Currículo: como informar o nível de conhecimento em idiomas?

Na hora de colocar informações sobre o nível de conhecimento de línguas, você deve levar em consideração o método de avaliação usado na empresa para a qual o enviará

Prof. Paulo Henrique Maia www.administradores.com,

Os sistemas adotados para a avaliação do conhecimento em línguas existem para orientar alunos, professores, responsáveis por RHs e instituições de ensino, nas classificações utilizadas para se determinar o nível de proficiência do idioma de qualquer pessoa. Vários são os sistemas criados. No Brasil, porém, há dois que predominam e precisam ser compreendidos.

Sempre ouvimos falar sobre básico, intermediário, avançado, porém vários métodos trazem a classificação do Quadro Europeu Comum A1, A2, A3... – que é pouco conhecida pelos nossos estudantes do idioma. Desde o início dos anos de 1990, a classificação "básico, intermediário e avançado" já não é a mesma no Brasil, quando subdivisões foram inseridas no contexto do aprendizado.

Na hora de colocar informações sobre o nível de conhecimento de línguas, você deve levar em consideração o método de avaliação usado na empresa para a qual o enviará. Também, atente-se na escolha de cursos que além da língua acrescentem tópicos relativos à cultura do país onde ela é falada. Esteja sempre em aprimoramento. "Se virar" no idioma não é suficiente!

Imagem: Thinkstock

 
Esse nível de conhecimento não envolve apenas o entendimento técnico do idioma, mas também entram fatores, como: questões culturais e a civilização do país onde o idioma é falado – fato este que destaca a necessidade de cursos que insiram na grade esses fatores tão importantes. Além de despertar a curiosidade do aluno no aprendizado do idioma, também favorecem negociações comerciais, pois nada melhor do que conhecer o perfil geral das partes com as quais negociamos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, cada estado tem o seu Department of Education(Departamento de Educação) que estabelece critérios próprios para a avaliação do conhecimento e da desenvoltura do indivíduo na língua inglesa. Há também instituições que solicitam exames de proficiência definidos e específicos a cada propósito. Mas, de maneira geral, adota-se a seguinte classificação com suas principais características:

1 – False Beginner: conhecimento zero do idioma; conhecimentos de palavras fora de um contexto; sem conhecimento estrutural;

2 – Beginner: pode entender expressões simples do cotidiano; em alguns casos, pode entender o contexto de uma conversa; pergunta e responde questões de informação; lê estórias ou informações simplificadas; reconhece a aplicação de algumas estruturas gramaticais; escreve frases simples;

3 – Lower Intermediate: entende uma conversa comum em inglês, embora não em detalhes; pode reproduzir o idioma bem, porém ainda cautelosamente; pergunta e responde sobre uma variedade de assuntos cotidianos; apanha o significado total, em detalhes, de textos simples (instrução); escreve redações curtas, porém coerentes;

4 – Intermediate: entende conversas envolvendo interlocutores fluentes com pouca ajuda ocasional; pergunta e responde de modo satisfatório se necessário; é funcionalmente competente para negociações do dia a dia, exceto na presença de problemas que possam surgir; pode escrever comunicações sobre informações ou opiniões com a possibilidade de inabilidade de lidar com algumas estruturas mais complexas;

5 – Upper Intermediate: mantém uma conversa contínua com um nativo; introduz novos assuntos; muda o tópico da conversa; atua ativamente em uma conversa; produz leitura e escrita fluente sem muitos erros;

6 – Advanced: entende e interage no inglês padrão cotidiano; produz fluência suficiente para discutir e manter seu ponto de vista, convencer com informações complexas em qualquer área; escreve, lê e fala com bem poucos erros;

7 – Full English Proficient: interlocutor nativo familiarizado com a cultura inglesa – reconhece sotaques, dialetos; praticamente considerado um nativo dentro do idioma;

Já a European Union Council Reference recomenda a utilização do quadro comum europeu de referência para línguas desde janeiro de 2002, por se tratar de uma ferramenta muito útil para a validação do nível conhecimento e do envolvimento em idiomas. Aplicado em boa parte do mundo, este sistema possui as seguintes classificações:

A0 – Iniciante do zero (esse nível não é oficial para o QECR). O aluno começa a aprender um idioma desde o zero e não tem conhecimento algum do idioma;
A1 – Iniciantes – o aluno aprende as estruturas básicas do idioma e vocabulário;
A2 – Iniciantes – aprendizagem e prática metódica do conhecimento fundamental do idioma para ajudar a desenvolver a comunicação;
B1 – Pré-Intermediário – revisão e enriquecimento das estruturas básicas do idioma para estudantes se comunicarem com mais segurança, conversando com mais facilidade;
B2 – Intermediário – Ampliação do vocabulário e das estruturas gramáticas que permitem ao aluno enfrentar situações diárias. Introdução ativa no contexto da cultura do país e sua civilização através de documentos autênticos;
C1 – Upper-intermediate – Estudo do idioma oral e escrito a fundo, permitindo ao estudante participar de conversas sobre vários temas com maior fluência. Compreensão de artigos jornalísticos de um maior grau de dificuldade e redação de relatórios;
C2 – Avançado: a conquista de um grau alto de habilidade no idioma. Estudo de diferentes aspectos do idioma, estilos, análises da cultura do país, seu idioma e sua civilização.

E qual dos sistemas você utiliza para falar sobre o seu conhecimento em idiomas?

Paulo Henrique Maia –  Especialista em cultura americana, é consultor e professor de idiomas do Centro Yankee, instituto especializado no ensino do inglês americano. www.centroyankee.com.br 

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