Assimilar tecnologias externas é fundamental para desenvolver um ambiente de inovação

A assimilação de tecnologias exteriores foi um passo fundamental para o desenvolvimento do potencial de inovação nos países do sudeste asiático. Esta é uma das conclusões que o economista britânico Michael Hobday apresentou na manhã desta segunda-feira durante o I Congresso Internacional da Inovação, realizado no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre.

Especialista em políticas de inovação dos países asiáticos, Hobday palestrou para mais de mil pessoas que prestigiaram a primeira manhã do evento, realizado pelo Sistema FIERGS - Sesi, Senai e IEL, pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

De acordo com Hobday, empresas asiáticas que iniciaram suas atividades como pequenas linhas de montagem para gigantes dos setores de eletrônicos e de telecomunicações trataram de dominar as tecnologias que lhes eram apresentadas pelos parceiros, para depois preocuparem-se com design, marca e investimentos em P&D, utilizando-se de uma estratégia chamada “inovação aberta”. Como resultado, agregaram a inovação em seus produtos e serviços, garimpando espaço no mercado global. “É o caso de empresas como a Samsung, criada nos anos 60 para produzir rádios e transistores para a Sanyo e que hoje é a segunda maior organização em seu segmento, líder nos mercados de telefones celulares e telas de cristal líquido, entre outros”, exemplifica Hobday.

O britânico alerta que o sucesso alcançado nos países asiáticos não serve como um modelo pronto para outros países: “Não é possível simplesmente copiar um modelo de inovação. Cada empresa precisa focar em suas vantagens competitivas para escolher uma estratégia para inovar”.

À apresentação de Hobday seguiu-se um debate sobre as implicações das políticas de inovação na competitividade empresarial. O coordenador do Conselho de Inovação e Tecnologia da FIERGS, Ricardo Felizzola, destacou que o Rio Grande do Sul tem bons ativos no que se refere à inovação, com boas universidades e empresas que já se destacam no cenário nacional. “Mas não basta o ambiente. É preciso liderança e pró-atividade por parte do governo”, destacou.

Segundo Jorge Luis Audy, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, o Brasil já tem uma cultura empresarial que demanda inovação, e deve seguir apostando na formação de ambientes que favoreçam o surgimento de iniciativas inovadoras, além de investir em educação. Segundo a vice-presidente da Kauffmann Foundation, Lesa Mitchell, responsável por iniciativas na área de inovação, existe um interdependência entre as empresas, as universidades e o Estado. Segundo ela, os governos precisam entender o papel da inovação no desenvolvimento econômico para valorizar estruturas como os parques tecnológicos.

O Congresso Internacional acontece até a quarta-feira (19), onde especialistas nacionais e internacionais em inovação, e lideranças empresariais e governamentais discutirão, entre outros temas, Inovação e Crescimento, Estratégias para a Inovação, Inovação e Competitividade Local e Global, o Sistema Nacional de Inovação e o ambiente de inovação no Rio Grande do Sul. O evento é realizado pelo

O Congresso Internacional de Inovação conta com o apoio da Gerdau, Movimento Brasil Competitivo (MBC) e Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP).



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A economia mundial irá se recuperar em 2009?

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A economia não irá se recuperar em 2009.





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