo.

2.3.2 Recursos Audiovisuais

Recursos audiovisuais são os que estimulam a visão e/ou a audição. Esses recursos contribuem para a absorção de conteúdos através de comparações com fatos e elementos do cotidiano do aluno.
Os avanços tecnológicos nos últimos cinqüenta anos contribuíram para a formação de um mundo ao vivo e a cores. A queda do muro de Berlim, por exemplo, foi visto simultaneamente em todos os lugares do mundo que possuíam televisão. Hoje, as informações viajam rapidamente e tem-se que estar a atento a tudo, TV, Internet, celular, I-pod, MP3, MP4, todos esses recursos fazem parte do dia-a-dia das crianças do século XXI. Então, porque não utilizá-los em sala de aula?
Muito se discute sobre a qualidade na educação. A complexidade do ato educativo suscita inúmeras abordagens e múltiplas respostas, mas a análise de casos de sucesso indica alguns pontos comuns.
Vários estudos e pesquisas feitos a partir de instituições de ensino cujos alunos alcançaram pontuação elevada em provas feitas pelo Ministério da educação, apontam com fatores presentes nessas escolas, gestores com capacidade de liderança e autonomia para desenvolver projetos personalizados, são professores com boa auto-estima e comprometidos com o sucesso escolar e um ambiente escolar caracterizado pela pluralidade de estratégias didáticas.
São escolas que não dispõem de boas instalações e que a única riqueza que possuem é a “riqueza de estratégias pedagógicas”. Elas exploram todos os recursos que possuem incluindo os que estão na comunidade em que se inserem. Livros didáticos, obras literárias, jornais, TV, rádio, revistas, computadores, teatros etc., todos esses recursos integram harmonicamente o projeto pedagógico, incentivando os alunos, elevando a qualidade e conquistando o apoio das famílias.
Em casos como estes se pode perceber o quanto a mídia pode ajudar, fazendo dos professores, profissionais criativos, protagonistas da educação e não simples repetidores. A mídia nos dá a oportunidade de inserir nosso aluno no mundo tecnológico e ao mesmo tempo passar o conhecimento de matérias que devem ser vistas, de uma forma inovadora e compartilhada. Muitos pais e professores têm grande resistência à TV, Internet, mas se estas forem utilizadas como recurso de ensino, elas têm um grande valor na educação, pois com elas, não se trata de treinar um usuário de mídias, mas de formar um cidadão capaz de explorar, analisar e refletir criticamente sobre as inúmeras fontes de informação e comunicação que o cercam e de produzir em diferentes linguagens e mídias, comprometendo-se com o impacto dessa criação no meio que o cerca.

2.3.3 A TV e a Educação: méritos e deméritos

Conforme Maia (2003), a mídia é a designação genérica dos meios de comunicação social; jornais, revistas, cinema, rádio, televisão, internet. Assim ela está no dia-a-dia das pessoas.
Hoje em dia, as informações estão ao nosso redor constantemente. Se quisermos saber sobre qualquer notícia do passado ou sobre as programações das baladas de sábado à noite, ou o endereço de tal loja, tudo isso se consegue rápido e fácil pela Internet.
As notícias são transmitidas ao vivo, enquanto que no passado eram levadas por barcos através do oceano e levavam dias e até meses para chegar em outro continente. A televisão é um veículo de massa que melhor transmite informações por ser de fácil aquisição, devido ao seu baixo valor aquisitivo. Por isso, este trabalho dá especial destaque a este veículo midiático.
Quando se liga uma televisão o indivíduo receptor é invadido por várias informações, e ele pode ser influenciado ou não pelo que assiste. A maneira como são mostrados os programas também é importante, porque pode contagiar o público. Se determinado canal de televisão é a favor de um fato, e outro canal é contra, isso faz com que o público tenha uma visão crítica, e um poder de escolha, entretanto somente tomar partido de uma das partes às vezes é pouco. A sociedade pode ficar alienada ao que vem mastigado pelos programas televisivos e não ser capaz de ver outros ângulos e hipóteses de um mesmo acontecimento.
Por outro lado podemos ver a TV com o um grande fator na educação. Em 1996, o Ministério da Educação, por meio da recém-criada Secretaria da Educação a Distância, lançou nacionalmente o programa TV na Escola, cuja finalidade era a qualidade da educação e oferecer às escolas um riquíssimo acervo de recursos didáticos capaz de enriquecer o projeto pedagógico das instituições e de valorizar os professores da educação. O foco da TV na Escola era os professores e alunos.
Com base nas experiências e pesquisas feitas, esse curso foi elaborado com a proposta de capacitar o educador, no uso critico e criativo da TV e do vídeo. Toda a experiência com o curso TV na Escola, em especial tinha o propósito de formar professores profissionais no uso da TV e vídeo. Todavia, era preciso atualizar a linguagem, integrar as tecnologias, renovar estratégias didáticas, garantir aos educadores condições de produção em diferentes linguagens e mídias, para que os alunos recebessem toda a tecnologia com sucesso. Esse fator com certeza traria para a sala de aula algo novo e inusitado para os alunos.

2.3.4 As Influências Negativas e Positivas da Televisão na Sociedade

Parece mentira, mas infelizmente é verdade. Novelas e filmes da televisão estão fazendo apologia ao crime e a violência. A qualquer hora do dia ligando a Televisão, só vemos tiros, facadas, seqüestros, destruição, mortes, e muitas vezes nos perguntamos, será que o mundo é só isso?
Segundo Hoinef (1991), a televisão é uma forma de privação de sentidos, causando desorientação e confusão. Ela suprime e substitui o imaginário humano, encoraja a passividade da massa e treina as pessoas para aceitar a autoridade.
O autor compara a televisão a um veneno que se expandiu pelo mundo, com enorme poder de destruir padrões de comportamentos, atitudes e valores que culturas e subculturas reverenciam para sobreviver, e ainda exercem sobre nós um poder de influência muito grande, nos fazendo aceitar o que é imposto.
A luta pela audiência, de toda a forma tem levado emissoras brasileiras a trocar o bom-gosto e o respeito pelo público por um verdadeiro festival de baixarias, incluindo sexo, violência etc. A onipotência da televisão, o seu poder sem limites, impede que se possa ensinar ética a sociedade.
Desde que a televisão surgiu sempre nos acrescenta “pratos de má qualidade”, para disfarçar o seu gosto detestável e insípido, pois infelizmente este veículo de comunicação não nasceu para isso, mas sempre se confunde a realidade e ficção com a maior tranqüilidade.
A modernidade na educação básica do Brasil é algo muito importante e deve ser tratado com muita responsabilidade e sabedoria. Primeiramente devemos analisar a necessidade de incorporar as novas tecnologias educacionais aos conceitos de modernização, com isso percebemos que o Brasil tem cerca de 1.300.000 professores em todos os graus. Pode ser considerada uma operação de guerra a reciclagem destes em relação ao processo midiático, que por sinal é um elemento essencial ao processo, para que mensagens modernas formem a informação aos alunos.
Nesta busca pela modernização, o papel da televisão educativa é de grande importância, pois o aluno tem mais facilidade em aprender através de recursos audiovisuais. A televisão pode ser usada como um instrumento auxiliar do processo ensino-aprendizagem, usando em cada escola um rádio, um DVD e uma televisão, por exemplo.
Além disso, a televisão ajuda no desenvolvimento da sociedade, quando é informativa e cultural. Ela traz ao público informações sobre outros povos, outros modos de vestir, comer e educar.
Segundo Torres (1998), a televisão contribuiu para reforçar a democracia, pois fala em linguagem simples sobre assuntos variados. Toda informação passada pela televisão atinge todos os cidadãos, fornecendo o discernimento sobre vários assunto, e contribuindo para aumentar a participação na comunidade.
Enfim, se a televisão for utilizada para informar ela será uma arma a favor da população, tanto para se qualificar como para estar sempre a par das informações ao redor do mundo. Além disso, não importa o programa que é transmitido pela TV, importa se o público tem uma visão crítica e sabe separar o que é bom e o que é ruim, o que deve ser guardado e transmitido. A pessoa deve ler as mensagens subliminares, entender quais idéias são passadas e assim poder dominar a televisão e não ser dominado por ela.

3 CONCLUSÃO

Através de pesquisas realizadas pode-se concluir que a mídia tem seus méritos e também seus deméritos, mas cabe aos pais e professores, saber utilizá-la para meios didáticos e benéficos em nossas vidas.
A mídia é toda a tecnologia que nos rodeia, e essa tecnologia tem crescido dia após dia. Se a escola não introduzir o aluno nesse mundo tecnológico, seja através da televisão ou do computador, mais tarde o mercado de trabalho vai cobrar isso dele e será muito mais difícil a sua inserção na sociedade.
Nota-se que a mídia na educação se bem utilizada pode trazer grandes resultados, e até ajudar na formação de um indivíduo. A aprendizagem, por exemplo, fica mais fácil para os alunos quando o professor utiliza filmes, cartazes, livros ou qualquer outro tipo de mídia. É mais fácil a absorção de conteúdos na escola com uso de recursos que estão no dia-a-dia dos estudantes.
Outro fator importante que discutido foi a EaD, Educação a Distância, muitos educadores e até mesmo alunos não concordam com o ensino a distância, mas como percebemos, é um ensino onde o aluno é o coordenador de seu próprio tempo, seu desempenho é maior e sem duvidas ele é merecedor de um diploma, assim como o aluno de um curso presencial. No ensino a distância, o aluno também se dedica e com certeza se dispõe de tempo e estudos mesmo estando longe da sala de aula. Ele é beneficiado pela tecnologia que lhe promove a oportunidade de estar em casa acessando as matérias, através da rede de computadores e assim pode obter certificação.
A televisão também é um meio de comunicação muito utilizado, e pode auxiliar no processo de ensino aprendizagem. Porém, se mal utilizada em casa ou até mesmo na escola, pode causar grandes problemas, pois ao se deixar influenciar, o individuo se torna escravo dela. A mídia tem o poder de criar, formar e transformar um indivíduo, dependendo de como for utilizada. Cabe a cada um dos pais e professores auxiliar e até mesmo aprender a usar a mídia para o nosso beneficio.
Por fim, entende-se que o governo deve investir em tecnologia nas escolas, especialmente nas escolas públicas, haja vista para as grandes desigualdades sociais e regionais que ainda persistem em nosso país. É necessário adotar políticas públicas diferenciadas por região e contar com a participação de toda a sociedade, para que o Brasil figure entre aqueles países com tecnologia de ponta, principalmente advinda de uma educação inclusiva.
REFERÊNCIAS

DALE, Edgar. Metodos de Enseñanza Audiovisual. México: Editorial Reverte Mexicana, 1966.

GAGNÉ, R. Como se realiza aprendizagem. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1971.

HOINEF, N. TV em Expansão. Rio de Janeiro: Editora Record, 1991.

INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA. Publicações. Brasília, 29 jan. 2009. Disponível em: <http://www.publicacoes.inep.gov.br>. Acesso em: 03 dez. 2009.

MAIA, João Domingues. Português-Novo Ensino Médio. Volume único. 10.ª edição – São Paulo: Editora Ática, 2003.

MOORE, M. G., KEARSLEY, G. Distance Education: a systems view. Belmont (USA): Wadsworth Publishing Company, 1996.

TORRES, Eduardo Cintra. Ler televisão. Oeiras: Celta Editora, 1998.

VALENTE, J. A. . Diferentes usos do computador na Educação. In: VALENTE JA. (Org.). Computadores e conhecimento: repensando a educação. 2ª ed. Campinas: Gráfica Central UNICAMP, 1998, v. , p. 1-27.

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